quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Federal Reserve - Parte III

Créditos ao Blog Informação Incorrecta











Terceira parte do artigo acerca da Federal reserve.
Boa leitura!

3. Como funciona
Basicamente, não há poder nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental que não seja influenciado pela Fed.

É da Fed que saíram, entre outros, os projectos e a criação de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Grupo dos Sete Países mais industrializados (G7), o Grupo dos 20 (G20) e uma série de organismos de tipo cultural, científico e educativo, especialmente nas universidades dos ricos (todas pagas) onde educamos jovens para ser depois utilizados como directores de empresas multinacionais.

Acerca destes opinou recentemente o Presidente do Brasil Lula da Silva:
Estou cansado de viajar para ouvir homens de 30 anos que explicam o que devemos fazer no Brasil, quando nem sequer sabem onde fica.

Além disso, a Fed tem à disposição uma rede oficial de centenas de organizações não-governamentais (ONG), tratada em parte pelos serviços de inteligência, com etiqueta de humanitária, ambiental, alfabetização, etc. que têm sido os centros de frequentes escândalos de corrupção.

Vários Países expulsaram-nas, como os recentes casos da Bolívia, do Venezuela, do Equador e do Sudão.

Entre a Federal Reserve, o Pentágono e a indústria da guerra existem fortes ligações.

Gerem os fundos que são destinados para as despesas em armamento e controlam forças de mercenários para proteger as empresas multinacionais que exploram os recursos naturais dos Países pobres. Nessas áreas, mesmo que o Congresso possa por vezes queixar-se, há sempre bons candidatos, pagos pelos contribuintes.
Os bancos criam dinheiro a partir do nada (ver o artigo Quem cria o dinheiro?), e a Federal Reserve não é uma excepção.

A seguir o mecanismo explicado por Stephen Lendman, pesquisador de Global Research:


3.1 Como a Federal Reserve cria dinheiro a partir do nada

A Fed tem literalmente o poder de criar dinheiro do nada. Consegue fazer isto num processo de quatro passos:

A Fed, primeiro, aprova a compra de títulos do governo dos EUA no mercado aberto (open market).

A Fed de Nova Iorque compra esses títulos dos vendedores (os mercados financeiros têm sempre um número igual de compradores e vendedores).

A Fed paga a sua compra com créditos electrónicos para os bancos dos vendedores, que, por sua vez, creditam nas contas bancárias desses vendedores. Esses créditos são literalmente criados a partir do nada.

Os bancos que recebem os créditos podem então usa-los como reservas que lhes permitem conceder empréstimos até 10 vezes esse valor (se a reserva compulsória deles é de 10%) através da mágica (que só os bancos podem fazer) de usar uma fracção como reserva bancária e, naturalmente, cobrar juros sobre todo o dinheiro.

Um tremendo negócio, e é tudo legal! Imaginem como nós poderíamos ficar ricos se, como indivíduos privados, pudéssemos fazer o mesmo. Pedir um milhão emprestado a Fed e, por mágica, fazer com que se torne 10 vezes mais, podendo cobrar juros sobre tudo, excepto os 10% que nós devemos manter como reserva.

Quando a Fed quer contrair a economia reduzindo o fornecimento de dinheiro, simplesmente reverte o processo acima descrito. Em vez de comprar títulos, ele os vende, para que o dinheiro saia dos bancos compradores em vez de entrar. Os empréstimos têm então de ser reduzidos 10 vezes se a reserva compulsória for de 10%.

Prejuízo ao interesse público

O Federal Reserve System existe apenas para servir aos seus proprietários e bancos membros, e, ao faze-lo, é hostil ao interesse público.
Isto porque se trata de um cartel bancário com o poder de restringir a competição para que maiores lucros sejam ganhos às nossas custas. Dos nossos bolsos para os deles, e o público perde, pelo menos, de quatro maneiras:


Primeira

Através da taxa invisível de inflação que resulta da diluição do poder de compra causada pela entrada em circulação do dinheiro recentemente criado, reduzindo o valor dos dólares já existentes.

A Fed de Greenspan foi especialmente expansivo, nunca prestando contas pelo seu excesso e foi capaz de passar à sociedade e ao futuro presidente da Fed o grave problema que criou. Desde 1982, antes que ele tomasse posse, em 1987, até 1992, o suprimento de dinheiro aumentou a uma média de 8% ao ano.

Mas, entre 1992 e 2002 a impressora fez horas extras, sintonizada com a desregulamentação e o crescimento dos mercados globais, expandindo a moeda em mais de 12% ao ano. Tornou-se ainda mais extrema depois do 11 de Setembro e desde 2002 cresceu a uma taxa de 15%. Agora, dobrou em menos de uma década.

Excepto por uma pausa em 2005, é muito provável que a fraqueza do dólar desde 2002 seja o resultado da excessiva quantidade deles que foi criada para financiar os gastos prolíficos da administração Bush nas suas guerras sem fim e nos seus temerários cortes de impostos dos ricos.

O problema é ainda mais complexo se considerarmos que desde 1964 o serviço de dívida cresceu de 9% para 16,5% do orçamento federal, e continua a subir; o orçamento, de um superavit de 1% foi para um deficit de 7%; e o endividamento federal cresceu 40% desde 2001, financiado em grande parte devido à “benevolência de estranhos (estrangeiros)”, cuja impaciência deve estar crescendo.

Além disso, desde Março de 2006 a Fed parou de publicar o agregado M-3 sobre a quantia total de dólares em circulação. Sem essa transparência, os grandes compradores de títulos do Tesouro dos EUA têm agora de calcular o valor do dólar baseados em especulação e incerteza, ao invés de dados concretos.


Segunda

O público também perde porque o cartel bancário é capaz de praticar usura, devido ao seu poder sobre uma moeda flexível para mover artificialmente as taxas para cima ou para baixo ou para qualquer nível que escolha, o que é impossível aos pequenos profissionais do crédito que funcionam num mercado verdadeiramente livre e aberto.

Além disso, o domínio do mercado pelo cartel força a maioria dos que precisam de empréstimos (especialmente os menores, incapazes de lançar os seus próprios instrumentos de dívida) a pedir esses empréstimos a ele, para receber aquele que deveria ser dinheiro do público disponível ao custo mais baixo possível.


Terceira

Através dos impostos, nós, o público, temos de pagar para cobrir os juros da enorme dívida nacional, agora acima dos US 8,4 triliões (N.T.: a quantia referida corresponde a 2006, quando o artigo foi escrito; hoje a dívida nacional dos EUA está em US$ 10,6 triliões), acumulada sobre o dinheiro que a Fed imprimiu e cedeu ao governo a título de empréstimo.

Como disse antes, isso totaliza hoje uma quantia anual no valor de mais de 2/3 de trilião de dólares, aumentando diariamente.

Fez os banqueiros mais ricos, fez as pessoas comuns mais pobres, e fez do público pessoas que não sabem como foram enganadas durante tanto tempo.


Quarta

Agravando os abusos mencionados, o cartel pode fazer com que o público tire o sistema de apuros com mais dólares do contribuinte. Isso acontece cada vez que algum dos bancos demasiado grandes para que se permita que quebrem necessita de ajuda financeira para sobreviver.

Vale o mesmo para grandes corporações como a Chrysler ou a Lockheed, grandes firmas de investimentos ou fundos de hedge como o Long-Term Capital Management ou, inclusive, países como o México.
Também vale quando fecha um banco e é preciso pagar aos depositantes ou, mais sério, depois de uma crise financeira sistémica como a que acabou com muitos bancos de poupança e empréstimos nos anos oitenta.

Seja um só banco ou muitas dezenas ao mesmo tempo, os dólares dos impostos do público são utilizados para salvar o sistema ou só para pagar a conta com o objectivo de reembolsar os depositantes segurados contra perdas pelo seguro de protecção governamental até um certo montante por conta corrente.

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