quinta-feira, 10 de março de 2011
Colapso Economico - Preparado?
Via: Blog Infoworld
Este vídeo é de um morador de Dallas (USA) que está alertando a situação local. Relatando que a comida está sumindo das prateleiras e que também ocorrem apagões constantemente. Bom, o resto prefiro não comentar, acho que cada um deve interpretar como achar melhor - veja o vídeo.
Obs: Caso a legenda não aparecer, ative no CC
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Texto: Desperte, Agora
Com contribuição do Blog Wake Up!
Vamos pensar um pouco, digamos que tudo o que você sabe sobre o sistema e a sociedade em que vive, não seria considerado errado, mas sim, uma mentira altamente planejada pelos homens considerados "iluminados", as 13º famílias mais ricas do mundo, que de geração em geração vem implementando tecnicas de controle da mente, através do medo e da ignorância. Nossa mente é literalmente bombardeada, cheia de mentiras sobre você, sobre o verdadeira lado real da história, enfim sobre o mundo em que vivemos, tudo isso foi planejado a milhões de anos e que está ocorrendo agora mesmo, pelas forças negativas, no qual querem conquistar o mundo, eles querem controlar tudo, realmente tudo. Se isso ocorrer, caminharemos para a autodestruição. Se cada um de nós despertarmos, entao esse planeta viva a maior transformação que talvez ele ja tenha passado.
Se deixarmos tudo como está, ficaremos nesse mesmo padrao de fome e miséria, vamos acabar morrendo e mundo continuará a ser controlado por eles, seus filhos, netos, também vão ser, porque a sociedade, só se importava com o ato de consumir, trabalhar e esperar que a mídia "pense" em seu lugar, que fazem tudo aquilo que as pessoas que controlavam nos bastidores mandavam, ou seja, era passar medo e fazer com que você acredite na informação falsa, uma visao "casca de ovo" da vida, como diria o Icke.
Ou poderemos ir para o outro caminho, abrindo-se para a verdade e a divulgando, nao a impondo mas apenas divulgando, deixando a escolha para quem a ver, como por exemplo, o sistema bancário, sobre como funciona o mundo, sobre as taticas de problema-reação-solução, você pode alertar as pessoas, fazer com que elas, despertem e olhem por de trás das cortinas e assim podemos espalhar essas informações, ajudando outros a trilharem o caminho da liberdade, soltando-se das amarras seccionais do sistema. Se nós agirmos juntos num só objetivo, podemos com certeza, vencer e a humanidade retomará seu poder de decisão sobre nosso destino.
Não podemos culpar somente a "elite", porque nós somos tão culpados quanto a eles, porque somos nós que os sustentamos, não podemos ficar com cara de coitados e sermos vítimas, fazendo uma nova guerra de "nós e eles". Sim, nós somos vítimas, mas vítimas de nós mesmos, aceitando tudo o que vemos em vez de fazermos escolhas, continuando a alimentar esse sistema e aos poucos nós entregamos para eles a nossa liberdade, em um padrao onde alguns guiam bilhoes, e seu rebanho segmentado e regido pela policia de nós mesmos. Essa decisão parte do principio de que todos nós criamos a realidade, e todos nós podemos mudá-la, partindo do individuo para o coletivo, nao na base da "luta pela liberdade", mas sim na ESCOLHA pela liberdade.
A hora é agora, essa é hora de nos libertarmos, tomos somos livres, podemos mudar o passeio quando queremos, como diria Bill Hicks. Somos uma grande consciencia vivendo eternamente no caminho evolutivo. Continuemos nossa jornada, vamos lá pessoal, nós podemos mudar nossa realidade, eles têm ódio, nós temos o amor e assim vamos conseguir e teremos um futuro digno da expressão humanidade.
Algumas frases para refletir:
"Nós somos o que pensamos e o mundo é aquilo que todos nós pensamos" - David Icke
"Toda a matéria somente é energia condensada a uma vibração lenta. Então nós somos todos uma consciência que se experimenta subjetivamente. Não há nenhuma tal coisa como a morte. A vida é só um sonho. E nós somos a imaginação de nós mesmos." - Bill Hicks
Abraços
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Documentário: Jesse Ventura - Wall street e o colapso financeiro mundial
Jesse Ventura e sua equipe provam e desvendam que a crise financeira mundial de 2008 foi forjada, e que uma crise ainda pior irá vir pela frente.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Federal Reserve - Parte IV
Quarta e última parte do artigo dedicado à Federal Reserve.
Até aqui história e estrutura da Federal Reserve, o mais importante banco central do mundo.
Mas pode surgir uma dúvida: estamos em 2010, quase 2011, os tempos mudaram, não será precisa hoje uma organização de super-controle e regulação? Uma organização como a Fed?
Afinal o mercado demonstrou de não ser capaz de se auto-regular. Se nos Estados Unidos fosse implementada uma estrutura de controle, cedo ou tarde os outros Países também acabariam por adequar-se: afinal os EUA ainda é o mercado de referência.
Esta pergunta é legitima e implica muitas reflexões.
Vamos tratar só de duas.
A primeira é a seguinte: qualquer organização de controle não pode ser privada.
Não funciona e ponto final.
É como entregar a chave do cofre aos ladrões, mesma coisa. Os resultados estão debaixo dos olhos de todos: a Fed nada fez para prevenir a actual crise.
E quando falamos de Fed, falamos de todos os bancos ocidentais, que dependem das decisões tomadas em Washington.
Como é possível imaginar a Federal Reserve, ou qualquer outro banco central, tomar posições contra a classe bancária?
Alguma vez viram um banco trabalhar contra o sistema bancário ou empresarial?
Como vimos, quem dirige a Fed são banqueiros e empreendedores.
O que leva ao segundo ponto: o que fez a Fed ao longo dos últimos anos para favorecer a transparência das instituições financeiras? Quais medidas para evitar a crise?
Este mês foi revelado que no Outono do ano passado (2009) a Fed emprestou 3.000.000.000.000 de Dólares num só mês a centenas de multinacionais.
Emprestou no segredo absoluto, sem pedir garantias, com base em procedimentos discricionais de emergência. Sem pedir a autorização de ninguém.
Reparem: 3.000 biliões num só mês, todo dinheiro para empresas privadas.
Quais? General Electric, AIG, Fannie Mae, UBS na Suiça, Barclay's na Inglaterra, Deutsche Bank na Alemanha.
Que tem a ver isso com o trabalho de inspecção e regulamentação? Que tem a ver isso com a actividade de fornecer fundos para as empresas americanas?
O problema é que ao longo de 10 anos, a Fed tinha permitido a estas empresas criar e manipular milhares de biliões de produtos derivados sem o mínimo controle. As instituições financeiras de New York tinham ganho muito com este esquema. Mas estes produtos existiam só na fantasia de quem os criava.
Assim, quando rebentou a bolha de 2008 (a mesma da qual ainda estamos a sofrer), o castelo de areia desmoronou. No seu lugar, um buraco de milhares de biliões.
Nesta altura, a Fed tentou parar o vazamento, imprimindo e distribuindo dinheiro no mundo: todos aqueles que estavam implicados no esquema precisavam de dinheiro para pagar as dívidas. E, para evitar a falência de colossos como General Electric ou AIG, tudo foi feito às escondidas e depressa.
Problemas? E quais? Afinal quem manda na Fed são as mesmas empresas ou bancos.
Só agora, passados três anos, podemos conhecer os pormenores. Mas o tempo passou e já a notícia não merece as primeiras páginas dos jornais.
A Fed há muito que abdicou do próprio trabalho, a vigilância do sistema bancário americano, sempre admitindo que em qualquer altura possa efectivamente ter desenvolvido este papel.
Aliás, foi mesmo a Fed, com o seu homem mais importante na altura, Alan Greenspan, que pediu insistentemente para que fossem eliminados os controles sobre os produtos derivados; até contra o parecer da CFTC, a Comissão Federal que deveria regulamentar os derivados.
A FED, isso é os seus chefes Alan Greenspan, Kohn, Ben Bernanke, Mishkin, insistiram que os derivados eram produtos financeiros úteis e necessários e que não era justo controla-los.
Mas desta forma criou-se uma área financeira cinzenta (uma das muitas), fora de controle. Controle público, óbvio, mas não privado.
Uma excepcional reportagem do New York Times (aqui passada totalmente despercebida) explica a existência dum cartel de bancos privados de New York, que excluem qualquer outro banco ou fundo ou instituição do controle do enorme e obscuro mercado mundial dos derivados. E que impedem que haja qualquer tipo de controle. Os nomes? Os leitores já conhecem estes nomes: Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup, JP Morgan...
Porque a Fed protege este bancos privados?
Porque estes bancos privados SÃO a Federal Reserve, e vice-versa.
Porque o chefe da Fed de New York, Bill Dudley, até dois anos atrás era partner da Goldman Sachs.
Porque todo o pessoal da Fed de New York (lembramos, a mais importante das 12 agências da Fed) ou trabalhava nestes bancos privados ou neles trabalhará uma vez saído da Fed.
Porque ainda nesta semana, Peter Orszag, que tinha negociado com os chefes do Tesouro e da Fed para entregar centenas de biliões à Citigroup, demitiu-se da Fed. E tornou-se director de quem? Do Citigroup, com uma salário de 3 milhões de Dólares, mais bónus, óbvio.
A verdade é que não é preciso um banco central para controlar e regulamentar a actividade do credito.
Desde 2008 foram fechados cerca de 400 bancos médios e pequenos. Quem tratou deles? Deveria ter sido a Fed? Sim, mas a Fed não trata destas miudezas.
Foi a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), uma entidade estatal, que tratou do assunto. A FDIC tem o poder de inspeccionar e fechar os pequenos bancos. Mas a FDIC não tem o mesmo poder no respeito aos grandes bancos de New York.
Porque os médios e pequenos bancos foram fechados sem a intervenção do dinheiro público?
Porque os grandes bancos (e, como vimos, também as grandes empresas privadas) foram salvas com o dinheiro público?
A resposta é simples: porque assim quis a Federal Reserve.
E nesta altura deveria estar claro que a Fed outra coisa não é a não ser uma cobertura. Um autentica cortina de fumo, crida para justificar decisões tomadas em outros lugares.
É por isso que os governadores da instituição pouco ou nada percebem de economia.Uma afirmação demasiado "forte"? Talvez. Mas façam o favor: reflictam sobre os seguintes dados.
Alan Greenspan, foi governador da Fed desde 1987 até 2007: não era professor, nem banqueiro, nem funcionário: tinha só uma falsa licenciatura.
Que fique claro: não há nada de mal no facto de não ter um título académico, a história é repleta de homens que conseguiram grandes coisas sem por isso serem "professores".
Mas então porque uma falsa licenciatura?
Resposta: porque era precisa para ser nomeado governador da Fed.
A revista Barron's, a mais prestigiada dos Estados Unidos em campo financeiro, quis espreitar a tese, mas não conseguiu.
Vários diários pediram à Universidade de New York uma cópia do documento, mas a instituição afirmou não estar na posse do documento.
Que parece ter sido só um conjunto de artigos e relatórios escritos por outros.
Assim, o mais potente economista do mundo foi nomeado graças a uma tese copiada, conseguida mesmo antes da nomeação e feita logo desaparecer.
É a mesma pessoa que em 1993 declarou perante uma comissão do Congresso dos EUA que não existiam os relatórios das reuniões da Fed. Anos mais tarde foi descoberta a existência de 17 anos de relatórios.
Estas são as pessoas que gerem os bancos do mundo.
E o actual director? Ben Bernake?
Nem é preciso procurar, é só lembrar das suas intervenções.
- Em 2006 escreveu que os preços dos imóveis reflectiam a força da economia dos Estados Unidos. Num só ano, os preços caíram -35% no sector residencial e -45% no comercial.
- Em 2007 afirmou que os subprimes era um problema "contido".
- No dia 22 de Setembro de 2008 afirmou que era preciso deixar falir Lehman Brother's, sem gastar 20 ou 30 biliões de dinheiro público para o resgate. Sete dias depois, no dia 29 de Setembro, pediu de urgência 700 biliões de Dólares, anunciando que em caso contrário era de esperar uma crise mundial pior da Grande Depressão.
- Pediu 700 biliões para o Tarp, o programa do governo para comprar acções das instituições financeiras em crise. Depois depositou este dinheiro nos bancos sem comprar nada.
- Na primavera deste ano anunciou estar pronto para retirar liquidez do mercado, pois a economia estava em clara retoma. Em Setembro fez uma inversão de 180 graus e anunciou a necessidade de imprimir outros 800 biliões (o Quantitative Easing 2) porque a economia estava em risco.
Agora, é só fazer as contas.
Ipse dixit.
Federal Reserve - Parte III
3. Como funciona
É da Fed que saíram, entre outros, os projectos e a criação de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Grupo dos Sete Países mais industrializados (G7), o Grupo dos 20 (G20) e uma série de organismos de tipo cultural, científico e educativo, especialmente nas universidades dos ricos (todas pagas) onde educamos jovens para ser depois utilizados como directores de empresas multinacionais.
Acerca destes opinou recentemente o Presidente do Brasil Lula da Silva:
Estou cansado de viajar para ouvir homens de 30 anos que explicam o que devemos fazer no Brasil, quando nem sequer sabem onde fica.
Vários Países expulsaram-nas, como os recentes casos da Bolívia, do Venezuela, do Equador e do Sudão.
Gerem os fundos que são destinados para as despesas em armamento e controlam forças de mercenários para proteger as empresas multinacionais que exploram os recursos naturais dos Países pobres. Nessas áreas, mesmo que o Congresso possa por vezes queixar-se, há sempre bons candidatos, pagos pelos contribuintes.
A seguir o mecanismo explicado por Stephen Lendman, pesquisador de Global Research:
A Fed tem literalmente o poder de criar dinheiro do nada. Consegue fazer isto num processo de quatro passos:
A Fed, primeiro, aprova a compra de títulos do governo dos EUA no mercado aberto (open market).
A Fed de Nova Iorque compra esses títulos dos vendedores (os mercados financeiros têm sempre um número igual de compradores e vendedores).
A Fed paga a sua compra com créditos electrónicos para os bancos dos vendedores, que, por sua vez, creditam nas contas bancárias desses vendedores. Esses créditos são literalmente criados a partir do nada.Os bancos que recebem os créditos podem então usa-los como reservas que lhes permitem conceder empréstimos até 10 vezes esse valor (se a reserva compulsória deles é de 10%) através da mágica (que só os bancos podem fazer) de usar uma fracção como reserva bancária e, naturalmente, cobrar juros sobre todo o dinheiro.
Um tremendo negócio, e é tudo legal! Imaginem como nós poderíamos ficar ricos se, como indivíduos privados, pudéssemos fazer o mesmo. Pedir um milhão emprestado a Fed e, por mágica, fazer com que se torne 10 vezes mais, podendo cobrar juros sobre tudo, excepto os 10% que nós devemos manter como reserva.
Quando a Fed quer contrair a economia reduzindo o fornecimento de dinheiro, simplesmente reverte o processo acima descrito. Em vez de comprar títulos, ele os vende, para que o dinheiro saia dos bancos compradores em vez de entrar. Os empréstimos têm então de ser reduzidos 10 vezes se a reserva compulsória for de 10%.
Prejuízo ao interesse público
O Federal Reserve System existe apenas para servir aos seus proprietários e bancos membros, e, ao faze-lo, é hostil ao interesse público.
Isto porque se trata de um cartel bancário com o poder de restringir a competição para que maiores lucros sejam ganhos às nossas custas. Dos nossos bolsos para os deles, e o público perde, pelo menos, de quatro maneiras:
Primeira
Através da taxa invisível de inflação que resulta da diluição do poder de compra causada pela entrada em circulação do dinheiro recentemente criado, reduzindo o valor dos dólares já existentes.
A Fed de Greenspan foi especialmente expansivo, nunca prestando contas pelo seu excesso e foi capaz de passar à sociedade e ao futuro presidente da Fed o grave problema que criou. Desde 1982, antes que ele tomasse posse, em 1987, até 1992, o suprimento de dinheiro aumentou a uma média de 8% ao ano.
Mas, entre 1992 e 2002 a impressora fez horas extras, sintonizada com a desregulamentação e o crescimento dos mercados globais, expandindo a moeda em mais de 12% ao ano. Tornou-se ainda mais extrema depois do 11 de Setembro e desde 2002 cresceu a uma taxa de 15%. Agora, dobrou em menos de uma década.Excepto por uma pausa em 2005, é muito provável que a fraqueza do dólar desde 2002 seja o resultado da excessiva quantidade deles que foi criada para financiar os gastos prolíficos da administração Bush nas suas guerras sem fim e nos seus temerários cortes de impostos dos ricos.
O problema é ainda mais complexo se considerarmos que desde 1964 o serviço de dívida cresceu de 9% para 16,5% do orçamento federal, e continua a subir; o orçamento, de um superavit de 1% foi para um deficit de 7%; e o endividamento federal cresceu 40% desde 2001, financiado em grande parte devido à “benevolência de estranhos (estrangeiros)”, cuja impaciência deve estar crescendo.
Além disso, desde Março de 2006 a Fed parou de publicar o agregado M-3 sobre a quantia total de dólares em circulação. Sem essa transparência, os grandes compradores de títulos do Tesouro dos EUA têm agora de calcular o valor do dólar baseados em especulação e incerteza, ao invés de dados concretos.
Segunda
O público também perde porque o cartel bancário é capaz de praticar usura, devido ao seu poder sobre uma moeda flexível para mover artificialmente as taxas para cima ou para baixo ou para qualquer nível que escolha, o que é impossível aos pequenos profissionais do crédito que funcionam num mercado verdadeiramente livre e aberto.
Além disso, o domínio do mercado pelo cartel força a maioria dos que precisam de empréstimos (especialmente os menores, incapazes de lançar os seus próprios instrumentos de dívida) a pedir esses empréstimos a ele, para receber aquele que deveria ser dinheiro do público disponível ao custo mais baixo possível.
Terceira
Através dos impostos, nós, o público, temos de pagar para cobrir os juros da enorme dívida nacional, agora acima dos US 8,4 triliões (N.T.: a quantia referida corresponde a 2006, quando o artigo foi escrito; hoje a dívida nacional dos EUA está em US$ 10,6 triliões), acumulada sobre o dinheiro que a Fed imprimiu e cedeu ao governo a título de empréstimo.
Como disse antes, isso totaliza hoje uma quantia anual no valor de mais de 2/3 de trilião de dólares, aumentando diariamente.
Fez os banqueiros mais ricos, fez as pessoas comuns mais pobres, e fez do público pessoas que não sabem como foram enganadas durante tanto tempo.
Quarta
Agravando os abusos mencionados, o cartel pode fazer com que o público tire o sistema de apuros com mais dólares do contribuinte. Isso acontece cada vez que algum dos bancos demasiado grandes para que se permita que quebrem necessita de ajuda financeira para sobreviver.
Vale o mesmo para grandes corporações como a Chrysler ou a Lockheed, grandes firmas de investimentos ou fundos de hedge como o Long-Term Capital Management ou, inclusive, países como o México.
Também vale quando fecha um banco e é preciso pagar aos depositantes ou, mais sério, depois de uma crise financeira sistémica como a que acabou com muitos bancos de poupança e empréstimos nos anos oitenta.
Seja um só banco ou muitas dezenas ao mesmo tempo, os dólares dos impostos do público são utilizados para salvar o sistema ou só para pagar a conta com o objectivo de reembolsar os depositantes segurados contra perdas pelo seguro de protecção governamental até um certo montante por conta corrente.
Federal Reserve - Parte II
Segunda parte do artigo acerca da Federal Reserve.
2. Quem é a Federal Reserve?
Mas quem realmente é o dono da Federal Reserve, o banco central dos EUA?
A resposta parece óbvia: deveria ser uma instituição pública, independente do governo.
Mas não: é privada e os seus accionistas são os grandes bancos dos EUA.
Sim, os mesmos bancos que a Fed salvou um ano e meio atrás, de acordo com o Tesouro, após ter imprimido vagões de dólares e Títulos de Estado, arrastando os governos e as instituições centrais do mundo ocidental na mesma direcção, com consequências que hoje conhecemos bem: a explosão da dívida pública nos Países mais avançados.
É como se a controlar a Federação dos árbitros fossem as equipas de futebol.
Surpresos?
No entanto, não é a única anomalia.
Para entender o que acontece nos mercados hoje em dia podemos utilizar as explicações habituais, ou perguntar se na causa das reviravoltas brutais, e nem sempre justificadas, existem assimetrias, falhas do sistema, interesses de lobby.
Que fique claro: não se trata de caçar Grandes Irmãos, mas entender como vai o mundo e, consequentemente, nas finanças, como vai a América. A resposta não é reconfortante.
O País que estamos acostumados a considerar como um modelo, apresenta lacunas perturbadoras para aqueles que, ao seguir os princípios liberais, consideram essencial a transparência das regras e a absoluta independência de quem governa ou estabelece as regras.
Infelizmente, a crise de 2008 parece ter chegado em vão. As falhas emersas desde então não foram corrigidas. Ao contrário: a Federal Reserve não é um actor imparcial nem transparente.
Não está sujeita a qualquer organismo de controlo e não responde ao Congresso das próprias acções. É uma enorme caixa preta que não quer abrir-se, mesmo depois de muitos anos.
Ainda hoje, por exemplo, os cidadãos americanos não sabem como foram usados centenas de biliões de Dólares ordenados pelo governo para socorrer os bancos. Foram apresentadas petições, o Congresso votou, os juízes emitiram sentenças: tudo inútil. A Federal Reserve não explica como ajudou...os seus accionistas.
Os sócios, isso é, os bancos, ainda estão muito poderosos, demasiados poderosos, ao ponto de influenciar o mundo político.
Ao observar a lista dos últimos Ministros do Tesouro percebemos que:
Clinton nomeou Robert Rubin, antes banqueiro da Goldman Sachs e em seguida da Citigroup;
Bush escolheu Heny Paulson, presidente da Goldman Sachs;
o reformista Obama pediu conselho ao mesmo Rubin e este colocou como superconsultor Lawrence Summers e, no comando, o seu pupilo, o altamente recomendado Timothy Geithner, que como presidente do Federal Reserve Bank of New York era notável pela sua estreita amizade com os grandes banqueiros de Wall Street (em 2008 trabalhava na Bear Stearns, recém aquisição da J.P.Morgan).
Resultado: nos últimos 15 anos não foi aprovada nem uma lei contrária aos interesses do mundo financeiro, que ainda conseguiu o que queria, a partir da abolição da Glass Steagal Act, o que impediu a separação entre os bancos comerciais e bancos de business.
Os Hedge Funds continuam a operar sem regras, muitas vezes desde paraísos fiscais.
Nenhum limite foi colocado para os Otc, os mercados fora dos circuitos bolsisticos tradicionais. E os bancos que estavam perto de falir em 2008 não foram forçados a recapitalizar adequadamente.
Tudo permaneceu como antes. Uma grande festa para os especuladores, que, depois de terem descarregado acima da comunidade delícias como os subprime, agora atiram-se sobre o Euro.
O Artigo 1 º, Secção 8 da Constituição americana estabelece que o Congresso tem o poder de cunhar (criar) moeda e estabelecer o seu valor. No entanto, neste momento, é a Federal Reserve, uma empresa privada, que controla e obtém lucros da produção de dinheiro, controlando também o valor do mesmo.
É possível conhecer os nomes dos accionistas da Fed? Não. A identidade dos accionistas é mantida secreta.
No entanto há muito circula um elenco elaborado em 1991 por Gary Kah, o seguinte:
Banco Rothschild de Londres
Banco Warburg de Hamburgo
Banco Rothschild de Berlim
Lehman Brothers de New York
Lazard Brothers de Paris
Banco Kuhln Loeb de New York
Banco Israel Moses Seif de Italia
Goldman Sachs de New York
Banco Warburg de Amsterdão
Banco Chase Manhattam de New York
Outra lista, divulgada por Eustace Mullins em 1983:
Citibank
Chase Manhatten Bank
Morgan Guaranty Trust
Chemical Bank
Manufacturers Hanover Trust
Bankers Trust Company
National Bank of North America
Bank of New York.
No entanto, ambas as listas são, por diferentes motivos, incorrectas. E os nomes dos reais accionistas permanecem um mistério bem guardado. A única coisa que podemos saber com certeza é o facto que as acções da Fed são mantidas por bancos dos Estados Unidos.
A Federal Reserve, de facto, é formada por 12 bancos centrais.
Na prática, a Federal Reserve de New York é a mais importante, que condiciona as escolhas das restantes.
E é interessante analisar a lista dos 9 nomes que constituem o actual Conselho de Administração (Maio de 2010).
Richard L. Carrion
É ao mesmo tempo director do Banco Popular Foundation e membro do Concelho da Administração da empresa Verizon Communications, ex Bell Atlantic, colosso das telecomunicações (uma das 30 maiores empresas dos EUA).
Charles V. Wait
Presidente da The Adirondack Trust Company, Director da New York Bankers Association.
Jamie Dimon
Ex Presidente da Citigroup, actualmente é Presidente do Concelho de Administração da JPMorgan Chase
Jeffrey R. Immelt
Ex Presidente da GE Medical System, actualmente membro do Concelho de Administração da General Electric (a segunda maior empresa do mundo).
Jeffrey B. Kindler
Presidente da Pfizer, a maior empresa farmacêutica do mundo.
James S. Tisch
Presidente da Loews Corporation, é também Presidente do Concelho de Administração da Diamond Offshore Drilling, membro do Concelho da Administração da CNA Financial Corporation, Presidente do Concelho de Administração da WNET.org
Denis M. Hughes
Presidente do The New York State American Federation of Labor and Congress of Industrial Organisation
Kathryn S. Wylde
Presidente do Partnership for New York City.
Lee C. Bollinger
Presidente da Columbia University de New York
Resumindo: além dos últimos três membros, cuja função é evidentemente ornamental, os restantes têm todos fortes ligações com bancos (Banco Popular Foundation, JPMorgan Chase, Citigroup), e/ou empresas multinacionais, cujos interesses variam desde os medicamentos (Pfizer) ao petróleo (Diamond Offshore Drilling), as televisões (WNET), seguros e hotelaria (CNA Financial Corporation, Loews), comunicações (Verizon), serviços e tecnologia (General Electric).
Naturalmente as ligações não acabam aqui.
As empresas e os bancos citados têm também participações em outras actividades.
A Loews Corporation, por exemplo, uma das empresas citadas, detém a totalidade ou parte das seguintes empresas:
- Lorillard Tobacco Company (tabacos)
- Dominion Resources (elecricidade e gás entregues em 11 Estados)
- Diamond Offshore Drilling (petróleo e gás: empresa fundada com o nome de Zapata Petroleum Company nos primeiros anos '50 pelo futuro Presidente dos EUA George H.W.Bush e pelo futuro Director Financeiro do Texas na campanha eleitoral de Richard Nixon, Bill Liedtke)
- Bulova (relógios)
- CNA Financial Corporation (produtos financeiros)
- Texas Gas Transmission (pipelines)
- Boardwork GP (pipelines)
- Loews Hotel (hotelaria)
Ainda mais impressionantes são os campos de interesse da General Electric; aliás, neste caso o difícil é encontrar uma área na qual a General Electric não esteja envolvida.
Tudo isso pode dar uma boa ideia acerca do nível de independência com o qual opera a Federal Reserve de New York
Mas até aqui falámos só da principal "filial" da Fed.
A situação não muda se olharmos para os outros 11 bancos centrais.
Aqui podemos encontrar, entre os outros, representantes de:
Allstate (a segunda seguradora nos EUA, com ligações não claras aos Cientologistas),
Dominion (uma companhia que trata de energia, que em 2008 doou 539.038 dólares à política - 50% aos Republicanos, 47% aos Democratas - e em 2009 815.885 dólares - 56% Republicanos, 41% Democratas), BorgWarner (componentes automobilísticos; tem filiais em todo o mundo e ligações com as principais casas automobilísticas),
McKinsey & C. (management),
Pentair (multinacional da água),
Energizer Holding (multinacional da energia),
Wesco (multinacional da electrónica),
Chevron
Levi Strauss
Delta Airlines
Southwest Airlines
ReMax
mais companhias petrolíferas e bancos de cada tipo.
Como é possível pôr ainda em causa a independência da Federal Reserve? Com nomes assim, "transparência" e "imparcialidade" com certeza são as palavras de ordem.
E um bom exemplo desta imparcialidade foi dado na década '90 do século passado.
Em 1995, depois do governo mexicano ter desvalorizado e inflacionado o Peso, a economia mexicana entrou em queda livre. Alan Greenspan (o então presidente do banco central) fez pressões sobre o Congresso e a administração Clinton para conceder um empréstimo de 52 biliões de dólares às desastradas finanças mexicanas; só mais tarde foi descoberto que os bancos membros da Fed detinham até 26 biliões de dólares da dívida mexicana.
Sem possibilidade de saber a verdade, os contribuintes americanos tiveram que pagar a conta.
Federal Reserve - Parte I
1. A história
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| First Bank Of United States |
Se o povo americano alguma vez permitir que os bancos privados controlem a emissão de moeda, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e as empresas que surgem tirarão ás pessoas a prosperidade até que filhos acordem sem casa no continente que os seus pais conquistaram.
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| Jekyll Island |
Henry Davidson, Charles Norton e Benjamin Strong representavam J.P. Morgan;
Paul Warberg representava a dinastia dos Rothschilds, a família que também geria a riqueza do Vaticano; A.P.Andrews representava a facção política enquanto Secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
Era dinheiro com um valor real.
- Benjamin Guggenheim era o herdeiro do homónimo império, fundado pelo pai Meyer na segunda metade de '800. Um dois homens mais ricos do planeta.
- John Jacob Astor IV, industrial e inventor, o mais importante representante da família Astor, outro dos homens mais ricos e influentes do mundo.
- Isidor Straus, co-fundador do império Macy's, ex embaixador em França e Congressista dos EUA.
Alguns chamam isso de casualidade. Outros não.
Pontos de vista.
1.3 "Tenho arruinado o meu País"
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| Woodrow Wilson e o seu chapéu |
Um grupo de banqueiros cuidou da campanha de Woodrow Wilson, pois ele tinha prometido assinar a lei para a criação da futura Fed.
Em 1913, o senador Nelson Aldrich (o mesmo da reunião na Ilha Jeckill), avô materno do Rockefeller, promoveu o Federal Reserve Act no Congresso um pouco antes do Natal, quando o Congresso estava de férias . Uma vez eleito, Wilson aprovou a lei.
Mais tarde, arrependido Wilson, disse: "Tenho inadvertidamente arruinado o meu País"
Excelente previsão, que pecou só por ser tardia.
Uma das críticas acerca da qual o consenso é maior é que a Fed tenha sido parcialmente responsável (e talvez não só: ver a frente o capitulo "4. Documento") pela Grande Depressão
A Fed, de facto, agravou a recessão de 1929, desencadeando a Grande Depressão.
Depois do mercado das acções ter caído em 1929, a Fed continuou a contrair a oferta de dinheiro e recusou-se a salvar os bancos que estavam lutando nas dificuldades por causa da falta de dinheiro. Este erro, acusam os críticos, transformou uma possível recessão suave numa autêntica catástrofe.
Louis T. McFadden, que foi presidente do Comité House Banking nos anos '30 denunciou o poder do Fed. Descrevendo a Fed, realçou nos registos do Congresso, (páginas 1295 e 1296 de 10 de Junho de 1932):
Senhor Presidente, neste País, temos uma das instituições mais corruptas que o mundo já viu. Refiro-me ao Federal Reserve Board, um comité governamental, que traiu o povo e o Governo dos Estados Unidos do dinheiro suficiente para liquidar a dívida nacional.
O saque e as iniquidades do Federal Reserve Board e dos bancos da Federal Reserve custaram ao País dinheiro suficiente para pagar a dívida nacional várias vezes.
Esta instituição tem empobrecido e arruinado o povo dos Estados Unidos: faliu e tem praticamente falido o nosso governo. Fez isso através da má administração e de práticas corruptas dos abutres que a controlam.McFadden não gostava muito da Fed.
E os problemas para o banco central não tinham acabado.
Uma história envolvida numa cortina de dúvidas vê no Presidente J.F.Kennedy um dos inimigos da Fed.
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| O assassinato de JFK |
Com o novo Presidente, Lyndon Johnson, a prática acabou, embora a Ordem 11110 tenha sido eliminada oficialmente só com o Presidente Reagan em 1987.
Um ano após a morte de Kennedy, em 1964, a Comissão da Câmara sobre a Prática Bancária e a Moeda, Subcomissão da Finança Doméstica, na segunda sessão do 88º Congresso, publicou um estudo intitulado "Factos acerca da Moeda" que explicava a essência da Fed:
A Federal Reserve é uma máquina que cria dinheiro. Pode emitir dinheiro ou cheques. Não tem o problema de cobrir os cheques, pois pode obter as notas de 5 e 10 Dólares, necessárias para cobri-los, simplesmente pedindo para imprimi-las.
Alguns economistas, como John Taylor, especulam que a Fed foi responsável, ou pelo menos parcialmente responsável, pela bolha imobiliária dos Estados Unidos. Eles alegam que a Fed manteve as taxas de juros muito baixas após a recessão de 2001.
Este facto, por sua vez, levou os que contraíram mútuos a ser imprudentes.
A bolha da habitação, em seguida, levou à crise de crédito, cujos efeitos ainda não acabaram.
A versão obviamente desmentida pelo então presidente Alan Greenspan.
Ron Paul, Congressista dos Estados Unidos e ex-candidato à Presidência:
Os mesmos parlamentares, é o que diz a minha experiência, são muito ingénuos e não entendem, excepto aqueles poucos que têm que saber como o presidente da 'Comissão Bancária': está consciente de tudo, mas não quer saber e continua a perpetuar o mito que a Fed cria estabilidade e faz coisas boas para o crescimento económico ao mesmo tempo enquanto, pelo contrário, é culpada.
Alan Greenspan
É ela que causou todos os problemas, que causou a recessão e o desemprego, o encolhimento dos mercados e todos os desastres que temos sofrido, mas em termos de relações públicas é excelente, pois tem convencido a maioria dos parlamentares de que é realmente necessária para manter a estabilidade, o crescimento económico e todas essas coisas bonitas.Estas foram as palavras do professor Murray N. Rothbard, economista e vice-presidente do Ludwig von Mises Institute, instituto que dedica-se aos princípios do livre mercado e de dinheiro real:
O Sistema da Reserva Federal controla de facto o sistema monetário nacional, mas não presta contas a ninguém. Ela tem seu próprio orçamento, não está sujeita a auditoria e nenhuma comissão do governo pode realmente controlar as suas acções.Uma recente tentativa de abrir a Fed para um controlo público foi feita em 1993.
O Presidente da "Comissão Bancária" do parlamento", Henry Gonzales do Texas, pediu uma revisão independente das operações da Fed: queria filmadas as sessões da "Comissão do Livre Mercado" e relatórios detalhados entregues dentro de uma semana, em vez de vagos relatórios publicados várias semanas mais tarde.
Gonzales também propôs que fosse o Presidente [dos EUA] a escolher os 12 directores dos bancos regionais da Fed, em vez dos potentes banqueiros.
Previsivelmente, o presidente da Fed, Alan Greenspan, opôs-se à mudança, e houve a surpreendente posição do Presidente Clinton. Ele declarou que a reforma teria feito "correr o risco de minar a confiança do mercado na Fed".
Como funciona a dívida pública
A dívida pública serve para financiar investimentos de infra-estrutura de longo prazo por parte do Estado (estradas, pontes, hospitais ...).
Mas serve? Sim.
Há um nível de eficiência da dívida: se construo logo estradas e pontes após ter feito uma dívida, o rápido volume de negócios que se desenvolve torna útil endividar-se antes em vez que esperara para recolher os fundos e depois começar a obra.
Exemplo. Queremos construir um aeroporto, então temos duas possibilidades:
- começar a pesquisa para encontrar os fundos e, uma vez encontrados, começar a construção
- contrair uma dívida, construir o aeroporto, ganhar com o tráfego criado e as várias taxas e depois reembolsar a dívida que, neste caso, será paga em parte com os com os ganhos gerados pelo tráfego e pela taxas.
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| Título da China, 1927 |
Além do limiar da eficiência, a dívida torna-se excessiva e o seu custo ultrapassa o benefício que traz.
Óbvio, como para todas as coisas há limites.
Como pode o Estado contrair uma dívida?
Com a emissão de Títulos de Estado.
Atrás do nome "importante", o Título é uma coisa simples: tu, investidor, compras um Título, eu, Estado, recebo o dinheiro e após um determinado período devolvo o montante emprestado com juros.
É uma maneira para o Estado financiar-se (encontrar dinheiro); para o investidor ganhar algumas coisas (com os juros).
A quem devemos o dinheiro?
Obviamente temos que dar dinheiro a quem deu crédito, ao comprar Títulos de Estado.
Em principio é um mecanismo simples e eficiente.
Como é que chegamos ao default, à insolvência, à bancarrota?
Aqui o jogo fica mais complexo.
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| South Carolina, EUA, 1893 |
Não posso reembolsar quem comprou o meu Título e eu fico insolvente (e o investidor irritado).
Na verdade as coisas não estão bem assim: nenhum Estado é capaz de reembolsar os Títulos nos prazos, não hã dinheiro para isso.
Como assim?
Bom, é natural: qual o sentido, por exemplo, de ter de reembolsar emitir um Título com prazo de 10 anos e passar todo este período a recolher o dinheiro para pagar o reembolso? Para manter eficiente a dívida, o Estado tem que utilizar a liquidez (o dinheiro vivo) na construção, reestruturar, investir, etc.
Então, que acontece quando acabar o prazo do Título?
Simples: o estado emite um novo Título.
Exemplo: eu, Estado, tenho de reembolsar o investidor que comprou o meu título; então na altura certa emito um novo Título (adquirido por outro investidor) e com o dinheiro que recebo vou saldar a dívida com o investidor mais antigo.
Em resumo, podemos dizer que a capacidade de reembolso, a distância do default, é a capacidade de emitir nova dívida e fazer-la aceitar ao mercado. Pois é importante que o mercado aceite a nossa nova dívida, isso é, o novo Título. Sem esta aceitação, sem novos investidores dispostos a comprar os Títulos, o jogo acaba. E mal.
O que é preciso fazer para ser bem aceites pelo mercado?
É preciso ter credibilidade (a não confundir com credulidade, que pertence aos eleitores), ou seja, é preciso que o mercado perceba o baixo risco representado pelos novos Títulos. Dito de outra forma, o mercado tem que acreditar em nós, na nossa capacidade de devolver o dinheiro a quem compra os Títulos.
Um dos requisitos mais importantes é ter um deficit moderado. Porquê?
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| Título da Palestina, 1945 |
Comprar um Título com prazo de 5 ou 10 anos, neste caso, será mais arriscado: e para convencer os investidores a comprar os novos Títulos, o Estado terá que oferecer juros mais altos, de forma a compensar o maior risco.
Mas juros mais altos significam uma despesa pública mais alta.
Outro dado importante, poucas vezes citado, é a domiciliação da própria dívida.
Ter uma dívida adquirida na maior parte por investidores nacionais ou estrangeiros não é a mesma coisa.
Em caso de dificuldades, o Estado pode pedir aos bancos locais um esforço para renovar a dívida nas mãos delas (isso é, substituir a parte de dívida que detêm com novos Títulos sem protestar) e pagar assim credores internacionais que não tencionam fazer o mesmo.
Resumindo, hã três pontos que um Estado em dificuldades tem que ter em conta para melhorar a situação da própria dívida:
- operar uma política rigorosa de contenção dos gastos e de capacidade de cobrar os impostos.
- tentar conter dentro das fronteiras nacionais a maior quantidade possível de dívida
- demonstrar que a situação política não está fora de controle e que existe a capacidade de legislar no Parlamento
Ipse dixit.
Fontes relacionadas: Bimbo Alieno
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Nassim Haramein - "A Origem do Giro"
Falar de Nassim Haramein é algo que me agrada muitíssimo. Afinal, não é todo dia que surge um gênio do porte de Nikola Tesla e outros, e o melhor, com uma incrível capacidade de transmissão de informações em termos simples o suficiente para que um leigo possa entendê-las e compreender as infinitas possibilidades – diferentes de tudo que vimos publicamente até agora – que isso representa.
Nesse fascinante artigo, Nassim Haramein apresenta a solução para as incongruências das Equações de Campo de Einstein, e apresenta algumas das novas possibilidades e aplicações da descoberta, que, sem dúvida alguma, podem proporcionar uma mudança incrível em nosso mundo e em nossa percepção de realidade. Estou falando de uma completa revolução na física moderna aplicada, o que nos permitiria teleportes, energia livre, viagens dimensionais, dentre muitas, muitas outras coisas.
Com a aplicação da Solução Haramein-Rauscher no mundo civil (da mesma forma que as tecnologias de Tesla, confiscadas pela CIA em 1943 e amplamente utilizadas no mundo underground militar), não há dúvidas que nossa realidade mudará drasticamente. Isso se a população ganhar cada vez mais e mais força, pois, do contrário, logo logo as aplicações da solução Haramein-Rauscher serão usadas da mesma forma de sempre pela elite Illuminati – para controlar e manipular a população.
Felizmente, esse último cenário parece cada vez mais distante, pois mesmo enquanto vemos o ínicio real do colapso do dólar, vemos também o início da queda do Império e de seu sujo sistema financeiro, representado nesse momento pelo balanço parcial finalmente apresentado pelo FED (mesmo enquanto a mídia mainstream de todo o mundo oculta o fato), está muito próximo.
Com vocês, a Origem do Giro, por Nassim Haramein e traduzido em pt-br por Ecocidio.
Para fazer o download direto, clique aqui. A Origem Do Giro – Nassim Haramein (traduzido por Ecocidio.com.br)
Um Grande Passo para a Verdadeira Revolução Anti-sistema
A BASE que sustenta todos os Sistemas é o poder finaceiro. Um pequeno passo para realmente mostrar que estamos DESPERTANDO é um simples ato que DÁ poder aos Bancos. Ou seja, o poder que NÓS damos à eles. Essse exemplo citado por Eric Cantona nos mostra uma maneira de nos manifestar contra o Sistema sem usar violência. Lembre-se que violência gera mais violência ... Medo gera dependência e submissão.
Veja os detelhes desse movimento aqui:
http://www.bankrun2010.com/
E aqui também:
http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2010/11/cantona-e-os-bancos-7-de-dezembro.html
Sabedoria é flexibilidade e não força!
Caos nas ruas de Atenas, Grécia
Autor da Postagem: InfoWorld
O caos têm tomado as ruas de Atenas, assolados pelas autoridades draconianas impostos e finança internacional e o FMI ao povo grego.
Acontecimentos graves em Atenas, dominou as ruas, ministros e policiais gregos foram por manifestantes totalmente irritados..,
Veja o Vídeo:
É o que eu venho dizendo em meus textos, com essa atitude de violência, mortes, destruição, só vai piorar a situação, o grande problema é que o povo prefere ir com tudo, não pensa antes de agir.
Nós, devemos criar uma manifestação inteligente, sem guerra, sem matar ninguém, um protesto pacífico, com um objetivo, não adianta nada, criarmos uma "revolução" desse tipo, matando uns aos outros.
Não é só na Grécia que vem ocorrendo esse conflito social, aos poucos, vai se espalhando pela Europa toda como em tais países: Espanha, Portugal, Itália, Grã-Bretanha e etc...

Como vamos criar uma Revolução no Mundo com esse tipo de atitude ?
domingo, 19 de dezembro de 2010
Veja onde a GE andou fazendo seus ultimos investimentos, com o air-"money" do FED
Eis aqui um dos usos que a GE está fazendo com os bilhões de dólares que recebeu de graça do FED.
Não vou nem tecer muitos comentários, e mais, apresento a informação diretamente do reduto pró Nova Ordem Mundial.
Mas atentem ao que a GE está fazendo. Fica claro que todo esquema é um dos pontos préviamente bem planejados que antecederam a crise imobiliária de 2008/2009. A General Electrics pertence aos mesmos donos dos bancos que compõem o FED (assim como estão presentes em outros Bancos Centrais pelo mundo), e, portanto, é um dos grandes tentáculos do corporativismo sionista, e que possui grande relevância nesse esquema maior. Não somente a GE, mas também todas as outras empresas que receberam o dinheiro roubado pelo FED e de outros bancos centrais, inclusive o brasileiro, com a conivência do mundo inteiro.
Senhor@s, esse dinheiro foi roubado, dentre outras razões, para que POSSAM ROUBAR O NOSSO PRÉ-SAL, E COM A CONIVÊNCIA DO GOVERNO BRASILEIRO.
Outra observação: comentários em negrito e itálico são destaques meus para pontos importantes. Os comentários do matéria que estão rasurados, assim estão por eu discordar totalmente do autor. Mas ela deve ser lida, para que possamos observar a malícia e a subliminaridade contidas no artigo.
***
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Estratégia de expansão de portfólio | GE compra britânica Wellstream por US 1,3 bilhão
Abs,
Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios – e agente pró Nova Ordem Mundial
domingo, 12 de dezembro de 2010
Espalha-se a crise na Zona do Euro: Portugal, Itália e Bélgica são afetados pelo resgate irlandês

Após o resgate da Irlanda , a crise financeira na Zona do Euro chegou a Portugal e começou a afetar a rotina financeira da Itália, Bélgica e Espanha.
Estes quatro países foram obrigados a mostrar registros de rendimentos sobre títulos do Estado em 10 anos, visto que os credores exigiram a maior rentabilidade desde a introdução do Euro em 1999. Mesmo os títulos franceses e alemães foram pegos na corrente descendente, já que os especuladores exigiam taxas de juros meio ponto mais altas em comparação ao verão passado.
Portugal escapou por pouco da catástrofe na manhã de quarta-feira, visto que flutuou com sucesso 500 milhões de euros em títulos a 12 meses, mas foi obrigado a pagar uma taxa de juros muito mais alta – 5,281% – em relação a 4,813% em um leilão semelhante há duas semanas. O leilão foi realizado poucas horas depois do serviço americano de classificação de risco Standard & Poor’s ameaçar cortar o valor de crédito para o país.
Uma análise da S&P observou que os cortes no orçamento já aprovados pelo Governo Português, provavelmente jogariam a economia do país em recessão. “Vemos o governo fazendo poucos progressos nas reformas para que favoreçam o crescimento a fim de compensar o entrave fiscal desses cortes orçamentais agendados para 2011′, advertiu o S&P.” Como consequência da rigidez estrutural da economia portuguesa e das condições externas voláteis, projetamos que a economia irá se contrair em pelo menos 2% em 2011 em termos reais”.
Em um relatório divulgado na terça-feira, o Banco Central português avisou que estava sofrendo uma crise de liquidez e estava sendo socorrido por empréstimos do Banco Central Europeu. Pela primeira vez um líder político português, o líder da oposição Pedro Passos Coelho, dos socialdemocratas, reconheceu que o país pode ter que aceitar uma ajuda da União Europeia e do FMI. Isso faria de Portugal o terceiro país da Zona do Euro a receber um empréstimo desse tipo, seguindo a Grécia e a Irlanda.
Na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi alertou seus colegas de gabinete sobre as possíveis repercussões dos registros de rendimento que estão sendo cobrados por títulos do governo italiano. Seu colega de gabinete Gianni Letta fez uma comparação entre os últimos movimentos no mercado monetário com a AIDS. Letta, disse à imprensa que ele temia que os “choques de mercado do euro pudessem contaminar outros países mais sólidos, como a Espanha, Portugal e a Itália” e que “as turbulências do mercado são mais infecciosas do que a AIDS, e é necessária uma vacina”.
A crise contínua também levou a uma queda acentuada no valor do Euro, que em um certo momento nesta semana caiu abaixo de 1,30 dólar pela primeira vez desde setembro. O contínuo declínio do Euro ocorre apesar de uma campanha de guerra de mercado feita pelo governo dos EUA para reduzir o valor do dólar nos mercados internacionais.
O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu reuniu-se na quinta-feira, em meio à crescente pressão para o BCE acelerar compras de títulos dos países mais fracos, a fim de escorar os mercados financeiros.
Ao longo das últimas duas semanas as lideranças das potências europeias, juntamente com a Comissão Europeia e o BCE, tomaram uma série de medidas extraordinárias, a fim de aplacar a sede de sangue dos principais bancos e agentes financeiros. Em uma grande jogada para aliviar os bancos, os ministros das Finanças europeus concordaram às pressas com uma proposta apresentada pela Alemanha e apoiada pela França no fim de semana, para extensão do já existente fundo de resgate de emergência europeu, através da criação de um Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM).
O principal elemento do novo acordo é a criação de um fundo para substituir o fundo de resgate atual de 440 bilhões de euros (US$ 583bilhões) estabelecido pelos governos europeus, após a crise da dívida grega em maio deste ano. Este fundo, conhecido como o Mecanismo Financeiro de Estabilidade Europeu, deveria expirar em 2013. O novo fundo (ESM) entrará em vigor em 2013, e introduz uma série de medidas que permitem aos países europeus mais poderosos impor a “terapia de choque” com sanções punitivas sobre os países mais fracos que enfrentam a falência. Pela primeira vez, o novo mecanismo inclui os países que não honraram seus empréstimos.
A extensão do fundo de emergência europeu atual foi um dos principais pedidos feito pelos bancos e mercados financeiros há algum tempo. A necessidade de outro mecanismo para proteger os interesses dos bancos foi exposto no início desta semana, quando a Comissão da UE anunciou que o primeiro candidato a um empréstimo maciço Europeu, a Grécia, será incapaz de pagar suas dívidas dentro do prazo. A Comissão da UE propõe agora estender o período de amortização de empréstimos gregos por um período adicional de três anos, até 2017.
Em mais uma concessão aos bancos, o acordo ESM fez cair a demanda, levantada pela primeira vez pela chanceler alemã, Angela Merkel, para que os credores privados fossem automaticamente chamados a aceitar perdas em caso de resgates futuros. A queda desta demanda ocorreu principalmente devido à pressão da França.
As implicações reais do ESM, que é apoiado pelo Fundo Monetário Internacional, foram reveladas em um comentário de um dos peritos que trabalharam no seu desenvolvimento. André Sapir, um dos principais membros de um comitê de especialistas de Bruxelas, declarou: “Se você tivesse me perguntado há um ano atrás, eu teria dito que tal ideia era impossível… Um já está aceitando a ideia que por si só já é um salto incrível – sobre a reestruturação dos débitos dos países da zona do Euro. Isso era impensável, era algo apenas para países emergentes. Nesse sentido, esta é uma verdadeira revolução”.
A “revolução” à qual Sapir está se referindo é o poder da União Europeia para implantar este tipo de “terapia de choque”, com as mesmas políticas implementadas pelo FMI em uma série de países no passado. Após uma intervenção do FMI na Argentina na década de 1990, a economia do país encolheu 27% e mais de metade da população mergulhou na pobreza.
Apesar da tentativa da Alemanha e da França para adquirir o tipo de influência política tradicionalmente associados ao FMI, no sentido de implantar a devastação social a pedido dos bancos, os mercados financeiros deram sinal negativo ao novo plano. Muitos detalhes ainda não estão claros a respeito da função e do financiamento do mecanismo, que entrará em vigor tarde demais para fornecer aos bancos o dinheiro que eles pediram. Apenas um dia após a publicação do plano, os especuladores financeiros começaram uma nova ofensiva sobre as economias expostas.
A última fase da crise, a qual alguns comentários comparam com o crash bancário de 1931, forçou os principais banqueiros e responsáveis políticos europeus a implementar medidas ainda mais extremas. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, está sob pressão para expandir maciçamente o crédito.
Comentando sobre o papel do BCE, o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, declarou: “O envolvimento do BCE deverá aumentar, apesar das suas declarações – e, provavelmente desejos – contrários”.
Ele descreveu a Irlanda como “insolvente”, Portugal como “moderadamente insolvente”, a Grécia como “insolvente de fato” e a Espanha como necessitada de uma reestruturação da dívida de seus bancos em grande escala. Buiter acrescentou que a crise da Zona Euro foi apenas um “ato de abertura” para uma calamidade financeira maior, envolvendo também o Japão e os Estados Unidos.
As apostas do capitalismo americano sobre a crise crescente na Europa, foram ressaltadas pelo envio de um emissário especial, Lael Brainard, o subsecretário para assuntos internacionais, que está visitando Madrid, Berlim e Paris para falar sobre “o desenvolvimento econômica na Europa”.
Por Stefan Steinberg
10 de dezembro de 2010
[traduzido por movimentonn.org]
Fonte: WSWS
E o próximo alvo é..
Créditos de Informação Incorrecta e Prova Final
Após o “resgate” (com muitas aspas…) da Irlanda, muitos perguntam: quem será a próxima vítima do mercado?
Já: quem será? Mah…é difícil.
Experimentamos fazer duas contas.
Os Pigs eram 4: Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha.
Grécia e Irlanda já foram vendidos aos BCE e FMI.
Sobram Portugal e Espanha. Mas esta última está a melhorar. Devagarinho, mas melhora, pois implementou medidas de contenção já na passada Primavera. E agora não está em risco imediato de default.
Por isso sobra apenas um País que é…deixem-me ver…ah, sim, é este: Portugal.
Comenta o Presidente da República, Cavaco Silva.
Espero que consigamos fazer o nosso trabalho de casa para que não seja necessário recorrer nem ao Fundo de Estabilização Europeu nem ao Fundo Monetário Internacional
Olha o acaso, eu também espero o mesmo. E mais:
Os mercados não olham só para aí [sistema bancário e dados macroeconómicos], pode ser que sejam influenciados pela execução orçamental, desde logo pela de 2010 e foi anunciado um desvio à execução orçamental, podem desconfiar em relação à execução orçamental para o ano de 2011.
Desconfiar? E porque?
O défice do subsector Estado registou um valor de €11.885 milhões no período entre Janeiro e Outubro, representando um aumento de €215 milhões face ao período homólogo de 2009, anunciou hoje o Governo.
Ah, por isso? Naaaaaaãooooo, ora essa.
Um País à beira da falência vê o próprio deficit piorar de outros 215 milhões de Euros, e porque os mercados teriam que desconfiar? Aliás, já estou a ver aumentar as filas dos investidores para comprar os Títulos de Estado Portugueses: afinal quem é que não gosta de ganhar dinheiro “seguro” como este?
Doutro lado, também Portugal não deixa fugir as boas ocasiões:
O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal fará na Irlanda, tal como aconteceu na Grécia, um investimento na compra de dívida deste País
Claro, quando há possibilidade de enriquecer sem esforço, porque recusar?
Dados macroquê?

Fora da brincadeira: este sistema está mesmo doentio.
Como é possível pedir a um País que agora terá de enfrentar os mercados no papel da vítima sacrifical e que é o próximo candidato à “ajuda” de BCE e FMI para adquirir parte da dívida dum País já falido?
O que é possível fazer agora é observar os juros da dívida portuguesa.
Verdade, como realça o Presidente da República, a situação de Portugal não é tão grave como a da Irlanda. Mas é verdade também é que agora Portugal ficou como o elo mais fraco da União: e as atenções dos mercados estão concentrada em Lisboa.
Os dados macroeconómicos não são tão negativos? O sistema bancário é saudável?
Sem dúvida, isso conta. Mas não apenas isso.
Afirma o Primeiro Ministro, José Sócrates:
[Portugal tem] um défice orçamental de 7,3 por cento, que é menor do que o da França, para já não falar em comparação com a Grécia, Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos ou Japão.
Também neste caso: verdade mas…
Mas Grécia e Irlanda já foram, enquanto ninguém na posse das próprias faculdade mentais pode comparar a capacidade produtiva de Portugal com a da França, do Reino Unido, dos EUA ou do Japão.
E isso só para fazer um exemplo.
E quanto aos bancos em boa saúde:
O principal índice da bolsa nacional ( PSI-20) negociou nos 7.787,64 pontos com 19 acções em queda e uma, Jerónimo Martins, a valorizar. Na Europa, o dia também foi negativo. Os índices do Velho Continente, que encerram pelas 17h de Lisboa, seguem generalizadamente no vermelho, penalizados pelos receios de contágio da crise da dívida irlandesa a outras economias da Zona Euro mais fragilizadas.
[...]
Por cá, também foi a banca quem mais pressionou o PSI-20. O BES afundou 4,27% para os 3,139 euros enquanto o BPI e o BCP depreciaram 2,17% para os 1,486 euros e 2,16% para os 0,633 euros, respectivamente.
BES, BPI, BCP: bancos portugueses.
Os bancos estão numa condição de relativa saúde; mas isso foi até hoje. Terão força para aguentar a pressão das próximas semanas?
Naturalmente, há sempre quem rema contra. Quando o barco afunda, alguém tenta retirar a água, outros alargam os buracos.
Neste caso quem alarga o buraco é Belmiro de Azevedo, o homem mais rico do País e dono de um império financeiro:
Vale a pena investir. Em Portugal não sei.
Caso não tivesse ficado claro, o bom Belmiro é dos poucos que gostaria, e não pouco, ver o FMI em Portugal.
Para concluir vamos ouvir a analise de Gaspar d”Orey, Gestor de Fundos da Orey Financial:
E agora é só esperar e ver o que vai acontecer ao longo das próximas semanas: esperar e fazer figas para que Portugal não perca a própria independência.
Apesar dos vários Belmiros.
Ipse dixit.
Fontes: Expresso, Diário de Notícias.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A luta do sistema
Em meu último Comentário do mercado há duas semanas, “A batalha pelo ouro a US$ 1.300”, eu discorri sobre a luta entre o cartel do ouro e os investidores em torno da cotação do ouro a US$ 1.300/onça; Entrementes, esta barreira foi rompida significativamente, e agora a luta gira em torno de US$ 1.350 em diante. A cotação do ouro já atingiu US$ 1.373. Eu escrevi então:
Provavelmente irá aparecer uma fuga em pânico de todos os papéis-moeda quando o preço do ouro atingir algo entre U$ 1.300 e 1.500. Isso pode acontecer dentro de poucas horas. Os bancos fecharão, o Euro morrerá e quem tiver uma nova moeda, irá introduzi-la através de uma reforma monetária. O patrimônio em papel (títulos, ações etc) desaparecerá, as ovelhas crentes no papel-moeda foram tosquiadas.
Ninguém sabe ao certo quando desabará a repressão atual sobre o preço do ouro e quando iniciar-se-á a fuga em pânico ao ouro. Muitos grandes investidores aderem ao ouro neste momento. Segundo Rob Kirby, até o banco central norte-americano – FED – compra ouro em sigilo, enquanto pressiona a cotação do ouro com seus derivativos. O novo US-Dólar, que já está sendo impresso, terá que ter um lastro em ouro, caso contrário ninguém irá mais aceitá-lo.
Nas últimas duas semanas o preço do ouro aumentou 80 dólares, ou seja, 6 por cento. Desde agosto, cerca de US$ 160 (15%). Comparando-se com outros rendimentos atuais dos títulos do tesouro de 10 anos dos EUA e da Alemanha: estes estão em 2,5% ao ano! Quase nada em comparação com o aumento da cotação do ouro. Marc Faber já antevê a quebra dos títulos para os próximos três meses.
Fica claro que deverá ocorrer em breve a quebra das moedas e dos títulos públicos. Quem conhece a prática da política, ela sempre vai querer aquecer a economia com juros mais baixos e impressão de dinheiro, principalmente antes das eleições. A próxima eleição “importante” será aquela do congresso norte-americano a 2 de novembro, ou seja, daqui há 3 semanas. Até lá, tudo será feito para adiar uma possível quebra do sistema.
Bill Buckler escreveu em sua coluna semana sobre o ouro:
“The global paper currency system is very young. It depends for its continued functioning on the belief that the debt upon which it is based will, someday, be repaid. The one thing, above all others, that could shake that faith, and therefore the foundations of the modern financial system itself, is a rise (especially a sharp rise) in the U.S. Dollar price of Gold.”
Justamente este perigo que é descrito aqui – uma rápida elevação do preço do ouro em Dólar, a moeda de reserva internacional – acontece neste exato momento. Isso vai destruir em breve mundo afora a confiança no papel-moeda e nos títulos de valores. A macacada dos títulos ainda acredita que deve receber juros pelos seus títulos do tesouro, mesmo que sejam ínfimos. Ouro não paga juros, mas ganha-se com ele atualmente mais do que qualquer outro investimento.
Na Zona do Euro, quase não se ganha nada com o ouro, pois o seu preço em Dólar sobe, mas cai a cotação deste perante o Euro. Mas numa época como a atual, a próxima crise do Euro não está longe. Nos últimos anos ganhou-se com ouro cerca de 40%, mesmo em Euro.
O governo brasileiro comemora a queda da cotação do Dólar frente ao Real e atribui tal fato ao aumento do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.

Mas observando-se o desempenho da moeda norte-americana frente às outras moedas internacionais, é muito mais provável que o aumento do IOF seja parte integrante de uma operação a nível mundial das Altas Finanças, pois o dólar se valorizou muito nas últimas horas, conforme podemos ver no gráfico abaixo:

Em algum momento tais ações não surtirão mais efeito; as Altas Finanças atingirão seu limite de manipulação dos mercados. Neste momento teremos a aguardada crise econômica mundial, que fará da crise de 1929 uma pequena adolescente birrenta - NR.
Este artigo recebeu o título “A luta do Sistema” porque se avizinha agora uma crise global monetária, partindo do Dólar norte-americano – com fuga das moedas para o ouro, matéria-prima etc. Este é a questão de sempre, onde os bancos centrais nada mais podem fazer e têm que desvalorizar- justamente aqui eles perdem a luta do sistema. Os juros vão então explodir, os países entrarão em falência, os preços vão explodir. Nós estamos bem próximos disto – pelo mundo todo.

Walter Eichelburg, engenheiro.
O autor do artigo não é um consultor financeiro, mas sim um investidor em Viena - NR.























