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terça-feira, 30 de março de 2010

Os escravos dos juros

Créditos de: Inacreditável

Nós temos um sistema monetário feudal

“Deixar seu dinheiro trabalhar” – o que parece soar bem, encobre todavia o fato de que é outra pessoa que deve trabalhar para que alguns obtenham rendimentos com juros. E este “outra pessoa” não tem a menor chance de se livrar da escravidão dos juros. Como os juros, via de regra, não podem ser pagos (principalmente aqui os juros da dívida pública – NR), forma-se uma sociedade de escravos dos juros, cuja bancarrota está pré-programada.

A crise financeira não é na realidade uma “crise financeira”, mas sim uma crise do sistema de papel moeda. Para se entender melhor e poder avaliar as conseqüências, deve-se saber o que seja dinheiro: dinheiro não é nada mais do que dívida.

Não existe dinheiro per se, mas sim somente dívidas, e os correspondentes títulos de dívida, que nós chamamos de “dinheiro”. O papel-moeda é uma promissória para exigir de volta a dívida. Todavia, não é somente questionável se isso funciona. Praticamente é impossível – devido aos juros.

Os bancos não emprestam o dinheiro existente, eles fornecem crédito. Isso quase não é observado, mas faz uma importante diferença. Dinheiro é criado do nada e totalmente desprovido de esforço próprio, simplesmente através do apertar de um botão do sistema bancário, do qual as empresas, Estado e cidadãos devem tomá-lo emprestado contra o pagamento de juros.

O dinheiro necessário para o pagamento está girando, todavia não o dinheiro para os juros. Este deve ser emprestado novamente do sistema bancário contra novos juros. Se todos fossem saldar suas dívidas, não haveria mais dinheiro, mas sim as dívidas dos juros.

Não importa por quanto tempo este jogo seja jogado, a soma de todo o dinheiro existente será sempre menor que a soma de todas as dívidas mais os juros. Por isso os bancos precisam sempre de garantias. Todo ano cerca de 5% destas devem ser leiloadas, caso elas não possam ser mais refinanciadas através de novas dívidas com ainda mais juros.

Isso é matemática elementar. Assim que as pessoas não queiram mais se endividar ou não apresentem mais garantias, todo este golpe do dinheiro desmorona. Este acontecimento aparece forçosamente, pois as dívidas crescem exponencialmente e as garantias, entretanto, não podem acompanhar em um mundo limitado.

Ao final do sistema, o Estado tem que atuar sobre esta lacuna de dívida através da dívida pública de crescimento explosivo. Somente o Estado passa então a ser ainda um devedor confiável, pois ele pode desapropriar “na marra” seus cidadãos.

Com métodos fascistas, como a limitação dos direitos civis, a eliminação do sigilo bancário, a instauração de um Estado Controlador (tudo justificado com fantasiosos perigos), o sistema é mantido vivo artificialmente ainda por um tempo. Mas aqui também existem limites, os quais são alcançados o mais tardar quando os pagamentos dos juros dos Estados superarem o ganho bruto de todos os cidadãos.

Através da necessidade permanente inserida no sistema monetário – sempre contra novas dívidas para os juros e juros dos juros – aparece por um lado uma espiral de endividamento com forte crescimento, e de outro um aumento rápido e constante do capital. A distribuição de pobres (escravos dos juros) para ricos (senhores feudais) através dos juros e impostos torna-se cada vez mais dinâmica. Títulos públicos e impostos aumentam de forma exponencial em tal sistema.

Ao final é como o jogo Banco Imobiliário, onde todas as ruas, casas, estações, companhias de energia e de abastecimento d’água já foram cedidas. Quem nada possui, este deve somente andar em círculos (= trabalhar). Porém, o dinheiro que se ganha quando o campo “sorte” é alcançado (= salário), não é mais suficiente para a próxima rodada.

Aquele que possui menos de cerca de 400 mil Euros de capital próprio é um escravo dos juros, pois ele deve pagar mais juros do que ele recebe. E ele deve trabalhar para aqueles que possuem mais. Isto é intrínseco em nosso sistema monetário com dívidas obrigatórias e efeitos dos juros compostos. Nós temos um sistema monetário feudal:

- escravos dos juros: capital próprio menor que 400.000 Euros

- cidadão livre: a partir de 400.000 Euros de capital

- senhores feudais: mais de mil Euros de juros por dia

Tal sistema favorece aqueles que estão de posse de um determinado patrimônio. Este aumenta pelos juros quase que automaticamente. Nenhuma chance têm aqueles que se situam abaixo da “massa crítica de capital”.

Cada escravo dos juros, que tenta acumular os cerca de 400.000 Euros através do trabalho honesto, é sugado até a morte através de despesas e impostos progressivos.

O círculo vicioso do efeito dos juros: pagamentos de juros estão no preço de cada produto, e encarecem estes, portanto: juros significam automaticamente que as dívidas aumentam e com isso deve-se pagar mais juros. Conseqüência: o sistema precisa de mais devedores. E isso é a grande massa.

E desta forma pode-se caracterizar a crise dos subprimes como uma crise do sistema, porque o sistema deve procurar continuamente outras maneiras de endividar as pessoas. Quando isso não for mais possível, o Estado deve segurar. Com isso o círculo vicioso se fecha.

O Estado aumenta o montante da dívida, então a conseqüência é o aumento dos impostos devido ao maior pagamento de juros. O indivíduo tem quase nenhuma chance de sair deste círculo vicioso.

Ao final aparece a bancarrota do Estado, equivalendo-se à total desapropriação de seus súditos. Isto pode acontecer através de uma deflação/depressão extrema ou através da hiperinflação.

O único dilema do sistema permanece no fato de que através dos juros, mais dívidas são criadas. Caso a grande massa não esteja mais na condição de suportar mais dívidas, então o Estado atua. A partir de um determinado montante, deve estar claro a todos que estas dívidas não poderão ser mais pagas.

Também deve estar claro ao conhecedor do sistema de que o devedor, em última instância, nunca deverá pagar suas dívidas. Pois o dinheiro apareceu das dívidas. Caso elas sejam pagas, desaparece também o dinheiro. Ele se dissolve.

Este paradoxo não pode vazar para o conhecimento público. Pois como os “pequenos devedores” devem pagar suas dívidas, enquanto os grandes devedores não devem fazê-lo em hipótese alguma, senão o sistema entra em colapso?

Temos então finalmente algo a ver com aquilo que os insiders chamam de “ilusão do dinheiro”. Não existe dinheiro, mas somente dívidas. O fato que os títulos de dívida (ou seja, dinheiro) sejam aceitos como meios de pagamento se apóia na ilusão de que as dívidas podem ser saldadas. Mas isso nunca é possível no sistema.

Caso uma grande faixa do público venha a saber, poderia acontecer uma grande crise da humanidade. Pois o sistema de dinheiro funciona por toda a parte. Consequentemente a derrocada está programada por toda a parte.

Existem claro especialistas do sistema de dinheiro (somente poucos no mundo), os quais defendem a tese de que as dívidas podem aumentar indefinidamente. Isso fala contra, que a “ilusão do pagamento” desaparece com o forte aumento das dívidas. Mais além, dívidas altas criam nas diversas pessoas uma repulsa na questão dinheiro. Mais e mais as pessoas se interessam pelo mecanismo e se perguntam: “o que é de fato o dinheiro?

Caso a maioria torne-se atenta ao paradoxo do dinheiro, ela perde a fé no “meio de pagamento” – e com isso ele perde seu poder de compra.

A fé no “dinheiro” é somente então comparável à concepção de antigamente, que o mundo seja um disco. Naquela época foi a igreja que atuou com todos os meios contra a nova concepção de mundo – para manter seu poder. Nós podemos ficar apreensivos com o que acontecerá a seguir, para manter por todos os meios a concepção que temos do dinheiro.

O que vem a seguir, isso ninguém sabe.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Falência dos Estados Unidos agora é Certa

Porter Stansberry
Silverbearcafe
Quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010

Tradução: Revelatti

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/7438418/2/istockphoto_7438418-financial-crash.jpg

É um daqueles números inacreditáveis e enormes nos quais você realmente terá que pensar neles por enquanto ... Dentro dos próximos 12 meses, o Tesouro Americano terá de refinanciar US$ 2 trilhões em dívida de curto prazo. E isso sem contar as despesas adicionais do défice, que são estimadas em cerca de US$ 1,5 trilhões. Coloque os dois números juntos. Então pergunte a si mesmo, como no mundo pode tomar emprestado do Tesouro 3,5 trilhões de dólares em apenas um ano? Isso é um montante equivalente a quase 30% do nosso PIB inteiro. E nós somos a maior economia do mundo. De onde virá o dinheiro?

Como é que vamos acabar com tanta dívida de curto prazo? Como a maioria das entidades que têm uma dívida muito grande - os devedores do subprime, GM, Fannie, ou GE - O Tesouro Americano tentou minimizar sua carga de juros em empréstimos para curtos períodos de tempo e então "capota" os empréstimos quando eles vencem. Como dizem em Wall Street, "uma dívida rolando não recolhe nenhum musgo." O que eles querem dizer é, contanto que você possa estender a dívida, você não tem nenhum problema. Infelizmente, isso leva pessoas a tomar quantidades cada vez maiores de dívida ... e os prazos são cada vez mais curtos ... em vez menores taxas de juros. Mais cedo ou mais tarde, os credores irão acordar e se perguntar: Quais são as chances que eu tenho de ser realmente restituído? E é aí que começa o problema. As taxas de juros sobem drasticamente. Custos de financiamento sobem. A festa acabou. Falência é o próximo resultado.

Quando os governos vão à falência é chamado de "o padrão". Especuladores de moeda corrente descobriram como prever exatamente quando um país estaria padrão. Dois economistas conhecidos - Alan Greenspan e Pablo Guidotti - publicaram a fórmula secreta em um trabalho acadêmico em 1999. É por isso que a fórmula é chamada regra Guidotti-Greenspan. A regra estabelece: Para evitar um padrão, os países devem manter reservas em divisas pelo menos igual a 100% dos seus vencimentos a curto prazo da dívida externa. A empresa mundial de gestão de dinheiro, PIMCO, explica a regra da seguinte forma: "O valor de referência mínimo de reserva equivalente a pelo menos 100% da dívida externa de curto prazo é conhecida como regra Guidotti-Greenspan. Greenspan-Guidotti é talvez o único conceito de adequação de reserva que tem a maioria dos adeptos e suporte empírico.

O princípio subjacente a esta regra é simples. Se você não consegue saldar todas as suas dívidas externas nos próximos 12 meses, você está em risco terrível de crédito. Os especuladores estão indo segmentar os seus títulos e sua moeda, o que torna impossível refinanciar suas dívidas. "O padrão" é garantido.

Assim qual é a posição da América na escala Guidotti-Greenspan? É um padrão garantido. Os EUA detém ouro, petróleo e moeda estrangeira na reserva. Os EUA tem 8.133,5 toneladas de ouro (é o maior detentor do mundo). Isto é 16.267.000 em libras. Em valores correntes de dólares, vale cerca de US$ 300 bilhões.A reserva estratégica de petróleo dos EUA mostra uma posição de total atual de 725 milhões de barris. Dólar a preço corrente, que é aproximadamente US$ 58 bilhões de dólares no valor do petróleo. E de acordo com o FMI, os EUA têm US$ 136 bilhões em reservas de moeda estrangeira. Então, somando tudo ... têm-se cerca de US$ 500 bilhões de reservas. Nossas dívidas estrangeiras de curto prazo são muito maiores.

De acordo com o Tesouro dos EUA, o valor é de US$ 2 trilhões em dívida com vencimento nos próximos 12 meses. Então, olhando apenas a dívida de curto prazo, sabemos que o Tesouro terá de financiar pelo menos US$ 2 trilhões em dívida com vencimento nos próximos 12 meses. Isso não pode causar uma crise se ainda estivéssemos financiamento nossa dívida pública interna. Mas, desde 1985, somos um devedor líquido para o mundo. Hoje, estrangeiros são donos de 44% de todas as nossas dívidas, o que significa que devemos para credores estrangeiros, pelo menos, US$ 880 bilhões de dólares nos próximos 12 meses - uma quantidade muito maior que nossas reservas.

Tenha em mente, este só cobre as nossas dívidas existentes. O Escritório de Administração e Orçamento está prevendo um déficit orçamentário de US$ 1,5 trilhões durante o próximo ano. Isso coloca as nossas necessidades de financiamento total da ordem de US$ 3,5 trilhão nos próximos 12 meses.

Então ... de onde virá o dinheiro? O total de poupança doméstica dos EUA são de apenas cerca de US$ 600 bilhões anualmente. Mesmo se todos nós colocarmos cada centavo das nossas economias na dívida do Tesouro Americano, ainda estaremos devendo quase US$ 3 trilhões à curto prazo. Isso é um requisito de financiamento anual equivalente a cerca de 40% do PIB. Onde está o dinheiro? De nossos credores estrangeiros? Não de acordo com Guidotti-Greenspan. E não de acordo com o bancos centrais da India e da Russia, que pararam de comprar títulos do Tesouro e começaram a comprar grandes quantidades de ouro. A India comprou 200 toneladas neste mês. Fontes dizem que na Rússia, o Banco Central não vai dobrar suas reservas de ouro.

Então, de onde virá o dinheiro? Da imprensa (casa da moeda). O Federal Reserve já monetizou quase US$ 2 trilhões em dívida do Tesouro e dívida hipotecária. Isto enfraquece o valor do dólar e desvaloriza os nossos laços existentes do Tesouro. Mais cedo ou mais tarde, os nossos credores terão de enfrentar uma escolha difícil: manter os nossos laços e continuar a ver o valor diminui lentamente, ou tentar escapar ao ouro e ver o valor de suas ligações com os EUA despencar.

Uma coisa que eles não vão fazer é comprar mais da nossa dívida. Quais serão os próximos bancos centrais que irão abandonar o dólar? Brasil, Coréia e Chile. Estes são os três maiores bancos centrais que possuem a menor quantidade de ouro. Não chegam à 1% do total de suas reservas em ouro.

Eu examinei essas questões com muito mais detalhes na edição mais recente do meu boletim, Investimento Porter Stansberry Assessor, que publicou sexta-feira passada. Coincidentemente, o New York Times repetiu nossos avisos - quase palavra por palavra - no seu jornal hoje. (Eles não mencionaram Guidotti-Greenspan, entretanto ... Porque é um verdadeiro segredo dos especuladores internacionais.)

Fonte: Prisonplanet - The Bankruptcy of the United States is Now Certain

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vídeos: Resumo para entender a crise financeira e o colapso econômico

Créditos de: Canal krishnamurtibrnew

A economia e a sociedade nos EUA no presente momento estão flutuando sobre a premissa falsa de que é possível se emprestar perpetuamente somas crescentes de moeda com o mundo inteiro, para se fazer o pagamento de importações sempre crescentes de manufaturados e de energia, enquanto o preço destas importações uniformemente se eleva.

Em particular a economia e a vida política flutuam sobre a noção de que dinheiro livre (petro-dólares fiat e notas do Tesouiro dos EUA) serão sempre capazes de comprar importações de energia de países estrangeiros. [fiat money= moeda emitida sem lastro]
Mas estas coisas boas não duram para sempre e assim a trapaça dos petro-dólares livres dos EUA é uma condição transitória. Uma vez que o dólar perca seu status de moeda de reserva do mundo baseado em seu papel como petro-dólar (como está acontecendo agora) o fluxo de energia de graça para os EUA irá cessar e grande parte da economia dos EUA será forçada a fechar.

Cortes no fornecimento de combustíveis irão precipitar cortes no fornecimento de alimentos, remédios, e incontáveis items de consumo. Desperdício de eletricidade, gasolina, e água, colapso em sistemas de transporte e de outras infra-estruturas, hiper-inflação, fechamento generalizado de empresas e demissões em massa, junto com uma boa quantidade de desespero, confusão, violência e ações fora da lei. Além do mais, não há nenhuma evidência de que a elite governante dos EUA tenha quaisquer planos em larga escala de resgate ou programas de tecnologia inovadora com a qual evitar a catástrofe socio-econômica que se avizinha, e nem a sociedade nos EUA dá sinais de qualquer milagre de coesão social durante a implosão econômica pendente.

A sociedade nos EUA é baseada no dinheiro. No colapso econômico que se aproxima a elite governante está já incentivando o colapso ao forçar quantidades excessivas de dinheiro (crédito) virtual no sistema bancário. O resultado será hiper-inflação, o que varre de uma vez as poupanças. Com a escalada dos preços do petrõleo e outras importações, isto será acompanhado por desemprego em massa, o que faz varrer os salários. O resultado é uma população que se encontra por toda parte sem um tostão.

Uma vez que a maior parte dos empregos nos EUA está no setor privado, a transição para o desemprego permanente de grande parte da força de trabalho é provável que venha a ser súbita, na medida em que os negócios rapidamente expelem trabalhadores num esforço para se manter viáveis, ou cair em liquidação.




segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

As Metástases Econômicas

Créditos de: Inacreditável
Via: Fimdostempos.net

25/11/2009

O fenômeno do crescimento doentio

Existe na linguagem coloquial, o jargão: uma empresa tem que se tornar saudável encolhendo. Um procedimento deste tipo é necessário quando se viveu anos a fio acima das próprias condições e se formou uma montanha de dívidas, que agora devem ser liquidadas.

O que vale para empresas deveria valer também para a economia pública. Nos EUA e na Grã-Bretanha, ambas as economias que estão bastante endividadas, Heli-Bernanke inventou algo novo, uma medicação aparentemente revolucionária: aumento do montante da dívida ao custo dos cidadãos para sanear a dívida dos banqueiros. O lema desta ditadura capitalista de bonificação é crescimento a todo custo.


Sob o julgue de Banksters

Caso não soubéssemos que cada dólar de crescimento no produto interno bruto nos EUA cria 4 dólares em novas dívidas, nós deveríamos sucumbir intelectualmente a esta loucura de crescimento. Porém, o que acontece quando, contrariando todo bom senso, novas dívidas forem contraídas? Neste caso, nós podemos afirmar com toda segurança que isso representa o contrário de sarar encolhendo, ou seja, é um crescimento doentio.

Formação de metástase

O que cresce fortemente, em especial quando um sistema está acometido de câncer, são as metástases. Hoje em dia o câncer é representado pelo banco central norte-americano e as metástases são as diversas bolhas em todos os tipos de aplicação: derivativos, ações, imóveis e matéria-prima.

Ainda seis meses atrás, as bolsas norte-americanas estavam em coma, antes que fossem ressuscitadas através de imensos aportes de liquidez. Porém, esta liquidez não foi criada pela economia, ou seja, não se trata de uma liquidez saudável, mas sim de uma liquidez doentia, também conhecida por dívidas. Se a metástase sempre aumenta e vai invadir todo corpo econômico, como acontece hoje, então aparece uma hiper-bolha, cujo estouro não será evitado através de outras dívidas, e o resultado será a morte do paciente. Isso é denominado colapso do sistema.

O câncer do endividamento

As bolhas que aparecem repetidamente, combatidas sempre tardiamente pelo banco central, são metástases de nosso atual sistema de juros compostos. Um sistema que está sujeito ao crescimento forçado, forma continuamente pequenas úlceras.

Por isso é imperativo o Rompimento com a escravidão dos juros – NR.

Com isso tornam-se sempre pior as chances de cura da economia a cada nova bolha. Hoje parece não estar ninguém preparado a admitir que o foco do tumor está nos atuais bancos centrais e em nosso sistema monetário e que a terapia consiste em eliminá-los. O sistema de juros compostos forma a base para o crescimento invasivo do câncer do endividamento, ou seja, infecciona em curto prazo todos os setores do sistema financeiro.

Os bancos centrais mostram – seja onde for que apareçam – um comportamento invasivo. O próprio sistema imunológico da economia, do mercado, são colocados fora de ação através de Bailouts, manipulação das cotações e programas conjunturais. Ao invés de se lançar mão de terapia e combate às causas, somente os sintomas são tratados, todavia, isso não leva à cura, mas sim leva só ao adiamento do dia do acerto de contas. Crescimento doentio ao invés de encolhimento saudável leva sempre a mais metástase, que desacelera o surgimento de novas idéias e inovações, porém não as impede.

Falências a milissegundos

Quanto mais durar a manutenção artificial de um sistema terminal e enquanto ele for mantido drogado em um estado de transe através do dólar, mais brutal será a trilha da mudança. A partir de um certo ponto, o tumor e a metástase serão tão grande, que a economia entrará totalmente em colapso.

Este fenômeno – denominado crash – poderia a qualquer momento entrar em cena como no famoso crash de Wall Street em 1987. Uma queda brutal foi rotulado por mim como falências em milissegundos. Quanto mais o tumor cancerígeno se alastra no banco central, acumula-se ainda mais poder como aconteceu recentemente e aparecem mais metástases nos Assets, mais provável será o Realtime-Crash que pode se alastrar dentro de milissegundos por todo o globo.

O resultado é um pânico mundial de proporções aterrorizantes, que através de um desemprego em massa tem potencial para varrer de cena os diversos sistemas políticos nas próximas eleições, se é que elas ainda existirão. Nós vivemos numa fase de transição para um novo Ciclo de Kondratieff.

Como tais transições não são indolores e sempre são acompanhadas de fortes turbulências, devemos nos preparar par aos próximos meses e anos à forte volatilidade nos mercados financeiros. Bem vindos ao real-time World!

Artur P. Schmidt www.mmnews.de, 13/09/2009.

Nós ouvimos de quase todos os “especialistas” que aparecem nas telas do sião-eletrônico, as mensagens de otimismo diante da aparente melhora da economia brasileira. O que eles omitem é que esta aparente prosperidade está baseada em mais endividamento da população. Está sendo formada uma bolha imobiliária sem precedentes na economia brasileira. Com os aumentos das taxas públicas e do custo de vida impostos goela abaixo, a renda da família brasileira vem sendo arrochada ao longo dos anos e assistimos a concentração das riquezas nas mãos de uma minoria eleita. Através do sistema dos juros sobre juros, também chamado de juros compostos, o sistema financeiro ilude a população ao determinar prestações que “cabem no bolso do consumidor”. Este filme já foi reprisado várias vezes. Atualmente ele está em cartaz na Europa e nos EUA – NR.