domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vídeo: Nigel Farabe esculhamba o Presidente da UE (membro Bilderberg)

Créditos de: Canal fimdostemposnet

O senador Nigel Farabe fala na cara de Herman Van Rompuy, seus planos de dominação a serviço do Governo Mundial.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Onda crescente de censura na Internet

Créditos de: Resistir.info

por James Corbett

http://resistir.info/varios/imagens/spying.jpg

Os êxitos recentes nos combates contra o controle da Internet serão suficientes para impedir a tirania?

O foco das atenções voltou-se para a censura da Internet esta semana, quando artigos foram publicados simultaneamente no Time Magazine e no The New York Times, defendendo a obrigatoriedade de licença para operar sítios na Internet. Esses artigos foram devidamente criticados por Paul Joseph Watson como uma tentativa coxa de apoiar o monopólio da mídia hoje em desintegração em face de uma blogosfera que está rapidamente a substituí-lo.

Os artigos seguiram-se a apelos de Craig Mundie – chefe de pesquisas e estratégias da Microsoft – por um sistema de licenças para a Internet. Introduzindo a idéia ele disse "Precisamos de um tipo de Organização Mundial da Saúde para a Internet". Evidentemente sem saber da investigação em curso sobre o papel da OMS na fabricação do boato de pandemia da gripe H1N1 para encher os bolsos da grande indústria farmacêutica, Mundie acrescentou que uma autoridade internacional sobre a Internet poderia exercer o mesmo tipo de autoridade que a OMS tem para lidar com uma pandemia. " Quando existe uma pandemia, ela organiza os casos de quarentena. Não nos é permitido organizar a quarentena sistemática de máquinas que estão comprometidas ". Tais apelos são preocupantes porque representam simplesmente o exemplo mais recente de personalidades influentes a proporem com insistência controles tirânicos sobre a liberdade de expressão na Internet.

A presidência Obama tem assistido um crescente alarde sobre ameaças à cibersegurança, com o influente think tank do CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais) tendo redigido livros brancos a proporem a cibersegurança como questão-chave para a 44ª presidência. Como informamos em Julho passado , o CSIS argumenta por "um mínimo de padrões para a segurança do ciberespaço" porque "a ação voluntária não é suficiente".

ROCKFELLER: "A INTERNET NÃO DEVIA TER SIDO INVENTADA"

Pouco depois de Obama assumir a presidência, no ano passado, o senador Jay Rockefeller apresentou uma proposta de lei senatorial (S. 773) que daria ao presidente o poder de " declarar um estado de emergência cibernético " e encerrar a Internet. A lei também exigiria dos administradores de rede do setor privado que obtivessem uma licença junto ao governo federal depois de se inscreverem em um programa de certificação do governo. Durante as audiências do Comitê, Rockefeller chegou ao ponto de afirmar que teria sido melhor que a Internet nunca tivesse sido inventada .

Em Novembro do ano passado foi noticiado que um acordo estava sendo negociado pelos líderes das economias mais poderosas do mundo (aproveitando as reuniões de Davos sobre a economia mundial) no sentido de forçar os provedores a cortar as assinaturas de quem fosse apanhado mais de duas vezes copiando conteúdos protegidos por direitos autorais. Reportagens recentes indicam que essa proposta não foi discutida na reunião de líderes das economias mais poderosas mês passado, mas já foi aprovada na França com o nome de lei das três faltas.

No início desse ano, foi revelado que o czar das informações de Obama, Cass Sunstein, reclamou que a blogosfera espalha sentimentos anti-governamentais e defendeu que o governo atual empregue pessoas para se infiltrarem em comunidades na Internet e publicarem informações favoráveis ao governo num esforço para desestabilizar essas comunidades. É notável como essa proposta pode vir de um homem do alto escalão do governo, e é somente um aspecto da estratégia do Pentágono para combater a net como se ela fosse uma arma dos inimigos do sistema.

Todas essas propostas e numerosas outras histórias que temos noticiado no passado (p.ex. aqui e aqui ) representam apenas as últimas tentativas de sufocar a liberdade de expressão na Internet. Apesar de grupos como a Fundação Fronteira Eletrônica ( Eletronic Frontier Foundation ) terem lutado contra essa onda por muito tempo, o poder explosivo da comunidade on-line em descarrilar a agenda carbônica-eugênica e desvendar o Federal Reserve tem despertado muitos para o potencial desse meio nascente... e esse é seu valor. O valor da Internet é diretamente ligado à liberdade de expressão, um princípio que é negado pelo monopólio da mídia que prosperou por décadas em uma era virtualmente de livre competição, antes do advento da Internet. Como um comentário no Time Magazine disparou sobre o licenciamento para Internet, "NÃO existe movimento popular em nenhum lugar reivindicando a intervenção do governo na Internet. A Internet não está com problemas. Ela funciona tão bem, que é um problema para os tiranos".

Assim como acontece com tudo relacionado com a Internet, os esforços de colaboração de cidadãos preocupados em se opor à censura da Internet está sendo pago com desenvolvimentos positivos. A nascente consciência do poder e importância da Internet está sensibilizando as pessoas de que as liberdades on-line são de fato direitos fundamentais que não podem ser negados. Mesmo a China foi forçada a recuar de um regime de licenciamento da Internet (exatamente o mesmo que foi proposto em Davos) devido à pressão pública. Uma lei draconiana da Austrália que teria exigido em todos os comentários políticos o nome completo e o endereço dos comentadores provavelmente será revogada pelo Procurador Geral .

Se esses êxitos individuais na luta para impedir a tirania on-line vão ou não finalmente descarrilar a agenda do establishment ainda veremos. Dependerá em grande medida de o clamor público contra a perda das liberdades on-line se transformar em um genuíno movimento popular de base.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Livro "O poder Secreto" de Armindo Abreu

Créditos de: Blog Sombra da Internet

Acaso o autor Armindo Abreu reinvindicar seus direitos sobre esta obra nao autorizada, por favor avise-me que entrarei em contato para que as medidas legais sejam efetuadas.*

Estou apenas linkando o arquivo da internet, nao estou hospedando, só linkando, para saber como adqurir esse livro consulte www.armindoabreu.blogspot.com.

SE VOCE TEM SEDE DE CONHECIMENTO BAIXE ESSE LIVRO O QUANTO ANTES E DESFRUTE.

Download do livro: O Poder Secreto, De Armindo Abreu.
http://1.bp.blogspot.com/_qJv1-woX_B8/Sp2b4JGlkKI/AAAAAAAAACI/5Ya71Xt3vbw/S220/frente.jpg

http://www.4shared.com/file/227052028/23951c2e/O_Poder_Secreto_A.html

Agradecimentos mutuos a pessoa que trabalhou para digitar e espalhar esse conhecimento gerado atravéz de estudos de incontáveis horas e experiências de Armindo Abreu, economista e pesquisador, todos agradecimentos a AA.

É uma leitura minuciosa e detalhista sobre os poderosos do mundo.
Para saber mais sobre o livro acesse: http://www.armindoabreu.ecn.br

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Documentário: A Revolução ("This Revolution")

Créditos de: Canal documentarioz

"A Revolução" ("This Revolution") é um filme político, com algumas cenas reais, estrelado por Rosario Dawson e dirigido pelo cineasta e ativista Stephen Marshall, criador da revista "Channel Zero" e fundador da "Guerilla News Network". Este "documentário/drama" mistura a realidade à ficção concentrando-se nos efeitos maléficos da mídia estadunidense, manipuladora, hipócrita e vil. Considerado o ÚNICO filme ficcional que critica o governo Bush e denuncia a guerra do Iraque e os atentados de 11 de setembro como um "serviço interno", "A Revolução" acabou tendo sua exibição proibida e banida em vários Estados americanos. É uma produção bastante modesta e sua verdadeira importância é ter ocupado esse lugar de dúvida, denuncia e crítica em um meio cinematográfico, senão propagador de farsas, rendido à destruidora ideologia estadunidense. O filme chegou a fazer parte da "Official Sundance Selection" de 2004. Trama: Jake é um cinegrafista de uma rede mundial de TV que acaba de voltar do Iraque, de onde não podia sair durante a invasão dos EUA, e recebe sua nova missão - rastrear os movimentos de um grupo de políticos radicais chamados "The Black Block" que pretende interferir na Convenção Republicana Nacional em Nova York. Com o apoio de sua namorada oportunista, Chloe, Jake consegue penetrar o grupo e acompanhá-los durante a convenção. Nesse processo, ele acaba se apaixonando por uma jovem viúva (Rosário Dawson), cujo marido foi morto no Iraque. Inesperadamente, essa missão vai chocá-lo e mudar sua visão de mundo para sempre.

Video: 2012 - Nasa e Explosões Solares

Créditos de: Canal fimdostemposnet



Artefato irá orbitar a 35 mil quilômetros da Terra.
Objetivo é conseguir prever atividades solares.

Uma tempestade solar é a principal ameaça ao funcionamento das redes de televisão e de internet durante a Olimpíada de Londres, em 2012. Este é o prognóstico de Richard Harrison, da Rutherford Appleton Laboratory, de Oxfordshire, na Inglaterra. A previsão foi feita às vésperas do lançamento, nesta semana, do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa.

A sonda que a Nasa pretende lançar neste sábado passará cinco anos orbitando a Terra, investigando as causas da extrema atividade solar como os ventos solares e as erupções violentas a partir de sua atmosfera.

Citado hoje pelo jornal The Times, o professor Harrison disse que esses fenômenos podem expor os astronautas a doses mortíferas de partículas, além de tornar os satélites inativos e provocar erros e problemas em todo os tipos de serviços de comunicações.

Embora os picos na atividade solar possam perturbar as comunicações terrestres e por satélite, foi praticamente impossível até agora prever as tempestades solares. Os cientistas esperam que as informações que terão graças ao observatório os ajudem a saber, antecipadamente, sobre a ocorrência de labaredas solares e tormentas magnéticas.

O observatório analisará, entre outras coisas, os campos magnéticos do Sol e as mudanças de energia do vento solar, as partículas energéticas e as variações de sua radiação. O lançamento acontecerá em um momento em que o Sol volta a dar sinais de agitação após vários anos de quase inatividade, segundo os astrônomos.

Entre 2008 e 2009, houve mais de 250 dias sem manchas solares, um recorde desde 1913, mas nas duas últimas semanas foram registradas duas labaredas solares, o que pode significar que o Sol está entrando em uma fase mais ativa de um novo ciclo. Para o cientista britânico, o lançamento não podia ser mais oportuno.

Vídeo: Eduardo Marinho.mp4

Créditos de: Canal Klausrj21

Documentário: "A Guerra contra a Democracia"

Créditos de: Canal viniciusdavilaBFR

"The War on Democracy" é um filme sensível, humano, inteligente e essencial. O premiado jornalista John Pilger mostra a cruel realidade planejada pelos EUA para quase todos os países latino-americanos. Golpes, assassinatos, grupos de extermínio, torturas, genocídios - financiados e treinados pela CIA, acompanhados por uma cobertura quase sempre desonesta da mídia local - transformaram esses países no que eles são hoje: Desigualdade, miséria, desinformação e fornecedor de produtos primários. Certos documentos apresentados pelo filme revelam a realidade que a mídia esconde até os dias de hoje. Mas o documentário não é só amargura e mostra numa mensagem de otimismo de que o povo pode sair às ruas e conseguir o que lhe é de direito. Isso é bem ilustrado em dois ótimos exemplos na América do Sul: Venezuela e Bolívia, que ao contrário do que diz quase todos os nossos meios televisivos e impressos - se transformaram em símbolos da luta popular pela democracia. Esse documentário é essencial para quem quer saber da recente história latino-americana e para se situar no tempo atual. Liberte-se!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

2º trimestre de 2010: Agravamento brutal da crise sistêmica global – Reforço das cinco tendências negativas fundamentais

Créditos de: Resistir.info

por GEAB [*]

Para o LEAP/E2020, o efeito dos trilhões gastos pelos Estados para "atravessar a crise" já se terá dissipado. Estas quantias imensas terão permitido atenuar durante alguns meses a evolução da crise sistêmica global. Mas, como antecipado nos GEAB anteriores, esta estratégia não terá servido in fine senão para implicar definitivamente os Estados na crise gerada pelas instituições financeiras.

Neste GEAB Nº 42 nossa equipe antecipa pois um agravamento brutal da crise no segundo trimestre de 2010, gerada por um duplo efeito de alcançar por fim fenômenos que foram provisoriamente "congelados" no segundo semestre de 2009 e pela impossibilidade de manter as medidas paliativas do ano passado.

Igualmente, neste mês de Fevereiro de 2010, um ano após o nosso anúncio de que o fim do ano 2009 iria assinalar o arranque da fase de deslocação geopolítica mundial, toda mundo pode constatar que tal processo está efetivamente em curso: Estados à beira da cessação de pagamentos, subida inexorável do desemprego, milhões de pessoas perdendo benefícios de proteção social, baixas de salários, supressões de serviços públicos, desagregação do sistema de governação global (fracasso da reunião de Copenhague, confrontação crescente China/EUA, retorno do risco de conflito Irã/Israel/EUA, guerra monetária global, etc...) [1] . Entretanto, não estamos senão muito no princípio desta fase de que o LEAP/E2020 fornecerá um calendário antecipativo no próximo número do GEAB.

O agravamento brutal da crise sistêmica global vai assim ser caracterizado por uma aceleração e/ou um reforço de cinco tendências negativas fundamentais:

  • a explosão da bolha dos défices públicos e a ascensão consequente das cessações de pagamentos de Estados
  • a colisão fatal do sistema bancário ocidental com a subida dos incumprimentos de pagamento e o muro das dívidas a chegarem à maturidade
  • a inelutável subida das taxas de juros
  • a multiplicação das tensões internacionais
  • a insegurança social crescente.
Neste GEAB Nº 42, a nossa equipe desenvolve as três primeiras tendências desta evolução e apresenta uma antecipação sobre a evolução da Rússia frente à crise; assim como, naturalmente, nossas recomendações mensais.

O CASO GREGO

Neste comunicado público, optamos por analisar o "caso grego", por um lado porque ele nos parece emblemático daquilo que nos reserva o ano 2010 e, por outro, porque ele ilustra perfeitamente a evolução da informação sobre a crise mundial no sentido de uma "comunicação de guerra" entre blocos e interesses cada vez mais conflitantes. Em linguagem clara, é um "must" para chegar decifrar a informação mundial dos próximos meses e anos, que vai ser um vetor crescente de operações de manipulação.

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As cinco características que fazem do "caso grego" a árvore com a qual se tenta esconder a floresta

Vejamos agora o "caso grego" que desde há algumas semanas agita a mídia e os peritos. Mas antes de entrar no pormenor das evoluções em curso, precisamos desde já cinco pontos essenciais da nossa antecipação sobre o assunto:

1- Como indicado nas nossas antecipações para o ano 2010, publicadas no GEAB Nº 41, daqui a algumas semanas o problema grego terá desaparecido dos radares midiáticos internacionais. É a árvore utilizar para esconder em simultâneo a floresta bem mais perigosa das dívidas soberanas (as de Washington e de Londres) e princípio da nova queda da economia mundial, com os Estados Unidos à cabeça [2] .

2- O problema grego é uma questão interna à zona Euro e à UE e a situação atual proporciona uma ocasião única aos dirigentes da zona Euro para finalmente obrigar a Grécia (país que desde 1982 se qualifica de "alargamento falhado") a sair do seu feudalismo político e econômico. Os outros países da zona Euro, Alemanha à cabeça, vão fazer de tudo para obrigar as elites gregas a adaptar o seu país ao século XXI em troca da sua ajuda. Ao assim fazer, jogando com o fato de que a Grécia não representa senão 2,5% do PIB da zona Euro [3] , eles exploram os mecanismos de estabilização em tempos de crise de que a zona Euro tem necessidade [4] .

3- Os dirigentes e a mídia anglo-saxônica utilizam a situação (tal como no ano passado com o chamado tsunami bancário vindo da Europa do Leste que iria arrebentar a zona Euro [5] ) para mascarar a evolução catastrófica das suas economias e das suas dívidas públicas, bem como para tentar enfraquecer a atratividade da zona Euro num momento em que os EUA e o Reino Unido têm uma dificuldade crescente para atrair os capitais de que têm uma necessidade urgente. Paralelamente, Washington e Londres (que desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, estão totalmente excluídos da governação do Euro) ficariam maravilhados por ver o FMI, que eles controlam perfeitamente [6] , introduzir-se na governação da zona Euro.

4- Os dirigentes da zona Euro atualmente estão encantados por ver o Euro baixar para 1,35 em relação ao dólar. Eles sabem muito bem que isto não é durável uma vez que problema tendencial é o afundamento do valor do dólar (e da libra esterlina), mas apreciam este "balão de oxigênio" para os exportadores.

5- Os especuladores (hedge-funds e outros) e os bancos pesadamente envolvidos na Grécia [7] têm um interesse conjunto em tentar promover um apoio financeiro rápido da Eurozona à Grécia pois, caso contrário, se os europeus se recusarem a recorrer ao livro de cheques (à maneira escandalosa da dupla Paulson-Geithner com a AIG e o conjunto da Wall Street em 2008/2009), a agências de classificação os terão involuntariamente enganado. Na verdade, um rebaixamento da classificação da Grécia mergulharia este pequeno mundo nos espasmos de importantes perdas financeiras se, para os bancos, o valor dos seus empréstimos à Grécia fossem analogamente desvalorizados ou se as suas apostas contra o Euro não funcionassem no devido tempo [8] .

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Goldman Sachs como ator de tragédia grega ... e das próximas falências soberanas

No "caso grego", assim como em toda aventura com suspense, é preciso haver um "mau" (ou, para retomar a lógica da tragédia clássica, um "deus ex machina" ). Ora, nesta fase da crise sistêmica global, o papel do "mau" é geralmente desempenhado pelos grandes bancos de investimento da Wall Street e, mais particularmente, pelo líder, o Goldman Sachs. E o "caso grego" não escapa à norma uma vez que o banco de negócios nova-iorquino esteve diretamente implicado na prestidigitação orçamental que permitiu à Grécia qualificar-se para entrar no Euro quando os seus défices orçamentais reais teriam devido desqualificá-la. Na realidade foi o Goldman Sachs que, em 2002, pôs de pé uma destas montagens financeiras astuciosas de que ele tem o segredo [9] e que, de maneira quase sistemática desde então, retornam alguns anos mais tarde contra o próprio cliente. Mas o que importa se no momento o GS (Goldman Sachs) pôde aumentar o seu lucro!

No caso grego, o que o banco de investimento propôs foi muito simples: montar um empréstimo invisível do ponto de vista orçamental (acordo Swap que permitia reduzia ficticiamente a amplitude do défice público grego) [10] . É claro que a responsabilidade dos dirigentes gregos da época é total e eles deveriam, segundo o LEAP/E2020, serem submetidos a inquéritos políticos e judiciários tanto gregos como europeus por terem enganado a UE e os seus próprios cidadãos no quadro de um processo histórico de grande importância, a criação da moeda única europeia.

Mas, sejamos muito explícitos: a responsabilidade do banco de investimento de Nova York (como cúmplice) é igual, sobretudo quando se sabe que o vice-presidente para a Europa do Goldman Sachs naquela época era um certo Mario Draghi [11], atual presidente do Banco Central da Itália e atual candidato [12] à sucessão de Jean-Claude Trichet à testa do Banco Central Europeu [13].

Sem pré-julgar o papel do Sr. Draghi no negócio do empréstimo manipulador de estatísticas à Grécia [14], pode-se perguntar se não seria útil questioná-lo acerca deste assunto [15]. Em democracia, a imprensa [16] assim como os parlamentos (no caso, grego e europeu) são supostos encarregarem-se desta tarefa. Dada a importância tomada pelo GS nos negócios financeiros mundiais destes últimos anos, nada do que este banco faça deveria deixar indiferentes os governos e os legisladores. Foi aliás Paul Volcker , o atual patrão dos conselheiros econômicos de Barack Obama, que se tornou um dos censores mais rigorosos das atividades do Goldman Sachs [17]. Ora, como já havíamos escrito no momento da eleição do atual presidente americano, esta é a única pessoa no seu círculo que possui a experiência e a capacidade para tomar as medidas difíceis [18] e que, no caso, sabe do que, ou melhor de quem, fala.

Nesta mesma lógica, e com a ilustração do papel nefasto do Goldman Sachs e dos grandes bancos de investimento em geral em matéria de transparência das atividades financeiras e orçamentais públicas, o LEAP/E2020 considera que seria muito útil à União Europeia e aos seus 500 milhões de cidadãos, interditar o acesso a todas as funções dirigentes financeiras, orçamentais e econômicas (Banco Central Europeu, comissão, bancos centrais nacionais) aos antigos responsáveis destes mesmos bancos de investimento [19]. A confusão de gêneros não pode conduzir senão a uma maior confusão dos interesses públicos e privados, a qual só pode ser em detrimento do interesse público europeu.

Para começar, a zona Euro poderia igualmente, a partir de hoje, exigir ao governo grego que pare de recorrer aos serviços da Goldman Sachs uma vez que, segundo o Financial Times de 28/01/2010, Atenas continua sempre a recorrer aos seus serviços.

Se o patrão do Goldman Sachs considera-se "Deus", como ele disse numa entrevista recente [20], seria sábio supor que o seu banco e os seus homólogos podem comportar-se como diabos e, portanto, tomar as precauções consequentes. Este conselho, segundo a nossa equipe, é válido para a Europa assim como para todos os outros continentes. Há "serviços privados" que vão contra o "interesse coletivo": pergunte aos cidadãos gregos e aos proprietários americanos de casas arrendadas pelos bancos!

Em conclusão, a nossa equipe propõe um jogo edificante àqueles que querem saber onde encontrar a próxima crise de dívida soberana: investigue qual estado recorreu ao Goldman Sachs nestes últimos anos e terá uma pista importante [21]!

Notas:
(1) As recentes declarações do antigo secretário de Estado do Tesouro de G. W. Bush, Hank Paulson, segundo as quais a Rússia e a China teriam conspirado para fazer cair Wall Street no Outono de 2008, ilustram o grau de desconfiança que existe doravante entre os grandes atores globais. Fonte: DailyMail , 29/01/2010
(2) Desde há quatro anos a nossa equipe expõe regularmente as aberrações do sistema de medição do PIB dos EUA. Portanto não retornaremos aqui a este aspecto muito "grego" das estatísticas americanas. No que se refere à evolução da economia americana nos próximos meses, basta constatar que o índice sectorial da tonelagem dos transportadores rodoviários estava em queda livre em Janeiro de 2010, como estivera no fim do primeiro semestre de 2008. Fonte: USAToday , 11/02/2010
(3) Ver o gráfico abaixo para reconduzir o "caso grego" a justas proporções em matéria de PIB da zona Euro.
(4) E de que o GEAB sublinha a necessidade desde há quatro anos, assim como o amplo apoio público (mais de 90% em média segundo os GlobalEurometres mensais) de que beneficiaria uma governação econômica da zona Euro.
(5) Recordamos a este respeito que o GEAB nº 33, na Primavera de 2008, foi um dos poucos da mídia a denunciar o carácter mentiroso e manipulador do grande pavor de um "tsunami bancário" vindo da Europa do Leste e que era suposto engolfar o sistema bancário da zona Euro. Na época, o Euro havia mergulhado para níveis bem mais baixos que os de hoje ... para levantar-se outra vez algumas semanas mais tarde. Convidamos igualmente aqueles que desejam compreender bem a situação midiática atual a reler o comunicado público do GEAB Nº 33 .
(6) E o fato de um francês estar à frente nada muda nesta situação.
(7) Fontes: Le Figaro, , 12/02/2010
(8) Dito isto, nesta matéria, a manipulação midiática é notável. Nestes últimos dias viu-se/leu-se/ouviu-se um pouco por toda a parte que somas enormes , eram lançadas contra o Euro (a apostar na baixa do Euro) ... ou seja oito trilhões de dólares. De fato "somas enormes", é uma gota de água no oceano do mercado mundial dos câmbios que a cada dia monta a várias centenas de milhões de milhões de dólares. Fonte: Financial Times , 08/02/2010
(9) No mesmo espírito altamente construtivo para os países onde ele atua que levou os Estados Unidos em 2006/2007 a jogar na baixa por sua própria conta os produtos financeiros baseados no imobiliário que vendia aos seus clientes.
(10) Fonte: Spiegel 08/02/2010 ; Le Temps , 13/02/2010 ; Reuters , 09/02/2010
(11) Durante a preparação da entrada da Itália no Euro, era o diretor-geral do Tesouro italiano. Fontes: Banque d'Italie ; Wikipedia ; Goldman Sachs .
(12) Muito ativamente apoiado pelos meios financeiros londrinos e americanos como já nos havíamos feito eco, há alguns meses, no nosso boletim ... e naturalmente por Silvio Berlusconi. Fonte: Sharenet/Reuters , 10/02/2010
(13) O seu concorrente mais sério é Axel Weber , atual patrão do Bundesbank.
(14) Pois seria espantoso que o patrão para a Europa do banco encarregado de um emprétimo destinado a mascarar uma parte do défice público de um país, e ele próprio antigo patrão do Tesouro de um país vizinho, não esteja à par da operação.
(15) E, em vista das suas responsabilidades passadas, não se pode senão apreciar o seu sentido de humor quando ele fala de um reforço da gestão econômica da zona Euro. Fonte: Les Echos , 13/02/2010
(16) Que se contenta no momento em recopiar os artigos anglo-saxônicos que fazem o caso grego desempenhar o papel de "derrubador dos mercados mundiais", e que repete ao longo do artigo que o Euro cai ... quando ele está num nível que esta mesma imprensa há apenas quatro anos considerava impossível atingir.
(17) Fonte: Reuters , 12/02/2010
(18) Ele pertence a estas gerações de americanos que construíram o "império EUA" do após guerra, que sabem da sua fragilidade e que conhecem perfeitamente o seu modo de emprego, ao contrário dos Summers, Geithner e outros Rubin. Nossa equipe raramente faz cumprimentos a Barack Obama, mas se ele continuar a ouvir pessoas como Paul Volcker estará inegavelmente na boa direção.
(19) Nossa equipe sabe, por ter conhecido, que houve uma época, há trinta anos, em que os banqueiros de investimento sabiam intervir tendo em mente o interesse a longo prazo dos seus clientes. Esta época está bem ultrapassada e doravante eles têm em vista apenas o seu próprio interesse a curto prazo. É preciso portanto extrair todas as consequências e proibir-lhes o acesso às funções públicas chave, ao invés de pretender reformar o seu comportamento. Se houvesse banqueiros de investimento crianças (como há crianças soldado), poder-se-ia esperar salvar alguns do seu vício nos lucros a curto prazo; mas para os banqueiros de investimento adultos, é demasiado tarde.
(20) Fonte: Times, 08/11/2009
(21) Do lado do sector privado, pergunte à Lehman Brothers, AIG, ... eles poderão confirmar que é um bom indício.


15/Fevereiro/2010

[*] Global Europe Anticipation Bulletin

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A crise econômica grega aproxima-se dos EUA

Créditos de: Resistir.info

por Niall Ferguson [*]

Começou em Atenas. Está se estendendo para Lisboa e Madrid. Mas seria um erro grave supor que a crise da dívida soberana que está se desdobrando ficará confinada às economias mais fracas da zona euro. Porque isso é mais do que apenas um problema mediterrâneo de âmbito local. É uma crise fiscal do mundo ocidental. Suas ramificações são muito mais profundas que a maioria dos investidores supõe atualmente.

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Há naturalmente uma característica distinta na crise da zona do euro. Devido ao modo como foi concebida a União Monetária Européia, não há de fato nenhum mecanismo de socorro para o governo grego por parte da União Européia, de outros estados-membros ou do Banco Central Europeu (artigos 123 e 125 do Tratado de Lisboa). É verdade que o Artigo 122 pode ser invocado pelo Conselho Europeu para ajudar um estado-membro "seriamente ameaçado por dificuldades severas causadas por desastres naturais ou ocorrências excepcionais além de seu controle", mas neste momento ninguém quer fingir que o escancarado déficit da Grécia foi um ato de Deus. Nem há possibilidade da Grécia desvalorizar sua moeda, como deveria ter feito nos dias pré-UME do dracma(antiga moeda grega). Não há nem mesmo um mecanismo para que a Grécia deixe a zona do Euro.

Isso deixa apenas três possibilidades: um dos mais excruciantes esmagamentos fiscais na história moderna da Europa – reduzir o déficit de 13% a 3% do produto interno bruto em apenas três anos; moratória imediata de parte ou de toda a dívida do governo grego; ou (o mais provável, como apontado por funcionários alemães na quarta feira) algum tipo de socorro liderado por Berlim. Dado que nenhuma destas opções é atrativa, e porque qualquer decisão sobre a Grécia gera implicações para Portugal, Espanha e possivelmente outros países, deve haver muitas negociações cautelosas antes alcançar uma delas.

A CRISE É DE NATUREZA GERAL

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Mas as idiossincrasias (na economia significa "risco não-sistemático ou específico) da zona do euro não devem distrair-nos da natureza geral da crise fiscal que agora aflige a maioria das economias ocidentais. Chame-se a isto geometria fractal da dívida: o problema é essencialmente o mesmo da Islândia à Irlanda, à Inglaterra e aos Estados Unidos. Apenas as dimensões sã muito diferentes.

O que estamos aprendendo no mundo ocidental é que não existe o tal almoço gratuito keynesiano. As dívidas não nos "salvam" nem a metade do que o faria a política monetária – taxas de juros nulas mais a facilidade quantitativa (quantitative easing) [NT] . Primeiro o impacto do gasto do governo (o sagrado "multiplicador") tem sido muito menor do que os proponentes do estímulo esperavam. Em segundo lugar, há uma boa dose de "vazamento" das economias abertas num mundo globalizado. Por fim, e crucialmente, explosões da dívida pública incorrem em contas que vencem muito mais rápido do que esperamos.

Para a maior economia do mundo, os EUA, o dia do juízo ainda parece reconfortantemente remoto. Quanto pior ficam as coisas na zona do euro, mais o dólar americano se revigora, à medida em que investidores nervosos alocam seus recursos no "porto seguro" da dívida governamental americana. Esse efeito pode persistir por alguns meses, do mesmo modo como o dólar e os Tesouros se reanimaram quando estávamos no fundo do poço do pânico bancário no final de 2008.

Entretanto, mesmo uma olhada casual na posição fiscal do governo federal (para não falar dos estados) torna absurda a frase "porto seguro". A dívida do governo americano é um porto seguro no mesmo sentido em que Pearl Harbor o foi em 1941.

EQUILÍBRIO ORÇAMENTAL NUNCA MAIS

Mesmo pelas novas projeções orçamentárias da Casa Branca, a dívida federal bruta detida pelo público excederá 100% do PIB já nos próximos dois anos. Neste ano, como no ano passado, o déficit federal estará em volta dos 10% do PIB. As projeções de longo prazo do Gabinete de Orçamento do Congresso sugerem que os Estados Unidos nunca mais administrarão um orçamento equilibrado. É isso mesmo, nunca.

O Fundo Monetário Internacional publicou recentemente estimativas dos ajustes fiscais que as economias desenvolvidas teriam que fazer para restabelecer a estabilidade fiscal na próxima década. Os piores foram o Japão e a Inglaterra (um aperto fiscal de 13% do PIB). Em seguida vêm Irlanda, Espanha e Grécia (9%). E no sexto lugar? Os EUA, que terão que apertar a política fiscal em 8,8% do PIB para satisfazer o FMI.

Explosões da dívida pública prejudicam as economias de várias maneiras, como vários estudos empíricos têm mostrado. Elevando-se os temores de moratória e/ou depreciação da moeda acima da inflação real, aumentam as taxas de juros reais. Taxas de juros mais altas, por sua vez, agem como obstáculos ao crescimento, especialmente quando o setor privado está também pesadamente endividado – como no caso da maioria das economias ocidentais, não apenas os EUA.

Apesar da taxa de poupança interna americana ter subido desde que começou a Grande Recessão, não aumentou o suficiente para absorver um trilhão de dólares de emissões do Tesouro por ano. Assim, somente duas coisas até agora ficaram entre os EUA e retornos maiores para os títulos: compras dos títulos federais (e títulos hipotecários, que muitos vendedores essencialmente trocaram por títulos federais) pelo Federal Reserve e acumulação de reserva pelas autoridades monetárias da China.

Mas agora o Fed está reduzindo essas compras e deve acabar com a quantitative easing. Ao mesmo tempo, os chineses reduziram abruptamente suas compras de títulos federais americanos de cerca de 47% das emissões novas em 2006 para 20% em 2008 e para estimados 5% no último ano. Não é de admirar que o Morgan Stanley suponha que os rendimentos dos títulos a 10 anos se elevarão de cerca de 3,5% a 5,5% este ano. Sobre uma dívida federal bruta se aproximando rapidamente de US$1,5 trilhões, isso significa mais de US$300 bilhões de pagamentos de juros adicionais – e chega-se lá bem depressa com o vencimento médio da dívida hoje inferior a 50 meses.

O novo orçamento da administração Obama supõe alegremente um crescimento real do PIB de 3,6% nos próximos cinco anos, com inflação média de 1,4%. Mas, com taxas reais de juros crescentes, o crescimento pode muito bem ser menor. Nestas circunstâncias, os pagamentos de juros podem elevar sua participação na receita federal – de um décimo a um quinto a um quarto.

Na semana passada, o Moody's Investors Service avisou que a classificação (rating) de crédito AAA dos EUA não pode ser considerada líquida e certa. Esse aviso lembra a questão fatal de Larry Summers (formulada antes do seu retorno ao governo): "Por quanto tempo o maior tomador de empréstimos do mundo pode continuar sendo a maior potência mundial?"

Refletindo sobre isso, parece apropriado que a crise fiscal do ocidente tenha começado na Grécia, o berço da civilização ocidental. Ela logo cruzará o canal para a Inglaterra. Mas a questão chave é quando esta crise chegará ao ultimo bastião do poder do Ocidente, no outro lado do Atlântico.

[NT] quantitative easing (facilidade quantitativa): medida pela qual o banco central compra ativos financeiros de instituições financeiras criando para isso moeda sem lastro.

[*]Niall Ferguson é editor contribuidor do Financial Times e autor The Ascent of Money: A Financial History of the World.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Documentário: Mega-Denúncia - Modificação Climática

Créditos de: Canal TheMorpheusBrasil

A modificação climática do planeta, para a concretização da Weather Warfare, a Guerra com o Clima, usando o clima como arma. Mega-denúncia, espalhe para todos os que você conhece, principalmente para os que estão dormindo ainda e não usam o YouTube para acompanhar as NOTÍCIAS URGENTES REAIS.










Vìdeo - TV Al-Jazeera: "Israel Usa Arma Química Contra Civis Palestinos"

Créditos de: Canal krishnamurtibr1

Reportagem de Ayman Monyeldin na rede de televisão Al-Jazeera mostrando que Israel utilizou fósforo branco em sua ofensiva contra Gaza em janeiro de 2009. Um ano depois, Israel admitiu ter utilizado a arma contra civis (e que voltará a usar sempre que "preciso"), o que as convenções internacionais explicitamente proíbem.

A Falência dos Estados Unidos agora é Certa

Porter Stansberry
Silverbearcafe
Quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010

Tradução: Revelatti

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É um daqueles números inacreditáveis e enormes nos quais você realmente terá que pensar neles por enquanto ... Dentro dos próximos 12 meses, o Tesouro Americano terá de refinanciar US$ 2 trilhões em dívida de curto prazo. E isso sem contar as despesas adicionais do défice, que são estimadas em cerca de US$ 1,5 trilhões. Coloque os dois números juntos. Então pergunte a si mesmo, como no mundo pode tomar emprestado do Tesouro 3,5 trilhões de dólares em apenas um ano? Isso é um montante equivalente a quase 30% do nosso PIB inteiro. E nós somos a maior economia do mundo. De onde virá o dinheiro?

Como é que vamos acabar com tanta dívida de curto prazo? Como a maioria das entidades que têm uma dívida muito grande - os devedores do subprime, GM, Fannie, ou GE - O Tesouro Americano tentou minimizar sua carga de juros em empréstimos para curtos períodos de tempo e então "capota" os empréstimos quando eles vencem. Como dizem em Wall Street, "uma dívida rolando não recolhe nenhum musgo." O que eles querem dizer é, contanto que você possa estender a dívida, você não tem nenhum problema. Infelizmente, isso leva pessoas a tomar quantidades cada vez maiores de dívida ... e os prazos são cada vez mais curtos ... em vez menores taxas de juros. Mais cedo ou mais tarde, os credores irão acordar e se perguntar: Quais são as chances que eu tenho de ser realmente restituído? E é aí que começa o problema. As taxas de juros sobem drasticamente. Custos de financiamento sobem. A festa acabou. Falência é o próximo resultado.

Quando os governos vão à falência é chamado de "o padrão". Especuladores de moeda corrente descobriram como prever exatamente quando um país estaria padrão. Dois economistas conhecidos - Alan Greenspan e Pablo Guidotti - publicaram a fórmula secreta em um trabalho acadêmico em 1999. É por isso que a fórmula é chamada regra Guidotti-Greenspan. A regra estabelece: Para evitar um padrão, os países devem manter reservas em divisas pelo menos igual a 100% dos seus vencimentos a curto prazo da dívida externa. A empresa mundial de gestão de dinheiro, PIMCO, explica a regra da seguinte forma: "O valor de referência mínimo de reserva equivalente a pelo menos 100% da dívida externa de curto prazo é conhecida como regra Guidotti-Greenspan. Greenspan-Guidotti é talvez o único conceito de adequação de reserva que tem a maioria dos adeptos e suporte empírico.

O princípio subjacente a esta regra é simples. Se você não consegue saldar todas as suas dívidas externas nos próximos 12 meses, você está em risco terrível de crédito. Os especuladores estão indo segmentar os seus títulos e sua moeda, o que torna impossível refinanciar suas dívidas. "O padrão" é garantido.

Assim qual é a posição da América na escala Guidotti-Greenspan? É um padrão garantido. Os EUA detém ouro, petróleo e moeda estrangeira na reserva. Os EUA tem 8.133,5 toneladas de ouro (é o maior detentor do mundo). Isto é 16.267.000 em libras. Em valores correntes de dólares, vale cerca de US$ 300 bilhões.A reserva estratégica de petróleo dos EUA mostra uma posição de total atual de 725 milhões de barris. Dólar a preço corrente, que é aproximadamente US$ 58 bilhões de dólares no valor do petróleo. E de acordo com o FMI, os EUA têm US$ 136 bilhões em reservas de moeda estrangeira. Então, somando tudo ... têm-se cerca de US$ 500 bilhões de reservas. Nossas dívidas estrangeiras de curto prazo são muito maiores.

De acordo com o Tesouro dos EUA, o valor é de US$ 2 trilhões em dívida com vencimento nos próximos 12 meses. Então, olhando apenas a dívida de curto prazo, sabemos que o Tesouro terá de financiar pelo menos US$ 2 trilhões em dívida com vencimento nos próximos 12 meses. Isso não pode causar uma crise se ainda estivéssemos financiamento nossa dívida pública interna. Mas, desde 1985, somos um devedor líquido para o mundo. Hoje, estrangeiros são donos de 44% de todas as nossas dívidas, o que significa que devemos para credores estrangeiros, pelo menos, US$ 880 bilhões de dólares nos próximos 12 meses - uma quantidade muito maior que nossas reservas.

Tenha em mente, este só cobre as nossas dívidas existentes. O Escritório de Administração e Orçamento está prevendo um déficit orçamentário de US$ 1,5 trilhões durante o próximo ano. Isso coloca as nossas necessidades de financiamento total da ordem de US$ 3,5 trilhão nos próximos 12 meses.

Então ... de onde virá o dinheiro? O total de poupança doméstica dos EUA são de apenas cerca de US$ 600 bilhões anualmente. Mesmo se todos nós colocarmos cada centavo das nossas economias na dívida do Tesouro Americano, ainda estaremos devendo quase US$ 3 trilhões à curto prazo. Isso é um requisito de financiamento anual equivalente a cerca de 40% do PIB. Onde está o dinheiro? De nossos credores estrangeiros? Não de acordo com Guidotti-Greenspan. E não de acordo com o bancos centrais da India e da Russia, que pararam de comprar títulos do Tesouro e começaram a comprar grandes quantidades de ouro. A India comprou 200 toneladas neste mês. Fontes dizem que na Rússia, o Banco Central não vai dobrar suas reservas de ouro.

Então, de onde virá o dinheiro? Da imprensa (casa da moeda). O Federal Reserve já monetizou quase US$ 2 trilhões em dívida do Tesouro e dívida hipotecária. Isto enfraquece o valor do dólar e desvaloriza os nossos laços existentes do Tesouro. Mais cedo ou mais tarde, os nossos credores terão de enfrentar uma escolha difícil: manter os nossos laços e continuar a ver o valor diminui lentamente, ou tentar escapar ao ouro e ver o valor de suas ligações com os EUA despencar.

Uma coisa que eles não vão fazer é comprar mais da nossa dívida. Quais serão os próximos bancos centrais que irão abandonar o dólar? Brasil, Coréia e Chile. Estes são os três maiores bancos centrais que possuem a menor quantidade de ouro. Não chegam à 1% do total de suas reservas em ouro.

Eu examinei essas questões com muito mais detalhes na edição mais recente do meu boletim, Investimento Porter Stansberry Assessor, que publicou sexta-feira passada. Coincidentemente, o New York Times repetiu nossos avisos - quase palavra por palavra - no seu jornal hoje. (Eles não mencionaram Guidotti-Greenspan, entretanto ... Porque é um verdadeiro segredo dos especuladores internacionais.)

Fonte: Prisonplanet - The Bankruptcy of the United States is Now Certain

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Vídeo: Israel Massacra Palestinos com Armas Químicas

Créditos de: Canal krishnamurtibr1

Este é o video que custou o Canal krishnamurtibrnew, depois de denúncias de antissemitismo. Alguém vê algum antissemitismo aqui? A hipocrisia impera!!!!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Refrigerantes e Câncer

Créditos de: Saúde Perfeita

Refrigerantes açucarados são muito apreciados por crianças e adultos, sendo considerados uma bebida de pouca periculosidade para a saúde das pessoas. O artigo abaixo [1] sugere que repensemos esse falso conceito. Na minha opinião, os refrigerantes sem açucar (light ou diet), mas contendo adoçantes artificiais como o aspartame, são muito piores do que os refrigerantes comuns açucarados, tratados abaixo. Prefira beber água ou um suco natural de frutas. Seu corpo vai agradecer.

Refrigerante é associado a risco de câncer de pâncreas

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açucar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo científico feito com mais de 60 mil pessoas, em Cingapura, e publicado na revista científica "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention".

Os pesquisadores acompanharam esse grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer de pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo dessas bebidas e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo, da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açucar dessas bebidas aumenta os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C. Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece também ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

"Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause o câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação, especialmente para pessoas em grupos de risco", diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação (só dá para concluir que refrigerantes açucarados contribuem para o surgimento de câncer no pâncreas!). "Não sabemos se a doença surgiu por causa do açucar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo", afirma.

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos, para os pacientes, é de apenas 5%.

Referência:
[1] Fernanda Bassette, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 9 de fevereiro de 2010.

Vídeo: Alex Jones - Cancelem o Futebol, ou os EUA Morrem

Créditos de: Canal fimdostemposnet

Ouro: você está pronto(a) para o grande salto?

Créditos de: Inacreditável

Desde os anos 1990, o preço do ouro é pressionado por um cartel do banco central e dos grandes bancos (Primary Dealers do FED) - o cartel do ouro. O objetivo é óbvio, eliminar o ouro como concorrente a qualquer tipo de títulos ou papel-moeda do mercado.

Isso foi tentado também nas décadas de 1960 e 70, a exemplo do London Gold Pool, o qual queria fixar por todos os meios o preço do ouro a $35/onça, mas então fracassou completamente em 1968. Em 1975, o preço do ouro foi “combatido” com a elevação da oferta de ouro pelos EUA, através do qual uma grande quantidade de ouro da própria população (está açambarcou-o apesar da proibição) foi lançada ao mercado. Ao final de 1970, o depósito de ouro dos EUA, Fort Knox, foi esvaziado sistematicamente por Jimmy Carter. O verdadeiro ouro daquela época já foi substituído por barras de tungstênio banhadas a ouro? Provavelmente.

Em 1979, chegou-se ao ponto que nada mais se podia fazer. Os bancos centrais também vendiam seus dólares por ouro. As massas também. Com isso o preço do ouro disparou até US$ 850/onça no início de 1980, que só pode ser combatido por toda parte com elevado juros. Como se vê, Fiat-Money só pode ser combatido em casos extremos diante do seguro ouro, somente através de juros elevados. Em caso “extremis”, como escreve Alan Greenspan, nada mais é aceito.

Aqui se vê novamente: os bancos centrais do ocidente são tão tolos como o “pequeno investidor padrão”. Primeiro eles tentam manter para baixo o preço do ouro através de abundante oferta, mas se ainda subir, eles mesmo compram no final das contas – mas a um preço n-vezes maior. Pois nessa situação eles têm que “defender” suas moedas. O que aconteceu naquela época acontece hoje novamente.

Papéis podres em Euro

O tema da última semana foi sem dúvida alguma a iminente bancarrota de um país da União Européia, a Grécia. Entrementes, seus títulos do tesouro são liquidados em larga escala. Também já existem relatos de corrida aos bancos na Grécia, onde os poupadores somente receberam ¼ de seus depósitos.

No momento, o pânico em Bruxelas, em diversas capitais e no quartel-general do BCE, em Frankfurt, é enorme. Em um amontoado de galinhas, como na Zona do Euro, as galinhas voam de medo por todos os lados. Existem diversas versões:

- os linha-duras dizem para deixar a Grécia ir à falência, como aviso aos outros PIGS, ou seja, os deficitários da Zona do Euro.

- os favoráveis ao salvamento, os “Bail Outer” querem evitar isso de toda forma, e exigem o Bailout da Grécia, principalmente através da Alemanha.

Qual facção ganhará, ainda não foi decidido. Em todo caso, somente a Alemanha e a França, devido ao tamanho, estão em condições para “salvar” a Grécia por mais alguns meses, na forma em que comprem os títulos do tesouro grego com dinheiro de seus contribuintes ou assumam as dívidas gregas através de emissões de seus próprios títulos. Mas depois do salvamento de seus próprios bancos e posterior arrogância na distribuição de bônus a seus banqueiros, isto deve ser muito difícil em se aplicar dentro da atual situação política.

Como eu mostrei no artigo “2010, o último ano do Euro?”, os problemas na Grécia já causaram bastante estrago no Euro. Ele até se desvalorizou um pouco diante do dólar enfraquecido. Desde o artigo citado acima, ele caiu ainda mais.


Entrementes, a Grécia deve ter se tornado assunto secundário. O que movimenta o mercado contra o Euro é muito mais a ameaçadora contaminação dos outros PIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia, Espanha). Principalmente aqui Portugal, Irlanda e Portugal, que lutam contra um enorme déficit orçamentário e alto desemprego. Se a “contaminação” da Grécia pegar a Espanha, o Euro vira “toast”, será vendido a larga escala.

Neste ínterim, o Euro é “difamado” em todas as mídias e há avisos sobre sua queda. Algumas vozes dizem, aquilo que realmente causa medo nos políticos e bancos centrais seria a retirada da Alemanha do Euro e com isso a restauração do novo Marco alemão. Devido à elevada exportação líquida da Alemanha, ele se tornaria moeda de reserva mundial e todas as outras moedas deveriam se orientar por ele, pois:

- o dólar americano está totalmente valorizado e carrega o fardo do elevado déficit externo dos EUA

- A libra esterlina tem o mesmo problema e é um forte candidato ao crash

- O yen japonês também está valorizado e sofre de um alto déficit público

- o yuan chinês não é conversível.

Um bailout da Grécia através da Alemanha é com certeza um forte sinal de atração da inflação na Alemanha e levaria à queda de Merkel e seus globalistas de esquerda. Então provavelmente estaria livre o caminho para uma retirada do euro. Uma “divisa de emergência” para o caso de um crash do euro está sendo impresso segundo relatos de diferentes fontes. Está estampado “Novo Marco Alemão”? A história da economia mostra que o “pagador líquido” sempre sai da união monetária – se for trocada a liderança política.

Se isto acontecer, então somente ouro e a própria exportação contará no mercado internacional. E não mais algum papel colorido ou verde ou títulos de estados falidos.

Ouro prestes a saltar?

Aqui o gráfico do ouro em euro/onça de um ano, desde fevereiro de 2009:

O recorde de alta foi €806/onça. Hoje estamos a €798, ou seja, apenas a 1% do recorde. Em dóalr são 9% (atualmente a $1116, ATH $1216). Os suíços não estão melhores do que nós na Zona do Euro, devido à sua inflação.

O ouro já se mostrou como respeitável bóia salva-vidas contra uma desvalorização do euro. Quem comprou ouro no verão de 2009 pode ganhar em euro, até agora, algo em torno de 20% - livre de impostos.

Caso a infecção PIIGS se alastre até a Espanha, o que é esperado, então o ouro vai de ATH para ATH, em ritmo diário. A inflação explodirá por causa dos elevados preços das importações.

É esperado que a próxima subida do ouro não consiga ser mais controlada pelo cartel do ouro. Até agora, o dólar fraco foi o combustível para o ouro. Depois que o enorme déficit de Obama proveniente do dinheiro impresso parece continuar igual, o ouro deve continuar a receber suporte maciço do dólar capenga.

Mas temos agora o “problema do euro”. Onde devemos ainda aplicar nosso capital, caso não houver mais moeda confiável no mundo de papel? Se o preço do ouro subir para valer, então quer dizer: “price action makes market commentary”. Os preços em elevação produzem novamente uma enxurrada de artigos para mídia, que atraem mais investidores.

O cartel do ouro num beco sem saída

O aumento do preço em novembro e dezembro pode ser impedido ainda por ora e foi encenado um preço descendente do ouro para a manada de investidores, de forma que ela não tenha investido m ouro a larga escala.

Ninguém de nós sabe quanto ouro os bancos centrais tiveram que jogar no mercado – pois isso é um alto “segredo de estado”.

E ninguém também sabe por quantas vezes essa ação vai funcionar, provavelmente nem mesmo o cartel do ouro. Mas em algum momento essa ação vai falhar, então começa a fuga de todos os papéis – e o poder dos países que dependem deste papel (moedas e títulos públicos) Os avisos estão à mostra.

Quando o pânico realmente começar e o preço do ouro estourar como em setembro de 2008, subindo de repente $100/onça – e não puder ser mais impedido, então em pouco tempo chegará o colapso do “sistema”.

Por que o foguete de ouro deve subir e subirá: todas as moedas foram impressas em excesso e são apenas um tipo diferente de papel higiênico. Os títulos de investimentos estão totalmente supervalorizados – por toda parte.

O medo do euro será o estopim

A quantidade gigantesca de patrimônio em papel na Zona do Euro necessita urgentemente uma salvação, pois o euro esta derretendo. Divisas alternativas não existem, por isso devemos sair do sistema. O melhor é através da moeda mais antiga do mundo: ouro e prata.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Presidente do IPCC pede desculpas pelo erro no derretimento das geleiras do Himalaia

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), Rajendra Pachauri, defendeu ontem, em Abu Dabi, seu grupo de especialistas, acusado de ter feito uma previsão errada sobre o degelo dos glaciares do Himalaia. Em 2007, em seu quarto informe, que lhe valeu o Prêmio Nobel da Paz - dividido com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore -, o IPCC advertiu que os glaciares da cadeia do Himalaia retrocediam mais rapidamente que os demais e que "poderiam desaparecer até 2035 ou mesmo antes".

Pachauri declarou que, ainda que essa data seja errada, a mudança climática é real. "Digamos que nos equivocamos sobre uma cifra, mas isso não invalida as provas científicas referentes ao clima na Terra", afirmou o presidente do painel.

O IPCC foi duramente criticado por sua previsão. Uma das autoridades que manifestaram revolta pelo erro do órgão internacional foi o ministro do Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh. Em entrevista ao jornal Hindustan Times, ele declarou que "a previsão do IPCC dizendo que os glaciares vão desaparecer em 2035 carece de prova científica" e que o órgão "terá de responder sobre a maneira em que chegou a esta data, que tanto temor suscita".

O IPCC afirmou que vai responder a essas críticas. "Antes do fim de semana, vamos definir uma posição e vamos anunciá-la", afirmou o presidente do instituto.

O problema acontece depois de outro evento que foi usado pelos chamados céticos do clima para defender a ideia de que os estudos sobre aquecimento global são infundados ou exagerados. No ano passado, hackers invadiram os servidores da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, e publicaram mensagens trocadas entre pesquisadores. A partir disso, céticos disseram que dados foram forjados, mas não há provas concretas de manipulação.

Via: Ufo Brasil
Fonte: O Libertário - Presidente do IPCC pede desculpas pelo erro no derretimento das geleiras do Himalaia

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Documentário: 2012 - Série 'Teoria da Conspiração', com Jesse Ventura

Créditos de: Canal fimdostemposnet







Documentário: A CIA e os Nazistas

Créditos de: Canal Documentarioz

A CIA e os Nazistas (The CIA and the Nazis) Abril de 1945. Os aliados invadiram os campos de concentração nazistas e o mundo teve o primeiro vislumbre das atrocidades impostas pelo regime de Adolf Hitler. Em Nuremberg, os aliados processaram os lideres nazistas por crimes contra a humanidade. Os mais perigosos criminosos de guerra foram levados a justiça, mas não todos. "Há um mito de que os nazistas, essas pessoas terríveis cometeram estes crimes e, após 1945, desapareceram. Isto não é verdade..." A verdade é que milhares de "ex-nazistas", entre os quais, muitos criminosos, foram trabalhar para o governo americano, sem o conhecimento da população. Durante a guerra, seus crimes incluiram supervisionar campos de trabalhos escravos e ordenar a morte de crianças órfãs. Os Estados Unidos, assim, tornaram-se eles próprios os piores nazistas! Após a Segunda Guerra, seus nomes constaram na foha de pagamento americana como cientístas nos EUA ou agentes da inteligência na Europa. "O governo americano estava querendo usar genocidas, protegê-los da justiça, escondê-los do povo americano." E ao mesmo tempo propagandearam o exagero do "Holocausto Judeu", multiplicando enormemente os reais acontecimentos. Por quê? Como é possível um mesmo país acolher nazistas e apoiar abertamente Israel e o sionismo? Documentos governamentais, revelados no anos 90, revelam que muitos "ex-nazistas", que espionavam para os EUA na Europa, forjaram informações. Alguns até trabalharam como agentes duplos para a URSS. Mas há quem diga que essa estratégia secreta americana, mesmo com falhas, era a única forma de vencer a guerra-fria. Será? Terá havido mesmo uma "Guerra Fria", já que a antiga União Soviética, através de Gorbachev, depois de morta, declarou nunca ter tido qualquer interesse em dominar o mundo ou guerrear com os estadunidenses? "É um jogo duplo. As vezes tem de fazê-lo por uma causa maior", dirá a CIA e todos os presidentes do Império dos Estados Unidos. Na verdade é sempre a mesma farsa buscando dominação, e nada mais! "Era a política americana contratar quem pudesse dar informações úteis, fosse criminoso ou não." Até onde o governo estadunidense foi para encobrir os crimes de guerra destes recrutas e sessenta anos depois, será que o mundo sabe de toda a sórdida verdade? "Eles podem dizer que revelaram tudo, mas temos de confiar no governo para acreditar". Mas uma coisa é certa: o governo dos Estados Unidos é o maior mentiroso de toda a história de todos os governos do mundo! "Foi um escândalo, um dos maiores da inteligência americana." Mais uma desgraça para a dignidade de um país que, na verdade, talvez jamais tenha tido noção desse conceito!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A verdadeira origem da tragédia no Haiti

Créditos de:Resistir.info
por Xavier Caño Tamayo [*]

Chamemos as coisas pelos seu nome. Os milhões de dólares que o mundo rico destina agora ao Haiti não apagam a responsabilidade desse mundo na origem da tragédia: impor políticas económicas injustas, perniciosas e inúteis.

Catástrofes naturais, o que se chama de catástrofes completamente naturais, não existem a cem por cento. Se as descascarmos, encontramos falta de solidariedade e cobiças anteriores, incompetência culposa, numerosas injustiças estruturais mais doses industriais de hipocrisia. Tomemos como exemplo o terremoto do Haiti, o afundamento de Porto Príncipe, sua capital.

Num extraordinário e denso programa informativo elaborado por uma equipe de competentes jornalistas da televisão espanhola (bem escasso nestes tempos) sobre o desastre do Haiti, averiguamos que em catástrofes anteriores não se distribuiu a ajuda humanitária por erros logísticos. Neste terremoto, a ajuda humanitária amontoa-se no aeroporto da capital, mas os haitianos deambulam pelas ruas sem nada do que precisam, muitos obtendo o que podem das lojas de alimentos destruídas... Pelo menos assim é quando escrevo estas linhas.

No programa informativo mencionado, porta-vozes de instituições internacionais, Cruz Vermelha e outras organizações solidárias, concordam em que é um problema enorme resolver a "questão logística" para fazer chegar a ajuda humanitária aos haitianos que dela necessitam, que são quase todos. Falha portanto, como uma espingarda de feira, o "conjunto de meios e infraestruturas necessárias" (a logística é isso) para distribuir equipamentos sanitários, medicamentos, alimentos, água...

Falhou a logística na reunião e repartição de milhões de dólares para salvar os incompetentes, imprudentes e cobiçosos grandes bancos do mundo no início da crise financeira? Que problemas concretos existem para distribuir a ajuda humanitária? Não há pessoal suficiente? Não há meios de transporte? Dizem que no Haiti já não há Estado e isso complica tudo. Não pode a ONU substituir ainda que provisoriamente esse Estado inexistente?

Por que se verificou essa catástrofe? Só ouvi expor a causa final da tragédia no Haiti por parte do bom jornalista que é o repórter Vicente Romero, enviado ao Haiti, e de um porta-voz da Intermón Oxfam. A tragédia foi tão considerável porque em Porto Príncipe, a capital, amontoavam-se milhares e milhares de pessoas pobres que fugiram há anos das zonas rurais e ali se instalaram em habitações precária, vilas miséria, favelas, bidonvilles ou como queiram chamar a esse buracos de pobreza e marginalidade.

E por que se deslocaram em massa do campo para a capital? Porque ficaram sem trabalho e sem possibilidade de tê-lo. E por que esse desemprego maciço? Porque os génios do Fundo Monetário Internacional decidiram "liberalizar" o mercado do arroz no altar no livre comércio. Ou seja, retiraram ao Haiti o poder de impor tarifas ao arroz estrangeiro.

O resultado foi que os cultivadores de arroz do Haiti ficaram a mercê do sector arrozeiro estado-unidense, subvencionado pelo governo dos Estados Unidos. Arruinaram o arroz haitiano, vendendo os Estados Unidos o seu muito mais barato; de facto abaixo do preço de custo. Essa é a liberdade de comércio que entendem os Estados poderosos, as organizações económicas internacionais e a minorias privilegiadas e cobiçosas a cujo leal serviço estão.

O filme real dos factos é este: o sector arrozeiro haitiano afunda-se, os camponeses haitianos emigram para a sua capital e amontoam-se em habitações precárias, produz-se o terramoto e as frágeis habitações (e outras que parecem que não são) afundam-se. Muito haitianos morrem, muitos outros ficam feridos e todos sem lar nem meios nem nada de nada deambulam pelas ruas de Porto Príncipe sem futuro nem horizonte.

Por que no Japão (terra de terramotos) quando treme a terra não há mortos ou muito poucos? Será porque os edifícios estão construídos com todos os avanços construtivos contra terramotos? Terá a ver com o grau de pobreza ou riqueza de um país que as catástrofes naturais sejam letais ou não?

E esse grau de pobreza ou riqueza, de desenvolvimento, tem a ver com a justiça e equidade (ou não) de um sistema voraz, cobiçoso e predador como é o capitalista neoliberal?

Chamemos as coisas pelo seu nome. Os milhões de dólares que o mundo rico destina agora ao Haiti não apagam a responsabilidade desse mundo na origem da tragédia: impor políticas económicas injustas e perniciosas, além de inúteis. Para não falar o histórico abandono do Haiti pela França ou Estados Unidos, por exemplo, no altar dos seus interesses nacionais.

[*] Jornalista e escritor

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O sequestro do Haiti

Créditos de: Resistir.info
por John Pilger

O roubo do Haiti foi ágil e brutal. Em 22 de Janeiro, os Estados Unidos asseguraram "aprovação formal" das Nações Unidas para ocupar todos os portos aéreos e marítimos do Haiti e para "assegurar" as estradas. Nenhum haitiano assinou o acordo, o qual não tem base legal. A potência impera com um bloqueio naval americano e a chegada de 13 mil fuzileiros navais, forças especiais, espiões e mercenários, nenhum deles com treino para ajuda humanitária.

O aeroporto na capital, Port-au-Prince, é agora uma base militar americana e voos de socorro foram redireccionados para a República Dominicana. Todos os voos cessaram durante três horas para a chegada de Hillary Clinton. Haitianos criticamente feridos esperaram sem ajuda enquanto 800 americanos residentes no Haiti eram alimentados, lavados e evacuados. Passaram-se seis dias antes da U.S. Air Force lançar água engarrafada para pessoas a sofrerem de sede e de desidratação.

Os primeiros relatos da TV desempenharam um papel crítico, dando a impressão de um caos de crime generalizado. Matt Frei, o repórter da BBC despachado de Washington, parecia ofegante quando zurrava acerca da "violência" e necessidade de "segurança". Apesar da dignidade demonstrada pelas vítimas do terremoto, e da evidência de grupos de cidadãos trabalhando sem ajuda para resgatar pessoas, e até mesmo da avaliação de um general americano de que a violência no Haiti era consideravelmente menor do que antes do terremoto, Frei berrava que "o saqueio é a única indústria" e que "a dignidade do passado do Haiti está há muito esquecida". Portanto, uma história de implacável violência e exploração estado-unidense no Haiti foi atribuída à vítimas. "Não há dúvida", relatava Frei na sequência da sangrenta invasão do Iraque pelos EUA em 2003, "que o desejo de trazer o bem, de levar os valores americanos ao resto do mundo, e especialmente agora ao Médio Oriente... está agora cada vez mais ligado ao poder militar".

Num certo sentido, ele estava certo. Nunca antes num tempo considerado de paz as relações humanas foram tão militarizadas pela potência predadora. Nunca antes um presidente americano subordinou o seu governo ao establishment militar do seu desacreditado antecessor, como fez Barack Obama. Para prosseguir a política de guerra e dominação de George W. Bush , Obama pediu ao Congresso um orçamento militar sem precedentes de US$700 mil milhões. Ele tornou-se, com efeito, o porta-voz de um golpe militar.

Para o povo do Haiti as implicações são claras, ainda que grotescas. Com tropas estado-unidenses no controle do seu país, Obama nomeou George W. Bush para o "esforço de ajuda": uma paródia retirada certamente de The Comedians , de Graham Greene, que se passava no Haiti de Papa Doc. Como presidente, o esforço de Bush seguindo o Furacão Katrina em 2005 conduziu a uma limpeza étnica de grande parte da população negra de Nova Orleans. Em 2004, ele ordenou o sequestro do primeiro-ministro eleito democraticamente no Haiti, Jean-Bertrand Aristide, e exilou-o na África. O popular Aristide teve a temeridade de legislar modestas reformas, tais como um salário mínimo para aqueles que labutam em oficinas no Haiti sob condições atrozes.

Da última vez que estive no Haiti, observei muitas meninas recurvadas sobre máquinas de costura zumbidoras e estridentes na Port-au-Prince Superior Baseball Plant. Muitas tinham os olhos inchados e os braços lacerados. Saquei de uma câmera e fui expelido para fora. O Haiti é onde a América faz o equipamento para o seu bendito jogo nacional, quase de graça. O Haiti é onde empreiteiros da Wal Disney fazem pijamas Mickey Mouse, quase de graça. Os EUA controlam o açúcar, a bauxita e o sisal do Haiti. A cultura do arroz foi substituída por arroz americano importado, levando o povo para as cidades e habitações improvisadas. Ano após ano, o Haiti foi invadido pelos US marines, infames pelas atrocidades que têm sido a sua especialidade desde as Filipinas até o Afeganistão.

Bill Clinton é outro comediante, tendo conseguido ser nomeado o homem da ONU no Haiti. Outrora bajulado pela BBC como o "Sr. Belo Tipo... que leva a democracia a uma terra triste e perturbada", Clinton é o mais notório corsário do Haiti, exigindo a desregulamentação da economia em benefício dos barões das fábricas escravizantes (sweatshops). Ultimamente, ele tem estado promovendo um negócio de US$ 55 milhões para transformar o Norte do Haiti num "campo turístico" anexado à América.

Não é por causa dos turistas que o edifício da embaixada dos EUA em Port-au-Prince é o quinto maior do mundo. Décadas atrás foi descoberto petróleo no Haiti e os EUA mantiveram-nas em reserva até que o do Médio Oriente começasse a esgotar-se. De modo mais premente, um Haiti ocupado tem uma importância estratégica nos planos de Washington para "reverter" a América Latina. O objetivo é a queda de democracias populares na Venezuela, Bolívia e Equador, o controle das abundantes reservas petrolíferas da Venezuela e a sabotagem da crescente cooperação regional que deu a milhões o antegosto de uma justiça económica e social sempre negada pelos regimes patrocinados pelos EUA.

O primeiro êxito da reversão ocorreu no ano passado com o golpe contra o presidente José Manuel Zelaya, que também ousou advogar um salário mínimo e que os ricos pagassem impostos. O apoio secreto de Obama ao regime ilegal de Honduras implica uma advertência clara a governos vulneráveis da América Central. Em Outubro último, o regime na Colômbia, há muito financiado por Washington e apoiado por esquadrões da morte, entregou aos EUA sete bases militares para, segundo documentos da US Air Force, "combater governos anti-EUA na região".

A propaganda da midia preparou o terreno para o que pode vir a ser a próxima guerra de Obama. Em 14 de Dezembro, investigadores na Universidade de West England publicaram as primeiras descobertas de um estudo de dez anos de noticiários da BBC sobre a Venezuela. De 304 reportagens da BBC, apenas três mencionavam algumas das reformas históricas do governo Chávez, ao passo que a maioria difamava o extraordinário registro democrático de Chavez, ao ponto de compará-lo a Hitler.

Tais distorções e o concomitante servilismo ao poder ocidental são predominantes na midia corporativa anglo-saxônica. Povos que lutam por uma vida melhor, ou pela própria vida, da Venezuela a Honduras e ao Haiti, merecem o nosso apoio.