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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O potencial da própolis verde

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A própolis verde é conhecida pelas suas propriedades terapêuticas. Uma das ações mais conhecidas é a antimicrobiana: a própolis mata as bactérias. Usar a própolis quando se inicia a dor de garganta é o recomendado, pois ela combaterá as bactérias. A própolis atua contra fungos, tem atividade antitumoral, conserva alimentos (propriedade antioxidante), previne a cárie e o envelhecimento.

Alguns produtos estão sendo desenvolvidos experimentalmente pela Funed, em parceria com as diretorias de Pesquisa e Industrial dessa instituição, a Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) e a Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), utilizando a própolis verde na elaboração de gel para servir no tratamento de candidíase atrófica crônica e antisséptico bucal para peri-implantados. Os resultados obtidos foram bons, sem efeitos colaterais e de valor abaixo dos produtos comerciais.


O Brasil produz uma própolis que vai para o mundo inteiro. O Japão, por exemplo, é um dos destinos mais comuns deste produto com reconhecidas propriedades medicinais. O clima e a flora do Brasil contribuem para a sua qualidade e foi com o objetivo de conhecer melhor a composição da própolis verde produzida em Minas Gerais que a bióloga Esther Bastos, da Fundação Ezequiel Dias, iniciou um trabalho de pesquisa há alguns anos.

Tema de uma reportagem na Minas Faz Ciência nº 9, o trabalho partiu de uma análise das plantas presentes na composição da própolis. Após buscar essas espécies na natureza e analisá-las em laboratório, foi elaborado um estudo anatômico detalhado que comparava os fragmentos vegetais encontrados na própolis. “Todos os fragmentos vegetais que se encontravam na própolis verde estavam também no alecrim (Baccharis dracunculifolia). Por isso, direcionei a pesquisa para o alecrim do campo”, explica a pesquisadora Esther Bastos.

As observações das plantas eram feitas duas vezes por semana, no horário mais quente do dia, das 10h30 às 15h, período em que as abelhas trabalham com a resina e a coletam. Após três anos de trabalho, descobriu-se que quase toda a própolis de Minas Gerais era verde e originada do alecrim do campo. O trabalho mostrou, também, que as abelhas reconheciam, instintivamente, as propriedades de algumas plantas.

Essa pesquisa motivou uma nova investigação que tem como objetivo descobrir uma indicação da origem geográfica da própolis verde, relacionando a presença de herbívoros que atacam esta planta, além da ligação destes com a produção e excreção de uma substância de defesa pela planta. Essa substância é o que as abelhas buscam para produzir a própolis, por isso a importância deste estudo. A equipe quer saber as características reais dos solos onde se encontra a matéria-prima para produção da própolis, os indicadores climáticos, os teores de substância de defesa produzidos pelas plantas em cada região, as qualidades da própolis, o modo de produção, entre outras variáveis. Ao fim, espera-se conseguir relacionar a qualidade e as características do produto com o meio geográfico.

Benefícios
A própolis (do grego pro = defesa e polis = cidade) é conhecida pelas suas propriedades terapêuticas. Uma das ações mais conhecidas é a antiinflamatória. “Na verdade, não é nem ação antiinflamatória, é antimicrobiana: a própolis mata as bactérias. Usar a própolis quando se inicia a dor de garganta é o recomendado, assim ela irá combater as bactérias. Por outro lado, se a pessoa já apresenta a dor, o resultado vai demorar mais”, explica a bióloga. A própolis atua contra fungos, possui atividade antitumoral, conserva alimentos (propriedade antioxidante), previne a cárie e o envelhecimento. “Os japoneses adoram nossa própolis por isso, eles buscam saúde em tudo.”

No futuro, esses estudos podem resultar em produtos farmacológicos à base de própolis. Um exemplo são os produtos que estão sendo desenvolvidos experimentalmente pela Funed, em parceria com as diretorias de Pesquisa e Industrial desta instituição, a Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) e a Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao utilizar a própolis verde na elaboração de gel para servir no tratamento de “candidíase atrófica crônica” e anti-séptico bucal para “periimplantados”. Os resultados obtidos foram bons, sem efeitos colaterais e de valor abaixo dos produtos comerciais.

Fontes Relacionadas:
Cura pela natureza
Revista Minas Faz Ciência Nº 31 (Set a Nov de 2007)