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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Após "chuva" de pássaros mortos na Suécia e EUA, agora é na Itália

Créditos do Blog: InfoWorld


http://www.ionline.pt/adjuntos/102/imagenes/000/244/0000244300.jpg
Depois de Suécia e EUA, mais de 400 pássaros foram encontrados mortos na região de Faenza na Itália, especialistas estão investigando a causa da morte, que no qual não foi identificada ainda.

O jornal italiano "Corriere della Sera" diz que um tapete de pássaros mortos cobriu a estrada estadual. Alguns pássaros mortos passarão por exames toxicológico e virológico para se tentar identificar a causa das mortes. A região onde os pássaros foram encontrados, é uma região de fazenda, por isso eles não descartam a possibilidade de eles terem sido envenenados. Será mesmo que foram envenenados ? Ou Eles levaram um susto com os fogos da virada do ano ? Bem que a mídia podia ter inventando uma desculpa melhor que essa dos fogos do ano novo.

A onda de mortes misteriosas de pássaro tem provocado a volta de defensores de teorias da conspiração, apocalípticos e extremistas religiosos que veem a proximidade do fim do mundo.

Blogueiros religiosos postaram em suas páginas o versículo bíblico: "A terra se lamenta e tudo o que nela há desfalece, juntamente com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem".

"Agora este tipo de história, quando sai na internet, se é suficientemente atraente, salta imediatamente ao noticiário nacional", disse Robert Thompson, professor de cultura pop da Universidade de Syracuse em Nova York.

A palavra "pássaro" se tornou a mais procurada no site do jornal "The New York Times".

Fontes: Notícias Uol

O Segredo do Número 33

Créditos de: Liberdade Mental


"Quando os Rockefellers formaram seus Governos do Conselho de Estado para controlar as legislaturas estatais americanas, apoiaram a organização em um edifício numerado 1313. Pela mesma razão, muitas coisas ocorreram em 1933 porque 33 é um número esotérico muito importante, que representa uma freqüência vibracional".
David Icke – Livro O Grande Segredo.

33º GRAU: SOBERANO GRANDE INSPETOR GERAL: É o último grau. Fecha o ciclo de estudos. É, em última análise, o maçom mais responsável pelos destinos da Maçonaria no país. É o guardião, mestre e condutor da Maçonaria.


Em 12 de abril de 1945, o presidente Franklin D. Roosevelt teve sua "morte súbita" com uma hemorragia cerebral, em Warm Springs, Geórgia, situada no Paralelo 33, suas últimas palavras foram: "Estou com uma dor de cabeça terrível". Os registros médicos dele desapareceram. Roosevelt foi substituído por Harry S. Truman, um maçom do Grau 33. Semanas mais tarde, Truman ordenou o ataque a Iroshina e Nagazaki com bombas nucleares, local situado no Paralelo 33. Dois anos mais tarde, houve o “incidente” de Roswell no Novo México que fica também no mesmo Paralelo 33, onde foi encontrado o OVNI e os corpos dos ET’s. Durante a presidência de Harry S. Truman, A CIA foi criada pelos membros da Elite da Inteligência Britânica.


O logotipo de Nações Unidas em azul Franco-maçon com 33 seções dentro do círculo de acordo com os 33 graus oficiais do Rito Escocês da Maçonaria.

John Kennedy foi assassinado em Dallas – Texas, no Paralelo 33. Houve 33 Presidentes dos EUA geneticamente relacionados com duas pessoas: o Rei da Inglaterra Alfred, o Grande, e o famoso monarca da França no século 9, Carlos Magno que foi um maravilhoso servo da Fraternidade Babilônica.

O fim da primeira guerra mundial foi em 11 de novembro, as 11 da manhã (3x11=33) e Hitler se matou exatamente as 3:30 da tarde do dia 30 de Abril de 1945. Após o auto atentado do 11/9, os EUA atacaram o Iraque (Bagdá), situado exatamente no Paralelo 33. Atualmente os EUA pressionam o Irã por questões nucleares, e o Irã está localizado também no Paralelo 33. As pedras da Geórgia (Georgia Guidestones) estão no Paralelo 33. O Golfo do México também está localizado no Paralelo 33. Os 33 mineiros do Chile (deserto do Atacama) localizado no Paralelo 33 SUL. Dante Alighieri (O grande iniciado) em sua obra, "Divina Comédia", dedica 33 Cantos ao Inferno, 33 ao Purgatório e 33 ao Paraíso.


Sinete no Anel de Salomão com o Diagrama do Selo, Ísis Sem Véu, de Helena Petrovna Blavatsky.

Phoenix (USA) ou pelo acrônimo “Vale do Sol” está no Paralelo 33. O primeiro templo de Salomão tinha 33 anos de existência (um cubo que media 33 pés e um terço) quando foi pilhado pelo rei Sisaque do Egito. Salomão é tido como a maior fonte de sabedoria do Antigo Testamento, e significa SOL escrito em 3 línguas distintas: SOLOMON / Sol-Om-On: Sol (Latim), Om (Semita, oriental) e On (Egípcio).


Jesus e Alexandreo grande” morreram aos 33 anos. O Rei David reinou durante 33 anos em Jerusalém. Jacob tinha 33 filhos. O Livro Tibetano dos Mortos fala dos 33 céus governados por Indra e os 33 governados por Mara. São 33 os deuses védicos. São 33 ciclos lunares da gestação. A celebração judaica Lag Baômer significa “33º do Ômer". 33 é um dos símbolos da KuKluxKlan (K é a 11ª letra do alfabeto, 3x11=33). Na Cabala, há 33 caminhos que servem de pontes entre as “Sefirots” da árvore sefirotal ou árvore da vida. O 33 representa o “Sephirah Datht” (a Sefirot invisível) que os Rabinos chamam de “Conhecimento”. É a esfera de mais difícil acesso, e cujo significado é revelado aos magos, “iluminados” e aos santos. Na numerologia espiritual, os números 11, 22 e 33 são os três "números-mestres", sendo o 33 o mais alto.

O Livro 1 de Vishnu-Purana diz: “Essas 33 divindades existem era após era, e o aparecimento e desaparecimento delas está no mesmo número em que o Sol se põe e nasce novamente”.

33 é segundo a escala de Newton, a temperatura que a água ferve. 33 em binário é 100001. O número 33 representa o magnetismo. O Arsênio que é uma substância letal que tem número atômico 33 (33 prótons e 33 elétrons), e Arsênio em grego significa: “forte, viril”.

Há 33 voltas completas na sequência do nosso DNA e 33 vértebras no corpo humano. A divina partícula de Max Plank da mecânica quântica é 10 elevado a -33cm. Em algarismos Maias, o 33 tem um desenho muito parecido com uma pirâmide. Na pirâmide de Quéops tem uma câmara subterrânea a aproximadamente 33 metros abaixo do nível do leito de rocha, ou a 25 metros abaixo da base da pirâmide. Na mesma pirâmide, há 33 Câmaras no total.


Títulos das 33 Câmaras da Grande Pirâmide de Quéops:

1. Consciência; 2. Cultura, Linguagem e Grafologia; 3. O Espírito; 4. Quadratura do Círculo (Quarta Dimensão); 5. Saturação das Massas Polares; 6. Criatividade do Homem; 7. Desintegração do Átomo; 8. A Lei das Probabilidades; 9. Ascensão e Descensão (População Constante de Espíritos) (Leis Cósmicas para o Super-Homem); 10. Percepção Extra-sensorial; 11. Casuística Interatuante dos Karmas e Darmas (causa e efeito); 12. Principal Motivação das Paixões; 13. Cargas de Eletricidade Inalteráveis; 14. Corpos Celestes ou Astrais; 15. Sattory e a Plenitude da Consciência; 16. Câncer (O que é? E sua cura); 17. Ritmo Pulsante da Vida; 18. O Sangue e a Clorofila; 19. O Estado Alienante do Ser (Neuroses e angústia); 20. Os Linfócitos (Preventivos do câncer); 21. A Lei do Karma-Darma; 22. A Lei das Aparências (Lei da Relatividade); 23. Lei dos Semelhantes ou Paridade; 24. Subestruturas atômicas; 25. Curso Rios e Mares; 26. Espécies Marítimas; 27. Ocularis; 28. Áudio; 29. Sutras; 30. Mantrans; 31. Creação; 32. Estações do Ano; 33. Kan.

São 33 símbolos da Ordem Maçônica, onde o 33 representa o ápice da pirâmide !!!


Na simbologia SOLAR, quando Jesus (Sol) morre com 33 anos na cruz, simbolizada pela Constelação de Alpha Crucis e após 3 dias “ressuscita” (Sol movendo-se novamente), é adicionado mais um 3 e formando o “333” do anel de Salomão. Essa é uma Simbologia da “morte” na materialidade (3D) e Re-nascimento na espiritualidade (4D).

Van Buren disse: "Jesus esteve no sepulcro por três dias após sua crucificação; um símbolo para nós dos passos que o homem precisa dar para renascer. O número '333' fala da morte, ressurreição e ascensão".

Cada “3” do número 33 pode ser visto como um triplo, do mesmo modo que um triângulo tem três lados: 3+3+3=9. Nos templos da Atlântida e no Egito, o candidato à iniciação passava por NOVE GRAUS, ou então os três graus triplicados, nos mistérios. Esses graus simbolizavam a RE-entrada no útero para que, após três vezes três meses de gestação(9), RE-nascesse no mundo da consciência espiritual. Uma curiosidade sobre a data do suicídio de Hitler, que foi em 30/04/1945, ou seja, 3+0+4+1+9+4+5 = 36, onde 3+6 = 9. E outra curiosidade é a data em que Adam Weishaupt fundou a "ordem Illuminati", em 01/05/1776, ou seja, 1+5+1+7+7+6 = 27, onde 2+7 = 9.


Matemática simbólica de Quéops:

Cálculos minuciosos foram feitos na grande Pirâmide de Gizé (Quéops), e constatou-se que sua altura original era de 146,6 metros, que multiplicada por um bilhão, corresponde aproximadamente a mesma distância entre a Terra e o Sol, que é 149.450.000 Km. O perímetro da Pirâmide é equivalente aos dias do ano (365,24) e dobrando-se este perímetro, obtém-se o equivalente a 1 minuto e 1 grau no equador, que é a distância da base até seu ÁPICE pelo declive de um dos lados.

Constatou-se também que um meridiano que passe pelo centro da Pirâmide, divide continentes e oceanos em duas metades exatamente iguais, ou seja, o CUME da Pirâmide é o centro geográfico do planeta. Outra constatação foi que a circunferência da Pirâmide, dividida pelo dobro de sua altura, resulta no famoso número de Ludof, (Pi=3,1416). As medidas da Pirâmide fornecem cálculos sobre o peso da Terra e sua localização dentro do Sistema Solar. O solo rochoso sobre o qual se levanta a construção foi cuidadosa e exatamente nivelado. São 31.200.000 toneladas de peso, 2 milhões e 600 mil blocos gigantescos, onde cada bloco da pirâmide é exatamente 1,618 vez maior que o bloco do nível acima. As câmaras no interior dessas pirâmides foram projetadas de tal modo que seu comprimento é 1,618 vez a sua largura – Razão Áurea.



Uma linha prolongada para o norte através do encontro das diagonais da base iria tangenciar o pólo norte a uma distancia de apenas 6.400 metros, sempre considerando que o pólo norte poderia ter mudado de posição nos séculos que se seguiram à construção da Pirâmide. O “côvado piramidal” (antiga medida egípcia) de 50 polegadas é quase igual o metro, mas é na realidade mais exato, pois se baseia no comprimento do eixo polar em vez do eixo de qualquer meridiano, que pode mudar de acordo com os contornos da Terra. O eixo polar da Terra muda de posição no espaço de dia para dia, e alcança a sua posição original uma vez a cada 25.827 anos, um número que aparece nos cálculos da Pirâmide (25826,6), quando as diagonais cruzadas das bases são adicionadas.


Conclusão:

João 3:3; Jesus respondeu, e disse-lhe: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

O número 33 é o ápice da Pirâmide, é o Sol. Simbolicamente é um limite, um estágio alcançado. O Ápice do conhecimento da vida na materialidade (3D). Na simbologia da nota de um dolar, a materialidade é parte da Pirâmiude de tijolos que está inacabada.

Já o olho dentro da Pirâmide iluminada é o terceiro olho, a Glândula Pineal que é o nosso canal dimensional, nosso acesso a 4D em nossos corpos 3D.

As palavras em João 3:3 descrevem exatamente essa “passagem”. O problema é que esse chamado “Reino de Deus” ao qual se refere, é o nível mais “baixo” da 4D, onde “ELES” controlam nossos ciclos reencarnatórios, e é por isso que é chamado de “Reino” ... é o “reino dos deuses” (no plural). Perceba que “Reino” é uma palavra que denota claramente um sentido hierárquico, que é típico de um Cérebro Reptiliano.

A “passagem” além do 33 maçônico representa justamente conhecer essa realidade, e simbolicamente isso o leva ao grau de nível “34”, ou seja, um Illuminado iniciado, ou seja, um ILLUMINATI.


Obs: "Arkansas, onde se iniciaram as atuais mortes misteriosas de pássaros e peixes, fica também no Paralelo 33" ...

Brasil, Eua, Suécia, Nova Zelândia entre outros com mortes de aves e peixes

Créditos: Fimdotemposnet


Guerra Climática, Guerra Biológica e Controle da Elite - Alex Jones

Créditos: Fimdostemposnet


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Documentário: Big Brother, Echelon, Microchip, Vigilância - Jesse Ventura

Créditos do canal: fimdostemposnet
Autor da Postagem: InfoWorld2012

O Documentário com Jesse Ventura, mostra a realidade não só nos EUA, mas claramente não é só lá e sim no mundo. Mostra o microchip que provavelmente eles querem cancelar o dinheiro, sistemas de cartões de créditos, você poder ligar seu computador, seu carro só com esse chip implantado na sua pele e etc.. provavelmente vão usar só isso, ou seja, eles podem rastrear você em qualquer lugar a qualquer hora. Muitas pessoas falaram que vai ficar tudo muito mais fácil, pelo contrário, vai ficar tudo mais difícil, sua liberdade já é controlada por eles
. É assim que é a nossa liberdade ? Você quer viver dessa forma ? Sendo vigiado a cada segundo da sua vida ? Acho que não, é por isso que devemos lutar pela nossa liberdade, vamos lutar pelos nossos direitos, somos seres humanos e não gados a serem controlados!

http://images.liberdadedeexpressao.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/R-@XUgoKCC8AADHEo9U1/big_brother_vigia.jpg?et=jeVLs62QSwhoPorKq%2CgNWw&nmid=

O mundo inteiro já é controlado por câmeras em cada esquina e isso não começou agora, eles sempre vigiaram nós, através de cartões de créditos. As pessoas não percebem o óbvio! Elas se acham seres livres com esse tipo de vida, sendo vigiado, que liberdade é essa ? Vamos divulgar, blogs, textos, documentários, antes que seja tarde demais!
Abraços e aproveitem o documentário!

http://4.bp.blogspot.com/_osBSsrA3I3I/S8SCdQL8XVI/AAAAAAAAACQ/vmyuHdwocbw/s1600/security-camera.jpg
Se não lutarmos pelo que é direito nosso, vamos acabar assim para sempre...







Orwell estava certo. E Huxley também.

Créditos ao Blog Pistas do Caminho

2011: A Brave New Dystopia

by Chris Hedges

As duas grandiosas visões sobre uma futura distopia foram as de George Orwell em 1984 e de Aldous Huxley em Brave New World. O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Seria, como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle? Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçariamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado? No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.

Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento. Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas e nós fomos empobrecidos. Agora que o crédito está acabando, os bons empregos para a classe trabalhadora se foram para sempre e os bens produzidos em massa se tornaram inacessíveis, nos sentimos transportados do Brave New World para 1984. O estado, atulhado em déficits maciços, em guerras sem fim e em golpes corporativos, caminha em direção à falência.

[...]

Orwell nos alertou sobre um mundo em que os livros eram banidos. Huxley nos alertou sobre um mundo em que ninguém queria ler livros. Orwell nos alertou sobre um estado de guerra e medo permanentes. Huxley nos alertou sobre uma cultura de prazeres do corpo. Orwell nos alertou sobre um estado em que toda conversa e pensamento eram monitorados e no qual a dissidência era punida brutalmente. Huxley nos alertou sobre um estado no qual a população, preocupada com trivialidades e fofocas, não se importava mais com a verdade e a informação. Orwell nos viu amedrontados até a submissão. Mas Huxley, estamos descobrindo, era meramente o prelúdio de Orwell. Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. Agora que o golpe corporativo foi dado, estamos nus e indefesos. Estamos começando a entender, como Karl Marx sabia, que o capitalismo sem limites e desregulamentado é uma força bruta e revolucionária que explora os seres humanos e o mundo natural até a exaustão e o colapso.

“O partido busca todo o poder pelo poder”, Orwell escreveu em 1984. “Não estamos interessados no bem dos outros; estamos interessados somente no poder. Não queremos riqueza ou luxo, vida longa ou felicidade; apenas poder, poder puro. O que poder puro significa você ainda vai entender. Nós somos diferentes das oligarquias do passado, já que sabemos o que estamos fazendo. Todos os outros, mesmo os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos chegaram perto pelos seus métodos, mas eles nunca tiveram a coragem de reconhecer seus próprios motivos. Eles fizeram de conta, ou talvez tenham acreditado, que tomaram o poder sem querer e por um tempo limitado, e que logo adiante havia um paraíso em que os seres humanos seriam livres e iguais. Não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com a intenção de entregá-lo. Poder não é um meio; é um fim. Ninguém promove uma ditadura com o objetivo de assegurar a revolução; se faz a revolução para assegurar a ditadura. O objeto da perseguição é perseguir. O objeto de torturar é a tortura. O objeto do poder é o poder”.

O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político. É um termo que não faria sentido para Huxley. No totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. E, como no Brave New World, elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que esfraqueça ou complique a força holística de sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda. Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornar-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência. Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação , seja no noticiário noturno ou nos programas como “Oprah”, nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. E isso, como Wolin apontou, é “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”. Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico” que encoraja “fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia, ações medidas em nanosegundos: uma cultura dos sonhos, de cada vez maior controle e possibilidade, cujos integrantes estão sujeitos à fantasia porque a grande maioria tem imaginação, mas pouco conhecimento científico”.

Nossa base manufatureira foi desmantelada. Especuladores e golpistas atacaram o Tesouro dos Estados Unidos e roubaram bilhões de pequenos acionistas que tinham poupado para a aposentadoria ou o estudo. As liberdades civis, inclusive o habeas corpus e a proteção contra a escuta telefônica sem mandado, foram enfraquecidas. Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.

[...]

A fachada está desabando. Quanto mais gente se der conta de que fomos usados e roubados, mais rapidamente nos moveremos do Brave New World de Huxley para o 1984 de Orwell. O público, a certa altura, terá de enfrentar algumas verdades doloridas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. O vazio de nossos bolsões pós-industriais, onde 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de pobreza e dezenas de milhões na categoria chamada “perto da pobreza”, junto com a falta de crédito para salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, significam que o totalitarismo invertido não vai mais funcionar.

Nós crescentemente vivemos na Oceania de Orwell, não mais no Estado Mundial de Huxley. Osama bin Laden faz o papel de Emmanuel Goldstein em 1984. Goldstein, na novela, é a face pública do terror. Suas maquinações diabólicas e seus atos de violência clandestina dominam o noticiário noturno. A imagem de Goldstein aparece diariamente nas telas de TV da Oceania como parte do ritual diário da nação, os “Dois Minutos de Ódio”. E, sem a intervenção do estado, Goldstein, assim como bin Laden, vai te matar. Todos os excessos são justificáveis na luta titânica contra o diabo personificado.

A tortura psicológica do cabo Bradley Manning — que está preso há sete meses sem condenação por qualquer crime — espelha o dissidente Winston Smith de 1984. Manning é um “detido de segurança máxima” na cadeia da base dos Fuzileiros Navais de Quantico, na Virginia. Eles passa 23 das 24 horas do dia sozinho. Não pode se exercitar. Não pode usar travesseiro ou roupa de cama. Médicos do Exército enchem Manning de antidepressivos. As formas cruas de tortura da Gestapo foram substituídas pelas técnicas refinadas de Orwell, desenvolvidas por psicólogos do governo, para tornar dissidentes como Manning em vegetais. Quebramos almas e corpos. É mais eficaz. Agora todos podemos ir ao temido quarto 101 de Orwell para nos tornarmos obedientes e mansos.

Essas “medidas administrativas especiais” são regularmente impostas em nossos dissidentes, inclusive em Syed Fahad Hasmi, que ficou preso sob condições similares durante três anos antes do julgamento. As técnicas feriram psicologicamente milhares de detidos em nossas cadeias secretas em todo o mundo. Elas são o exemplo da forma de controle em nossas prisões de segurança máxima, onde o estado corporativo promove a guerra contra nossa sub-classe política – os afro-americanos. É o presságio da mudança de Huxley para Orwell.

“Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em 1984.”Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente. Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR. A investigação do FBI contra ativistas palestinos e que se opõem à guerra, que em setembro resultou em buscas em casas de Minneapolis e Chicago, é uma demonstração do que espera aqueles que desafiam o Newspeak oficial. Os agentes — ou a Polícia do Pensamento — apreenderam telefones, computadores, documentos e outros bens pessoais. Intimações para aparecer no tribunal já foram enviadas a 26 pessoas. As intimações citam leis federais que proíbem “dar apoio material ou recursos para organizações terroristas estrangeiras”. O Terror, mesmo para aqueles que não tem nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

“Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Texto: "Todos nós defendemos o SUS"

Créditos ao blog Infinitoaldoluiz

http://3.bp.blogspot.com/_QZiugjYhsw0/TRXNFRwI_DI/AAAAAAAACHw/dIr_Kd90N-k/s1600/bigpharma.jpg

"A saúde no Brasil está profunda e perigosamente privatizada, e esse é um dos motivos pelos quais ela não avança. E o mais dramático é que sua privatização tem sido feita a expensas da defesa de seu funcionamento. Isso precisa mudar com urgência. Instalou-se no Brasil um discurso catastrófico de que o SUS é inviável como previsto e, “como todos nós defendemos o SUS”, a forma de garanti-lo é repassar serviços integrais ao setor privado, sob a alegação de que contratos estão sendo firmados e fiscalizados. Esse discurso e sua prática encobrem uma rede complexa de interesses de empresas, fornecedores e profissionais, do setor público, filantrópico e privado, intermediados por negociações de toda ordem, que tiram dos gestores públicos qualquer controle sobre a atenção à saúde dos cidadãos. O governo precisa auscultar a sociedade, as centenas de movimentos sociais em saúde do país, que vêm denunciando a falsidade desses serviços. São ineficazes, discriminam os pobres, usam os recursos do SUS para, dentro dos serviços, atender pacientes de planos de saúde, pagam mal e submetem profissionais a condições precárias de trabalho, prejudicando o atendimento. O governo precisa realizar uma avaliação criteriosa das iniciativas de repasse ao setor privado, como OSSs, OSCIPS, cooperativas, etc, e verá que elas não estão garantindo mais saúde à população. O aumento da cobertura é apenas um indicador de melhoria dos serviços, mas de nada vale se o serviço é uma porta a mais, sem resolutividade. Minam-se os recursos públicos, sem garantir mais saúde. (...)
Sejamos responsáveis e não sejamos desonestos. Abramos os olhos de ver. A História "do povo brasileiro", sempre escrita pela elite escravista, está resumida numa BOLINHA DE PAPEL. Conspiram como respiram. A saúde no contemporâneo Brasil escravagista quando ainda, 3 entre cada 5 brasileiros não têm o que comer todos os dias, quem está preocupado com saúde de quem?
Devia chamar-se Sistema único de senzalados. Doentes adoecidos pelo descaso da CASA GRANDE COM SEUS SENZALADOS EXCEDENTES...
O SUS e entidades privadas são REFÉNS DA globalizada FARMÁFIA e seus patrões que emanam ordens através da ditatorial e terrorista OMS, OMC, e outras máfias dita "mundiais" com suas pandemias de laboratório que NÃO QUEREM NEM PODEM CURAR NINGUÉM sob pena de falirem.


Um povo saudável não fica doente e portanto, não dá lucro a estes GANGSTERS que exploram os governos e os povos mantidos na ignorância E ESCRAVIDÃO.

Hábitos ALIMENTARES ERRADOS PROPOSITALMENTE difundidos pela MIDIOCRACIA vigente, e outras barbaridades nunca divulgadas, propiciam as doenças e mortes lentas para o indecoroso
lucrativo FANTÁSTICO mercado FARMAFIOSO.
Médicos FORAM TRANSFORMADOS em garotos propaganda, reféns da FARMÁFIA. São doutrinados desde as faculdades para seguirem os manuais e paradigmas em forma de eufemísticos "OBRIGATÓRIOS PROCEDIMENTOS". Saiu dos primeiros socorros, não enxergam um palmo, quando enxergam, de clínica e muito menos sem "máquinas" milionárias que os maniatam. O objetivo é o lucro, lucro, lucro, lucro durante a invisível EUGÊNICA DEPOPULAÇÃO ORDENADA PELA (VELHA ESCRAVISTA) NOVA ORDEM MUNDIAL E SEUS INTOCÁVEIS BANQUEIROS.


Investem "BILHÕES" EM desinformação e imposição dos remédios dos remédios dos remédios. E, quanto mais remédios dos remédios dos remédios para encobrir as causas e apenas amenizar e procrastinar os danosos resultados desse processo na maioria dos casos mortalmente irreversíveis, pior a coisa fica, e mais lucros este invisível doloso genocídio lhes dá. Médicos não sabem que também são escravos do sistema, ou fingem não saber. Poucos são os médicos que ainda sobrevivem ao ataque mortal dos ditatoriais laboratórios.

Assistam isto http://infinitoaldoluiz.blogspot.com/2010/09/dr-john-rengen-virapen-1-de-3.html


SÓ PARA NÃO ESQUECER DE LEMBRAR:


POLÍTICOS ESTÃO AÍ PARA NOS DAR A ILUSÃO QUE TEMOS ESCOLHAS neste escravismo travestido.


Todo este debate só é possível graças a esta Bendita Internet. Temos que retirar urgentes lições de nossos acertos e erros, seguir separando o joio do trigo e compartilhando os resultados. O tempo urge. Os sapos venenosos serão cada vez maiores e em maior número até que retirarão a Internet da tomada de todos os "terroristas" que não apóiam a VELHÍSSIMA ESCRAVISTA NEW WORLD ORDER e ainda acusarão os mesmos "TERRORISTAS" por este feito. Nada, religião alguma, lei alguma, substituirá a responsabilidade 100% dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. A verdadeira revolução é intrapessoal e intransferível.


Conheçam a medicina integral e muitas outras que nos libertam desta corja e que são perseguidas pelo "sistema" por não darem lucro a FARMÁFIA. http://www.infinitoemexpansao.com/medicina-integral.php

Sinto muito, sou grato.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Coreia do Norte pronta para lançar uma ‘guerra santa’ nuclear

Matéria Retirada do Blog: Prova Final
Via: Blog Infoworld

http://revistaescola.abril.com.br/img/geografia/coreia-norte-nuclear.jpg

Estão nos a guardar a guerra das “Coreias” no quentinho…. para servi-la quando ?

SEUL — A Coreia do Norte está preparada para lançar uma guerra baseada na “dissuasão nuclear”, afirmou nesta quinta-feira a agência norte-coreana KCNA, em um momento de grandes tensões na península coreana.

“As forças armadas revolucionárias da RPDC (nome oficial da Coreia do Norte) estão plenamente preparadas para uma guerra santa de justiça ao estilo coreano baseada na dissuasão nuclear se for necessário para enfrentar as ações inimigas que deliberadamente levam a situação à beira da guerra”, advertiu a agência…

… Vários analistas afirmam que Pequim pediu calma a Pyongyang até a visita do presidente chinês Hu Jintao aos Estados Unidos, marcada para 19 de Janeiro… AFP (artigo completo)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Federal Reserve - Parte IV

Créditos ao Blog Informação Incorrecta
















Quarta e última parte do artigo dedicado à Federal Reserve.
Boa leitura!

O verdadeiro rosto da Federal Reserve

Até aqui história e estrutura da Federal Reserve, o mais importante banco central do mundo.

Mas pode surgir uma dúvida: estamos em 2010, quase 2011, os tempos mudaram, não será precisa hoje uma organização de super-controle e regulação? Uma organização como a Fed?
Afinal o mercado demonstrou de não ser capaz de se auto-regular. Se nos Estados Unidos fosse implementada uma estrutura de controle, cedo ou tarde os outros Países também acabariam por adequar-se: afinal os EUA ainda é o mercado de referência.

Esta pergunta é legitima e implica muitas reflexões.
Vamos tratar só de duas.



A chave e o cofre

A primeira é a seguinte: qualquer organização de controle não pode ser privada.

Não funciona e ponto final.
É como entregar a chave do cofre aos ladrões, mesma coisa. Os resultados estão debaixo dos olhos de todos: a Fed nada fez para prevenir a actual crise.
E quando falamos de Fed, falamos de todos os bancos ocidentais, que dependem das decisões tomadas em Washington.

Como é possível imaginar a Federal Reserve, ou qualquer outro banco central, tomar posições contra a classe bancária?
Alguma vez viram um banco trabalhar contra o sistema bancário ou empresarial?

Como vimos, quem dirige a Fed são banqueiros e empreendedores.

O que leva ao segundo ponto: o que fez a Fed ao longo dos últimos anos para favorecer a transparência das instituições financeiras? Quais medidas para evitar a crise?


3.000.000.000.000 Dólares em segredo

Este mês foi revelado que no Outono do ano passado (2009) a Fed emprestou 3.000.000.000.000 de Dólares num só mês a centenas de multinacionais.

Emprestou no segredo absoluto, sem pedir garantias, com base em procedimentos discricionais de emergência. Sem pedir a autorização de ninguém.

Reparem: 3.000 biliões num só mês, todo dinheiro para empresas privadas.
Quais? General Electric, AIG, Fannie Mae, UBS na Suiça, Barclay's na Inglaterra, Deutsche Bank na Alemanha.

Que tem a ver isso com o trabalho de inspecção e regulamentação? Que tem a ver isso com a actividade de fornecer fundos para as empresas americanas?

O problema é que ao longo de 10 anos, a Fed tinha permitido a estas empresas criar e manipular milhares de biliões de produtos derivados sem o mínimo controle. As instituições financeiras de New York tinham ganho muito com este esquema. Mas estes produtos existiam só na fantasia de quem os criava.
Assim, quando rebentou a bolha de 2008 (a mesma da qual ainda estamos a sofrer), o castelo de areia desmoronou. No seu lugar, um buraco de milhares de biliões.

Nesta altura, a Fed tentou parar o vazamento, imprimindo e distribuindo dinheiro no mundo: todos aqueles que estavam implicados no esquema precisavam de dinheiro para pagar as dívidas. E, para evitar a falência de colossos como General Electric ou AIG, tudo foi feito às escondidas e depressa.

Problemas? E quais? Afinal quem manda na Fed são as mesmas empresas ou bancos.

Só agora, passados três anos, podemos conhecer os pormenores. Mas o tempo passou e já a notícia não merece as primeiras páginas dos jornais.

A Fed contra os controles

A Fed há muito que abdicou do próprio trabalho, a vigilância do sistema bancário americano, sempre admitindo que em qualquer altura possa efectivamente ter desenvolvido este papel.

Aliás, foi mesmo a Fed, com o seu homem mais importante na altura, Alan Greenspan, que pediu insistentemente para que fossem eliminados os controles sobre os produtos derivados; até contra o parecer da CFTC, a Comissão Federal que deveria regulamentar os derivados.

A FED, isso é os seus chefes Alan Greenspan, Kohn, Ben Bernanke, Mishkin, insistiram que os derivados eram produtos financeiros úteis e necessários e que não era justo controla-los.

Mas desta forma criou-se uma área financeira cinzenta (uma das muitas), fora de controle. Controle público, óbvio, mas não privado.

Uma excepcional reportagem do New York Times (aqui passada totalmente despercebida) explica a existência dum cartel de bancos privados de New York, que excluem qualquer outro banco ou fundo ou instituição do controle do enorme e obscuro mercado mundial dos derivados. E que impedem que haja qualquer tipo de controle. Os nomes? Os leitores já conhecem estes nomes: Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup, JP Morgan...

Um trabalho já feito

Porque a Fed protege este bancos privados?

Porque estes bancos privados SÃO a Federal Reserve, e vice-versa.

Porque o chefe da Fed de New York, Bill Dudley, até dois anos atrás era partner da Goldman Sachs.

Porque todo o pessoal da Fed de New York (lembramos, a mais importante das 12 agências da Fed) ou trabalhava nestes bancos privados ou neles trabalhará uma vez saído da Fed.

Porque ainda nesta semana, Peter Orszag, que tinha negociado com os chefes do Tesouro e da Fed para entregar centenas de biliões à Citigroup, demitiu-se da Fed. E tornou-se director de quem? Do Citigroup, com uma salário de 3 milhões de Dólares, mais bónus, óbvio.

A verdade é que não é preciso um banco central para controlar e regulamentar a actividade do credito.
Desde 2008 foram fechados cerca de 400 bancos médios e pequenos. Quem tratou deles? Deveria ter sido a Fed? Sim, mas a Fed não trata destas miudezas.

Foi a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), uma entidade estatal, que tratou do assunto. A FDIC tem o poder de inspeccionar e fechar os pequenos bancos. Mas a FDIC não tem o mesmo poder no respeito aos grandes bancos de New York.

Porque os médios e pequenos bancos foram fechados sem a intervenção do dinheiro público?
Porque os grandes bancos (e, como vimos, também as grandes empresas privadas) foram salvas com o dinheiro público?

A resposta é simples: porque assim quis a Federal Reserve.
E nesta altura deveria estar claro que a Fed outra coisa não é a não ser uma cobertura. Um autentica cortina de fumo, crida para justificar decisões tomadas em outros lugares.


Os maiores economistas do mundo

É por isso que os governadores da instituição pouco ou nada percebem de economia.
Uma afirmação demasiado "forte"? Talvez. Mas façam o favor: reflictam sobre os seguintes dados.

Alan Greenspan, foi governador da Fed desde 1987 até 2007: não era professor, nem banqueiro, nem funcionário: tinha só uma falsa licenciatura.

Que fique claro: não há nada de mal no facto de não ter um título académico, a história é repleta de homens que conseguiram grandes coisas sem por isso serem "professores".
Mas então porque uma falsa licenciatura?

Resposta: porque era precisa para ser nomeado governador da Fed.

A revista Barron's, a mais prestigiada dos Estados Unidos em campo financeiro, quis espreitar a tese, mas não conseguiu.
Vários diários pediram à Universidade de New York uma cópia do documento, mas a instituição afirmou não estar na posse do documento.
Que parece ter sido só um conjunto de artigos e relatórios escritos por outros.

Assim, o mais potente economista do mundo foi nomeado graças a uma tese copiada, conseguida mesmo antes da nomeação e feita logo desaparecer.

É a mesma pessoa que em 1993 declarou perante uma comissão do Congresso dos EUA que não existiam os relatórios das reuniões da Fed. Anos mais tarde foi descoberta a existência de 17 anos de relatórios.

Estas são as pessoas que gerem os bancos do mundo.

E o actual director? Ben Bernake?
Nem é preciso procurar, é só lembrar das suas intervenções.
  • Em 2006 escreveu que os preços dos imóveis reflectiam a força da economia dos Estados Unidos. Num só ano, os preços caíram -35% no sector residencial e -45% no comercial.
  • Em 2007 afirmou que os subprimes era um problema "contido".
  • No dia 22 de Setembro de 2008 afirmou que era preciso deixar falir Lehman Brother's, sem gastar 20 ou 30 biliões de dinheiro público para o resgate. Sete dias depois, no dia 29 de Setembro, pediu de urgência 700 biliões de Dólares, anunciando que em caso contrário era de esperar uma crise mundial pior da Grande Depressão.
  • Pediu 700 biliões para o Tarp, o programa do governo para comprar acções das instituições financeiras em crise. Depois depositou este dinheiro nos bancos sem comprar nada.
  • Na primavera deste ano anunciou estar pronto para retirar liquidez do mercado, pois a economia estava em clara retoma. Em Setembro fez uma inversão de 180 graus e anunciou a necessidade de imprimir outros 800 biliões (o Quantitative Easing 2) porque a economia estava em risco.
Repito: estas são as pessoas que gerem a Federal Reserve, o mais importante banco central do mundo.
Agora, é só fazer as contas.

Ipse dixit.

Federal Reserve - Parte III

Créditos ao Blog Informação Incorrecta











Terceira parte do artigo acerca da Federal reserve.
Boa leitura!

3. Como funciona
Basicamente, não há poder nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental que não seja influenciado pela Fed.

É da Fed que saíram, entre outros, os projectos e a criação de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Grupo dos Sete Países mais industrializados (G7), o Grupo dos 20 (G20) e uma série de organismos de tipo cultural, científico e educativo, especialmente nas universidades dos ricos (todas pagas) onde educamos jovens para ser depois utilizados como directores de empresas multinacionais.

Acerca destes opinou recentemente o Presidente do Brasil Lula da Silva:
Estou cansado de viajar para ouvir homens de 30 anos que explicam o que devemos fazer no Brasil, quando nem sequer sabem onde fica.

Além disso, a Fed tem à disposição uma rede oficial de centenas de organizações não-governamentais (ONG), tratada em parte pelos serviços de inteligência, com etiqueta de humanitária, ambiental, alfabetização, etc. que têm sido os centros de frequentes escândalos de corrupção.

Vários Países expulsaram-nas, como os recentes casos da Bolívia, do Venezuela, do Equador e do Sudão.

Entre a Federal Reserve, o Pentágono e a indústria da guerra existem fortes ligações.

Gerem os fundos que são destinados para as despesas em armamento e controlam forças de mercenários para proteger as empresas multinacionais que exploram os recursos naturais dos Países pobres. Nessas áreas, mesmo que o Congresso possa por vezes queixar-se, há sempre bons candidatos, pagos pelos contribuintes.
Os bancos criam dinheiro a partir do nada (ver o artigo Quem cria o dinheiro?), e a Federal Reserve não é uma excepção.

A seguir o mecanismo explicado por Stephen Lendman, pesquisador de Global Research:


3.1 Como a Federal Reserve cria dinheiro a partir do nada

A Fed tem literalmente o poder de criar dinheiro do nada. Consegue fazer isto num processo de quatro passos:

A Fed, primeiro, aprova a compra de títulos do governo dos EUA no mercado aberto (open market).

A Fed de Nova Iorque compra esses títulos dos vendedores (os mercados financeiros têm sempre um número igual de compradores e vendedores).

A Fed paga a sua compra com créditos electrónicos para os bancos dos vendedores, que, por sua vez, creditam nas contas bancárias desses vendedores. Esses créditos são literalmente criados a partir do nada.

Os bancos que recebem os créditos podem então usa-los como reservas que lhes permitem conceder empréstimos até 10 vezes esse valor (se a reserva compulsória deles é de 10%) através da mágica (que só os bancos podem fazer) de usar uma fracção como reserva bancária e, naturalmente, cobrar juros sobre todo o dinheiro.

Um tremendo negócio, e é tudo legal! Imaginem como nós poderíamos ficar ricos se, como indivíduos privados, pudéssemos fazer o mesmo. Pedir um milhão emprestado a Fed e, por mágica, fazer com que se torne 10 vezes mais, podendo cobrar juros sobre tudo, excepto os 10% que nós devemos manter como reserva.

Quando a Fed quer contrair a economia reduzindo o fornecimento de dinheiro, simplesmente reverte o processo acima descrito. Em vez de comprar títulos, ele os vende, para que o dinheiro saia dos bancos compradores em vez de entrar. Os empréstimos têm então de ser reduzidos 10 vezes se a reserva compulsória for de 10%.

Prejuízo ao interesse público

O Federal Reserve System existe apenas para servir aos seus proprietários e bancos membros, e, ao faze-lo, é hostil ao interesse público.
Isto porque se trata de um cartel bancário com o poder de restringir a competição para que maiores lucros sejam ganhos às nossas custas. Dos nossos bolsos para os deles, e o público perde, pelo menos, de quatro maneiras:


Primeira

Através da taxa invisível de inflação que resulta da diluição do poder de compra causada pela entrada em circulação do dinheiro recentemente criado, reduzindo o valor dos dólares já existentes.

A Fed de Greenspan foi especialmente expansivo, nunca prestando contas pelo seu excesso e foi capaz de passar à sociedade e ao futuro presidente da Fed o grave problema que criou. Desde 1982, antes que ele tomasse posse, em 1987, até 1992, o suprimento de dinheiro aumentou a uma média de 8% ao ano.

Mas, entre 1992 e 2002 a impressora fez horas extras, sintonizada com a desregulamentação e o crescimento dos mercados globais, expandindo a moeda em mais de 12% ao ano. Tornou-se ainda mais extrema depois do 11 de Setembro e desde 2002 cresceu a uma taxa de 15%. Agora, dobrou em menos de uma década.

Excepto por uma pausa em 2005, é muito provável que a fraqueza do dólar desde 2002 seja o resultado da excessiva quantidade deles que foi criada para financiar os gastos prolíficos da administração Bush nas suas guerras sem fim e nos seus temerários cortes de impostos dos ricos.

O problema é ainda mais complexo se considerarmos que desde 1964 o serviço de dívida cresceu de 9% para 16,5% do orçamento federal, e continua a subir; o orçamento, de um superavit de 1% foi para um deficit de 7%; e o endividamento federal cresceu 40% desde 2001, financiado em grande parte devido à “benevolência de estranhos (estrangeiros)”, cuja impaciência deve estar crescendo.

Além disso, desde Março de 2006 a Fed parou de publicar o agregado M-3 sobre a quantia total de dólares em circulação. Sem essa transparência, os grandes compradores de títulos do Tesouro dos EUA têm agora de calcular o valor do dólar baseados em especulação e incerteza, ao invés de dados concretos.


Segunda

O público também perde porque o cartel bancário é capaz de praticar usura, devido ao seu poder sobre uma moeda flexível para mover artificialmente as taxas para cima ou para baixo ou para qualquer nível que escolha, o que é impossível aos pequenos profissionais do crédito que funcionam num mercado verdadeiramente livre e aberto.

Além disso, o domínio do mercado pelo cartel força a maioria dos que precisam de empréstimos (especialmente os menores, incapazes de lançar os seus próprios instrumentos de dívida) a pedir esses empréstimos a ele, para receber aquele que deveria ser dinheiro do público disponível ao custo mais baixo possível.


Terceira

Através dos impostos, nós, o público, temos de pagar para cobrir os juros da enorme dívida nacional, agora acima dos US 8,4 triliões (N.T.: a quantia referida corresponde a 2006, quando o artigo foi escrito; hoje a dívida nacional dos EUA está em US$ 10,6 triliões), acumulada sobre o dinheiro que a Fed imprimiu e cedeu ao governo a título de empréstimo.

Como disse antes, isso totaliza hoje uma quantia anual no valor de mais de 2/3 de trilião de dólares, aumentando diariamente.

Fez os banqueiros mais ricos, fez as pessoas comuns mais pobres, e fez do público pessoas que não sabem como foram enganadas durante tanto tempo.


Quarta

Agravando os abusos mencionados, o cartel pode fazer com que o público tire o sistema de apuros com mais dólares do contribuinte. Isso acontece cada vez que algum dos bancos demasiado grandes para que se permita que quebrem necessita de ajuda financeira para sobreviver.

Vale o mesmo para grandes corporações como a Chrysler ou a Lockheed, grandes firmas de investimentos ou fundos de hedge como o Long-Term Capital Management ou, inclusive, países como o México.
Também vale quando fecha um banco e é preciso pagar aos depositantes ou, mais sério, depois de uma crise financeira sistémica como a que acabou com muitos bancos de poupança e empréstimos nos anos oitenta.

Seja um só banco ou muitas dezenas ao mesmo tempo, os dólares dos impostos do público são utilizados para salvar o sistema ou só para pagar a conta com o objectivo de reembolsar os depositantes segurados contra perdas pelo seguro de protecção governamental até um certo montante por conta corrente.

Federal Reserve - Parte II

Créditos ao Blog Informação Incorrecta














Segunda parte do artigo acerca da Federal Reserve.
A primeira parte pode ser encontrada neste link.
Boa leitura.

2. Quem é a Federal Reserve?

Mas quem realmente é o dono da Federal Reserve, o banco central dos EUA?

A resposta parece óbvia: deveria ser uma instituição pública, independente do governo.
Mas não: é privada e os seus accionistas são os grandes bancos dos EUA.

Sim, os mesmos bancos que a Fed salvou um ano e meio atrás, de acordo com o Tesouro, após ter imprimido vagões de dólares e Títulos de Estado, arrastando os governos e as instituições centrais do mundo ocidental na mesma direcção, com consequências que hoje conhecemos bem: a explosão da dívida pública nos Países mais avançados.

É como se a controlar a Federação dos árbitros fossem as equipas de futebol.



Surpresos?
No entanto, não é a única anomalia.

Para entender o que acontece nos mercados hoje em dia podemos utilizar as explicações habituais, ou perguntar se na causa das reviravoltas brutais, e nem sempre justificadas, existem assimetrias, falhas do sistema, interesses de lobby.

Que fique claro: não se trata de caçar Grandes Irmãos, mas entender como vai o mundo e, consequentemente, nas finanças, como vai a América. A resposta não é reconfortante.

O País que estamos acostumados a considerar como um modelo, apresenta lacunas perturbadoras para aqueles que, ao seguir os princípios liberais, consideram essencial a transparência das regras e a absoluta independência de quem governa ou estabelece as regras.

Infelizmente, a crise de 2008 parece ter chegado em vão. As falhas emersas desde então não foram corrigidas. Ao contrário: a Federal Reserve não é um actor imparcial nem transparente.

Não está sujeita a qualquer organismo de controlo e não responde ao Congresso das próprias acções. É uma enorme caixa preta que não quer abrir-se, mesmo depois de muitos anos.

Ainda hoje, por exemplo, os cidadãos americanos não sabem como foram usados centenas de biliões de Dólares ordenados pelo governo para socorrer os bancos. Foram apresentadas petições, o Congresso votou, os juízes emitiram sentenças: tudo inútil. A Federal Reserve não explica como ajudou...os seus accionistas.

Os sócios, isso é, os bancos, ainda estão muito poderosos, demasiados poderosos, ao ponto de influenciar o mundo político.

Ao observar a lista dos últimos Ministros do Tesouro percebemos que:

Clinton nomeou Robert Rubin, antes banqueiro da Goldman Sachs e em seguida da Citigroup;

Bush escolheu Heny Paulson, presidente da Goldman Sachs;

o reformista Obama pediu conselho ao mesmo Rubin e este colocou como superconsultor Lawrence Summers e, no comando, o seu pupilo, o altamente recomendado Timothy Geithner, que como presidente do Federal Reserve Bank of New York era notável pela sua estreita amizade com os grandes banqueiros de Wall Street (em 2008 trabalhava na Bear Stearns, recém aquisição da J.P.Morgan).

Resultado: nos últimos 15 anos não foi aprovada nem uma lei contrária aos interesses do mundo financeiro, que ainda conseguiu o que queria, a partir da abolição da Glass Steagal Act, o que impediu a separação entre os bancos comerciais e bancos de business.
Os Hedge Funds continuam a operar sem regras, muitas vezes desde paraísos fiscais.

Nenhum limite foi colocado para os Otc, os mercados fora dos circuitos bolsisticos tradicionais. E os bancos que estavam perto de falir em 2008 não foram forçados a recapitalizar adequadamente.
Tudo permaneceu como antes. Uma grande festa para os especuladores, que, depois de terem descarregado acima da comunidade delícias como os subprime, agora atiram-se sobre o Euro.


2.1 Os accionistas

O Artigo 1 º, Secção 8 da Constituição americana estabelece que o Congresso tem o poder de cunhar (criar) moeda e estabelecer o seu valor. No entanto, neste momento, é a Federal Reserve, uma empresa privada, que controla e obtém lucros da produção de dinheiro, controlando também o valor do mesmo.

É possível conhecer os nomes dos accionistas da Fed? Não. A identidade dos accionistas é mantida secreta.

No entanto há muito circula um elenco elaborado em 1991 por Gary Kah, o seguinte:

Banco Rothschild de Londres
Banco Warburg de Hamburgo
Banco Rothschild de Berlim
Lehman Brothers de New York
Lazard Brothers de Paris
Banco Kuhln Loeb de New York
Banco Israel Moses Seif de Italia
Goldman Sachs de New York
Banco Warburg de Amsterdão
Banco Chase Manhattam de New York

Outra lista, divulgada por Eustace Mullins em 1983:

Citibank
Chase Manhatten Bank
Morgan Guaranty Trust
Chemical Bank
Manufacturers Hanover Trust
Bankers Trust Company
National Bank of North America
Bank of New York.


No entanto, ambas as listas são, por diferentes motivos, incorrectas. E os nomes dos reais accionistas permanecem um mistério bem guardado. A única coisa que podemos saber com certeza é o facto que as acções da Fed são mantidas por bancos dos Estados Unidos.


2.2 A estrutura

A Federal Reserve, de facto, é formada por 12 bancos centrais.


Na prática, a Federal Reserve de New York é a mais importante, que condiciona as escolhas das restantes.
E é interessante analisar a lista dos 9 nomes que constituem o actual Conselho de Administração (Maio de 2010).

Richard L. Carrion
É ao mesmo tempo director do Banco Popular Foundation e membro do Concelho da Administração da empresa Verizon Communications, ex Bell Atlantic, colosso das telecomunicações (uma das 30 maiores empresas dos EUA).

Charles V. Wait
Presidente da The Adirondack Trust Company, Director da New York Bankers Association.

Jamie Dimon
Ex Presidente da Citigroup, actualmente é Presidente do Concelho de Administração da JPMorgan Chase

Jeffrey R. Immelt
Ex Presidente da GE Medical System, actualmente membro do Concelho de Administração da General Electric (a segunda maior empresa do mundo).

Jeffrey B. Kindler
Presidente da Pfizer, a maior empresa farmacêutica do mundo.

James S. Tisch
Presidente da Loews Corporation, é também Presidente do Concelho de Administração da Diamond Offshore Drilling, membro do Concelho da Administração da CNA Financial Corporation, Presidente do Concelho de Administração da WNET.org

Denis M. Hughes
Presidente do The New York State American Federation of Labor and Congress of Industrial Organisation

Kathryn S. Wylde
Presidente do Partnership for New York City.

Lee C. Bollinger
Presidente da Columbia University de New York


Resumindo: além dos últimos três membros, cuja função é evidentemente ornamental, os restantes têm todos fortes ligações com bancos (Banco Popular Foundation, JPMorgan Chase, Citigroup), e/ou empresas multinacionais, cujos interesses variam desde os medicamentos (Pfizer) ao petróleo (Diamond Offshore Drilling), as televisões (WNET), seguros e hotelaria (CNA Financial Corporation, Loews), comunicações (Verizon), serviços e tecnologia (General Electric).

Naturalmente as ligações não acabam aqui.
As empresas e os bancos citados têm também participações em outras actividades.

A Loews Corporation, por exemplo, uma das empresas citadas, detém a totalidade ou parte das seguintes empresas:
  • Lorillard Tobacco Company (tabacos)
  • Dominion Resources (elecricidade e gás entregues em 11 Estados)
  • Diamond Offshore Drilling (petróleo e gás: empresa fundada com o nome de Zapata Petroleum Company nos primeiros anos '50 pelo futuro Presidente dos EUA George H.W.Bush e pelo futuro Director Financeiro do Texas na campanha eleitoral de Richard Nixon, Bill Liedtke)
  • Bulova (relógios)
  • CNA Financial Corporation (produtos financeiros)
  • Texas Gas Transmission (pipelines)
  • Boardwork GP (pipelines)
  • Loews Hotel (hotelaria)

Ainda mais impressionantes são os campos de interesse da General Electric; aliás, neste caso o difícil é encontrar uma área na qual a General Electric não esteja envolvida.

Tudo isso pode dar uma boa ideia acerca do nível de independência com o qual opera a Federal Reserve de New York
Mas até aqui falámos só da principal "filial" da Fed.
A situação não muda se olharmos para os outros 11 bancos centrais.

Aqui podemos encontrar, entre os outros, representantes de:
Allstate (a segunda seguradora nos EUA, com ligações não claras aos Cientologistas),
Dominion (uma companhia que trata de energia, que em 2008 doou 539.038 dólares à política - 50% aos Republicanos, 47% aos Democratas - e em 2009 815.885 dólares - 56% Republicanos, 41% Democratas), BorgWarner (componentes automobilísticos; tem filiais em todo o mundo e ligações com as principais casas automobilísticas),
McKinsey & C. (management),
Pentair (multinacional da água),
Energizer Holding (multinacional da energia),
Wesco (multinacional da electrónica),
Chevron
Levi Strauss
Delta Airlines
Southwest Airlines
ReMax
mais companhias petrolíferas e bancos de cada tipo.

Como é possível pôr ainda em causa a independência da Federal Reserve? Com nomes assim, "transparência" e "imparcialidade" com certeza são as palavras de ordem.

E um bom exemplo desta imparcialidade foi dado na década '90 do século passado.

Em 1995, depois do governo mexicano ter desvalorizado e inflacionado o Peso, a economia mexicana entrou em queda livre. Alan Greenspan (o então presidente do banco central) fez pressões sobre o Congresso e a administração Clinton para conceder um empréstimo de 52 biliões de dólares às desastradas finanças mexicanas; só mais tarde foi descoberto que os bancos membros da Fed detinham até 26 biliões de dólares da dívida mexicana.

Sem possibilidade de saber a verdade, os contribuintes americanos tiveram que pagar a conta.

Em cima: uma nota de 1869. Em baixo: uma nota moderna.
A mais antiga era uma nota do Tesouro dos Estados Unidos. segunda não.

Federal Reserve - Parte I

Créditos ao Blog Informação Incorrecta












A Federal Reserve, também conhecida como Fed: o maior banco central do mundo.
Por enquanto, claro.

Como nasceu? Qual a sua história?
O artigo que segue não quer ser exaustivo: só relata os acontecimentos essenciais duma instituição que, afinal, influencia de forma determinante a economia do nosso mundo.

1. A história

Antes da Federal Reserve existiram outros dois bancos centrais nos Estados Unidos.

First Bank Of United States
A primeira tentativa foi a First Bank Of United States, fundada após uma reunião do Congresso com não pouca resistência em 1791.
Funcionou tão bem que em 1811 a licença não foi renovada.

A segunda tentativa aconteceu em 1816, com a Second Bank of United States.
Também esta foi um sucesso, ao ponto de Andrew Jackson ter ganho as eleições presidenciais com a promessa de fecha-la. Coisa que efectivamente fez.em 1836.

Poucos anos antes, Thomas Jefferson tinha afirmado:
Se o povo americano alguma vez permitir que os bancos privados controlem a emissão de moeda, primeiro pela inflação e depois pela deflação, os bancos e as empresas que surgem tirarão ás pessoas a prosperidade até que filhos acordem sem casa no continente que os seus pais conquistaram.


1.1 A Ilha Jekyll e os Sete Hides

Jekyll Island
Ao largo da costa da Georgia, nos Estados Unidos, há quatro pequenas ilhas: uma desta é a Ilha Jekyll, 18 quilómetros quadrados rodeados por uma larga faixa de areal.

Não existem relevos, e a actividade principal é o turismo. Hoje plácidas garças descansam perto do mar, enquanto se ouvem os tacos baterem nas bolas de quem tenta emular Tiger Woods.

Pode não parecer, mas esta ilha foi testemunha dum dos eventos mais importantes do '900, um evento cujas consequências ainda podemos observar: a fundação da Federal Reserve e do actual sistema bancário internacional.

A Ilha de Jekill foi escolhida para a reunião decisiva: em 1910, os sete banqueiros mais potentes do mundo optaram pela criação dum cartel, o maior cartel do planeta, o dos bancos.

Nelson Aldrich e Frank Valderclip representavam o império financeiro dos Rockefeller;
Henry Davidson, Charles Norton e Benjamin Strong representavam J.P. Morgan;
Paul Warberg representava a dinastia dos Rothschilds, a família que também geria a riqueza do Vaticano; A.P.Andrews representava a facção política enquanto Secretário do Tesouro dos Estados Unidos.

A ideia era simples: um cartel bancário para controlar a emissão da moeda, tomar posse dar reservas áureas dos Estados, anular a convertibilidade e pôr em circulação moedas que não tivessem uma adequada cobertura em ouro. Este teria ficado assim nos cofres dos bancos privados.
De facto, até 1912 existiam, no caso dos Estados Unidos, Dólares de ouro e Dólares de prata, que davam direito, respectivamente, a meia onça de metal amarelo e uma onça de prata.
Era dinheiro com um valor real.

Mas havia um problema: três homens eram contrários ao projecto de abolir a convertibilidade da moeda. E não eram homens quaisquer.
  • Benjamin Guggenheim era o herdeiro do homónimo império, fundado pelo pai Meyer na segunda metade de '800. Um dois homens mais ricos do planeta.
  • John Jacob Astor IV, industrial e inventor, o mais importante representante da família Astor, outro dos homens mais ricos e influentes do mundo.
  • Isidor Straus, co-fundador do império Macy's, ex embaixador em França e Congressista dos EUA.
Guggenheim, Astor e Straus representavam um obstáculo difícil de superar.


1.2 Uma companhia azarada

O acaso, se assim desejamos pensar, encarregou-se de resolver o assunto.

Guggenheim, Astor e Straus morreram todos no mesmo dia e no mesmo navio: o Titanic.

Que, reportamos só como curiosidade, era de propriedade da companhia White Star Line, controlada pela International Mercantile Marine Co.: uma sociedade de J.P.Morgan.

O mesmo Morgan deveria ter participado na viagem inaugural do Titanic, mas em cima da hora decidiu abdicar.

Outra curiosidade: da International Mercantile Marine Co. era também o navio Lusitania, supostamente afundado pelos Alemães, facto que contribuiu de forma decisiva para a entrada dos Estados Unidos na I Guerra Mundial.

Alguns chamam isso de casualidade. Outros não.
Pontos de vista.

1.3 "Tenho arruinado o meu País"

Woodrow Wilson e o seu chapéu
Uma vez ultrapassado o obstáculo, a Federal Reserve foi criada no dia 23 de Dezembro de 1913, com uma proposta do Presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson. No entanto, o mesmo "pai" queria matar a própria criatura.

Um grupo de banqueiros cuidou da campanha de Woodrow Wilson, pois ele tinha prometido assinar a lei para a criação da futura Fed.

Em 1913, o senador Nelson Aldrich (o mesmo da reunião na Ilha Jeckill), avô materno do Rockefeller, promoveu o Federal Reserve Act no Congresso um pouco antes do Natal, quando o Congresso estava de férias . Uma vez eleito, Wilson aprovou a lei.

Mais tarde, arrependido Wilson, disse: "Tenho inadvertidamente arruinado o meu País"

Excelente previsão, que pecou só por ser tardia.


1.4 A Fed e a Grande Depressão

Uma das críticas acerca da qual o consenso é maior é que a Fed tenha sido parcialmente responsável (e talvez não só: ver a frente o capitulo "4. Documento") pela Grande Depressão

A Fed, de facto, agravou a recessão de 1929, desencadeando a Grande Depressão.
Depois do mercado das acções ter caído em 1929, a Fed continuou a contrair a oferta de dinheiro e recusou-se a salvar os bancos que estavam lutando nas dificuldades por causa da falta de dinheiro. Este erro, acusam os críticos, transformou uma possível recessão suave numa autêntica catástrofe.

Louis T. McFadden, que foi presidente do Comité House Banking nos anos '30 denunciou o poder do Fed. Descrevendo a Fed, realçou nos registos do Congresso, (páginas 1295 e 1296 de 10 de Junho de 1932):
Senhor Presidente, neste País, temos uma das instituições mais corruptas que o mundo já viu. Refiro-me ao Federal Reserve Board, um comité governamental, que traiu o povo e o Governo dos Estados Unidos do dinheiro suficiente para liquidar a dívida nacional.
O saque e as iniquidades do Federal Reserve Board e dos bancos da Federal Reserve custaram ao País dinheiro suficiente para pagar a dívida nacional várias vezes.
Esta instituição tem empobrecido e arruinado o povo dos Estados Unidos: faliu e tem praticamente falido o nosso governo. Fez isso através da má administração e de práticas corruptas dos abutres que a controlam.
McFadden não gostava muito da Fed.

E os problemas para o banco central não tinham acabado.
Uma história envolvida numa cortina de dúvidas vê no Presidente J.F.Kennedy um dos inimigos da Fed.


1.5 A controversa Ordem Executiva 11110

O assassinato de JFK
Com a Ordem Executiva 11110, de 4 de Junho de 1963, o Presidente delegava ao Secretario do Tesouro a faculdade de imprimir notas. Coisa que foi feita até a morte de Kennedy, 5 meses mais tarde.
Com o novo Presidente, Lyndon Johnson, a prática acabou, embora a Ordem 11110 tenha sido eliminada oficialmente só com o Presidente Reagan em 1987.

Um ano após a morte de Kennedy, em 1964, a Comissão da Câmara sobre a Prática Bancária e a Moeda, Subcomissão da Finança Doméstica, na segunda sessão do 88º Congresso, publicou um estudo intitulado "Factos acerca da Moeda" que explicava a essência da Fed:
A Federal Reserve é uma máquina que cria dinheiro. Pode emitir dinheiro ou cheques. Não tem o problema de cobrir os cheques, pois pode obter as notas de 5 e 10 Dólares, necessárias para cobri-los, simplesmente pedindo para imprimi-las.

1.6 A Fed hoje

Alguns economistas, como John Taylor, especulam que a Fed foi responsável, ou pelo menos parcialmente responsável, pela bolha imobiliária dos Estados Unidos. Eles alegam que a Fed manteve as taxas de juros muito baixas após a recessão de 2001.

Este facto, por sua vez, levou os que contraíram mútuos a ser imprudentes.
A bolha da habitação, em seguida, levou à crise de crédito, cujos efeitos ainda não acabaram.
A versão obviamente desmentida pelo então presidente Alan Greenspan.

Ron Paul, Congressista dos Estados Unidos e ex-candidato à Presidência:
Alan Greenspan
Os mesmos parlamentares, é o que diz a minha experiência, são muito ingénuos e não entendem, excepto aqueles poucos que têm que saber como o presidente da 'Comissão Bancária': está consciente de tudo, mas não quer saber e continua a perpetuar o mito que a Fed cria estabilidade e faz coisas boas para o crescimento económico ao mesmo tempo enquanto, pelo contrário, é culpada.
É ela que causou todos os problemas, que causou a recessão e o desemprego, o encolhimento dos mercados e todos os desastres que temos sofrido, mas em termos de relações públicas é excelente, pois tem convencido a maioria dos parlamentares de que é realmente necessária para manter a estabilidade, o crescimento económico e todas essas coisas bonitas.
Estas foram as palavras do professor Murray N. Rothbard, economista e vice-presidente do Ludwig von Mises Institute, instituto que dedica-se aos princípios do livre mercado e de dinheiro real:
O Sistema da Reserva Federal controla de facto o sistema monetário nacional, mas não presta contas a ninguém. Ela tem seu próprio orçamento, não está sujeita a auditoria e nenhuma comissão do governo pode realmente controlar as suas acções.
Uma recente tentativa de abrir a Fed para um controlo público foi feita em 1993.

O Presidente da "Comissão Bancária" do parlamento", Henry Gonzales do Texas, pediu uma revisão independente das operações da Fed: queria filmadas as sessões da "Comissão do Livre Mercado" e relatórios detalhados entregues dentro de uma semana, em vez de vagos relatórios publicados várias semanas mais tarde.
Gonzales também propôs que fosse o Presidente [dos EUA] a escolher os 12 directores dos bancos regionais da Fed, em vez dos potentes banqueiros.

Previsivelmente, o presidente da Fed, Alan Greenspan, opôs-se à mudança, e houve a surpreendente posição do Presidente Clinton. Ele declarou que a reforma teria feito "correr o risco de minar a confiança do mercado na Fed".